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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De "Bob" pelo Rio

Neste Dia das Crianças, o blog e o perfil do Instagram Circo Lego são uma inspiração para pais e filhos: que tal levar as peças de brinquedo para passear pela cidade? É o que tem feito o funcionário público, DJ e colecionador de LEGO, Cristiano Marinho, autor do trabalho. Sempre com algumas das 13 mil peças da sua coleção no bolso, ele as fotografa em situações inusitadas no Rio. 


Seus cabeçudinhos já andaram de bicicleta na Praça XV, surfaram no Arpoador, brincaram nas ruas da Tijuca. "O Circo Lego nasceu de um hobby e hoje é um miniestúdio de foto e animação em stop motion", conta Cristiano, que já fez uma série de trabalhos em Lego sob encomenda para sites (cenas do final da novela "Avenida Brasil", melhores momentos da Copa das Confederações, trechos dos desfiles da Sapucaí). 


"Não vejo apenas a coleção como um acúmulo de peças, mas como um acervo de formas e cores, um repertório, um vocabulário. Nessa série do Rio, por exemplo, quis desloca-los para uma realidade fantástica, usando a ilusão de ótica". Cristiano não está sozinho: na internet, juntou-se ao AFOL(Adult Fan of Lego), turma de adultos que, assim como ele, fazem até esculturas em tamanho real com as peças, fotografam e exibem suas coleções. "O brinquedo sofre de um mal que é o mesmo da animação, dos quadrinhos e do videogame há uma cultura de que todos eles são coisas feitas para crianças. Quando, na verdade, as peças nada mais são que um sistema de construção modular com possibilidades infinitas de criação", diz o colecionador.





Por Veja Rio

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mães cariocas dão suas opiniões sobre o fim do tradicional método de seleção “vestibulinho”


Dando continuidade a série de posts, a Petit Polá conversou também com mães de ex e atuais alunos de alguns dos melhores colégios do Rio de Janeiro, que tiveram que mudar o método de seleção há alguns meses. 

Mãe de uma ex-aluna, que atualmente cursa medicina, Elaine Donner diz que apesar de sempre ter tido vontade que Carolina estudasse no Colégio Santo Agostinho, nunca colocou esse desejo como prioridade na vida da filha. “Deixei bem claro que era um teste porque não havia vagas para todas as crianças e se ela conseguisse se classificar seria ótimo, mas caso contrário, não haveria problema algum, pois eram muitas crianças fazendo a provinha e existiam vários outros colégios, tão bons quanto aquele”, conta. Elaine também recorda que na época, explicou para Carolina que todo adolescente fazia provas de vestibular para entrar na Universidade e ela futuramente, teria que fazê-las também. “Faz parte da vida ganhar e perder e isso tem que ser bem explicado desde cedo para evitar frustrações em nossos filhos”, frisa. 

Quanto ao método de seleção, ela acredita que o vestibulinho é sim o melhor. “Cada colégio tem um perfil e muitas vezes, apesar do desejo dos pais, a criança não se adapta ao método utilizado e acho que os testes apesar de não serem 100% certeiros, nivelam a turma para melhor aproveitamento geral. Por que proibi-los se a criança ou o adolescente, obrigatoriamente, terá que enfrentar muitos outros testes e provas em sua vida futura? Devemos sim preparar nossos filhos para a vida, para saber ganhar e perder. Ou será que as vagas das Universidades também serão conseguidas através de sorteios? Esse sim é para mim um método injusto, já que a vida não é feita de sorteios”, finaliza a mãe. 

Renata Runco é mãe da Beatriz de 6 anos, que está no primeiro ano do ensino fundamental do Santo Agostinho. “Duas vezes por semana ela tinha aulas preparatórias que a ajudaram muito a fazer a prova de seleção. Tarefa de casa, horário, compromisso com a dinâmica das aulas nunca foram um problema para ela. Não estava preocupada se ela passaria ou não. Claro que queria! Mas vê-la feliz, compromissada e interessada em seu processo de aprendizagem, era muito mais importante. Passada esta etapa, percebo o quanto foi importante toda a preparação. Já alfabetizada, esta muito bem adaptada a rotina de sua escola”, conta.  

Renata também acredita que o vestibulinho não deveria ser abolido como forma de seleção nas escolas cariocas. “Deste modo era possível filtrar as crianças que não tem o menor perfil de estar na escola”, destaca. Para ela,o sorteio permitirá o acesso mais fácil de pessoas que não se enquadram no método dos colégios. “Como estas crianças reagirão? Conseguirão acompanhar? O que a Beatriz aprendeu não foi só para fazer a prova, vejo que foi para o dia-a-dia da sala de aula”.

Jane Giglio, mãe da Catarina, a preparava para o vestibulinho desde abril tendo duas aulas particulares por semana. “Ela evoluiu muito por conta do preparatório, tanto na questão de conteúdo, que deslanchou na escrita e leitura, quanto no lado emocional, que se tornou mais autônoma e segura”, conta. Por isso, Jane decidiu continuar com as aulas mesmo depois da decisão do Ministério da Educação de colocar um ponto final nos “vestibulinhos”. “Entendemos que ela está sendo preparada para o ensino fundamental e não somente para uma prova. O preparatório despertou na Catarina o gosto pelo saber, pelo estudo. E isto não tem preço. Ela adora as aulas e nós também”, diz. 

Jane é a favor do antigo método, porque acha necessário assegurar o nível do colégio, tanto educacional quanto de informação. “Na minha opinião, só devem entrar as crianças que se identificam com o estilo da escola que está diretamente ligado ao estilo da família e da sociedade onde vive. Por isso sou contra o sorteio, pois ele tira a chance de quem realmente quer estudar lá”, frisa. 

Mãe do Hugo e da Nicole, Patricia Marassi veio de uma família tradicional, onde o ensino foi em um colégio de freiras. “A escolha pela escola foi a mais difícil, pois não sabíamos se dávamos a eles um ensino como o nosso ou partiríamos para algo diferente. Após conversar com muitos familiares, amigos e conhecidos decidimos colocá-los numa escola que desse a eles o que nos foi ensinado”, conta. 

Depois de conhecer várias escolas – com vários métodos de seleção -, Patrícia optou por um colégio que tinha o “vestibulinho”. “Meus filhos não sofreram com a preparação. Não passei para eles o que realmente representa, pois eles são crianças e não sabem dimensionar isso. Apenas os informei que iriam fazer alguns exercícios e eles sempre gostaram. No dia da avaliação, apenas pedi para prestarem atenção e que fizessem o que pedissem. Não coloquei nenhuma pressão, mas é claro que dentro de mim, meu coração estava aflito!”, relata. 

Para Patrícia, os pais devem escolher a melhor escola para o seu filho, mas isso nãosignifica que é a mais forte, a mais procurada ou a que vai exigir mais dele. Segundo ela, a melhor escola é aquela que seu filho se adapte, se enquadre dentro dos padrões de vida da família e que atenda a expectativa da criança e dos pais. “Preparar a criança para a avaliação ajuda os pais a saber se a criança está apta para tal escola ou não. Eu voto a favor dessa opção, pois isso facilita os pais a encontrar um melhor caminho para o seu filho”. 
Quanto ao sorteio, Patricia acha bom para quem entra, mas fica a dúvida em relação a se a criança vai se enquadrar aos padrões da escola. “Caberá aos pais um olhar mais atento nesses primeiros anos, o seu comportamento será a prova de que as coisas estão indo bem ou não”, finaliza. 

E você? Concorda com as opiniões das mães que o “vestibulinho” era o melhor método de seleção dos colégios cariocas? Dê a sua opinião!

Por Amitiés – Gestão e Informação

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vestibulinho X Sorteio: A opinião de quem acompanha de perto


 
A Petit Polá conversou com a fonoaudióloga infantil, que também trabalha com a preparação psicomotora das crianças que fariam a prova de seleção para entrar no 1º ano do ensino fundamental, Flávia França, sobre a mudança na seleção de alunos para as melhores escolas do Rio de Janeiro. Sua opinião é expressa no artigo abaixo:

Na educação infantil a criança deve ser estimulada em todas as suas potencialidades. É o momento dela ganhar mais segurança, de desenvolver a formação moral e a responsabilidade. É também na educação infantil que se dará a inserção em diversos grupos, além do familiar. Neste percurso ela desenvolverá sua linguagem expressiva, compreensiva e gestual. Para isso deverá ser estimulada a exercitar suas capacidades motoras e cognitivas. Assim terá inicio sólido seu processo de alfabetização. 

O desenvolvimento insuficiente, em razão da falta de uma estimulação suficiente, leva a desarmonias cognitivas e, possivelmente, ao fracasso escolar. A educação infantil deve ser a base sólida e eficaz, de outro modo o resto tende a ruir. 

Os professores ganham mal. Moramos num país onde o ensino não é valorizado e por isso é, em geral, fraco. Muitas e muitas vezes, lemos, sabemos e ouvimos, sobre erros ortográficos absurdos de advogados, médicos, políticos, empresários e o pior, de professores, profissionais que se formaram com louvor. Temos que levar o estudo a sério e exigir o ¨PADRAO FIFA¨ no ensino.Tenho receio de sorteio de vagas para o ingresso em qualquer fase da escolaridade. Temo que entrando pelo sorteio e não por mérito, nosso ensino, já tão carente, possa piorar mais. 

Quando e como essas crianças serão preparadas? Acredito que nossa excelência será cada vez mais limítrofe sem exigência. Será que teremos crianças mais desinteressadas, mais mal orientadas, mais desestimuladas, fazendo “do seu jeito¨, sem mesmo saberem de que jeito, se sentindo incapazes de irem mais, de tentarem mais, e por isso conformadas, acomodadas? E seus pais, sem saber o que fazer, aceitarão e não exigirão um ¨tente mais¨, ¨se esforce mais¨, ¨acredite em você¨, ¨você consegue¨... Seria uma depressão total, uma falta de desejo de ir além. 

Minha grande preocupação é com o que será ensinado e cobrado na educação infantil. É possível que as escolas se acomodem sabendo que as vagas tão concorridas serão adquiridas através de sorteio e que pensem que esses primeiros anos são só para brincar, para passar o tempo, enquanto seus pais estão no trabalho.

Neste cenário, as escolas de educação infantil se transformariam, num futuro não muito distante, em playgrounds, onde esses pequenos aguardarão o momento de voltarem para suas casas, sendo entregues de banho tomado, jantar nas barriguinhas, vazios de conhecimentos e sem aprendizado.

Sou a favor de uma entrevista individualizada onde a criança seja avaliada em suas habilidades compreensivas e expressivas. Esta entrevista deve avaliar o desenvolvimento psicomotor, a percepção, a linguagem e as funções cognitivas. Sou a favor, portanto, de uma avaliação das habilidades específicas antes da leitura e da escrita, antes da alfabetização.

Penso que esta seja uma forma de avaliação, sobretudo das escolas de educação infantil, e que isso as motive a apresentar um trabalho cada vez melhor.

É importante esclarecer que o fato de uma criança conseguir ou não a vaga numa destas tão disputadas escolas seja através de sorteio ou de testagem/entrevista, em minha observação, não leva a qualquer frustração da criança, mas apenas, às vezes, de seus pais. E mesmo no caso do sorteio estes pais ainda terão que ter o cuidado de controlar suas expectativas e frustrações, tanto como se fosse numa testagem/entrevista. 

Devemos encarar essas testagens/entrevistas com a naturalidade que encaramos, por exemplo, a troca de faixa no judô ou a troca de touca na natação.

Crianças bem preparadas e estimuladas pelas suas escolas e familiares terão o mundo aos seus pés.
Estudo é coisa séria!

Por Flávia França – fonoaudióloga infantil e preparava crianças para o "vestibulinho"

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com fim do “Vestibulinho”, colégios recorrem ao sorteio para admissão de novos alunos


Ensino de qualidade para os filhos, todos os pais almejam. Mas essa não era tarefa fácil para os pais que desejavam que seus pequenos estudassem em algumas das melhores escolas do Rio de Janeiro, como São Bento e Santo Agostinho. Esses colégios adotavam um método de exame de seleção para a admissão de novos alunos nas classes de alfabetização. Porém, esse tipo de prova agora está proibido.  

O Ministério Público pressionou a Secretaria de Educação e desde o mês passado, as escolas devem cumprir a legislação federal que proíbe a realização de "vestibulinhos" até o 1º ano do ensino fundamental. "O critério de avaliação sujeita a criança a uma situação de constrangimento, o que pode causar um stress e uma pressão incompatíveis com a idade", argumenta o professor Luiz Fernando Mansur, membro do Conselho Estadual de Educação. "As escolas precisam criar outro tipo de seleção", explica.

É o que elas estão fazendo. O Santo Inácio, que não fazia provas, mas avaliações em grupo e entrevistas, decidiu que realizará dois sorteios das vagas: um para o público em geral e outro para filhos de ex-alunos. Quem tem um irmão matriculado ou é filho de funcionário tem lugar garantido. Além de assegurar vaga a quem pertence a esses dois últimos grupos, o São Bento reserva lugar aos filhos de ex-alunos. O Santo Agostinho adotou as mesmas regras. 

A Revista Petit Polá conversou com pais, professores que preparavam as crianças para os "vestibulinhos" e com os colégios. Fiquem atentos aos próximos posts

Por Amitiés – Gestão e Informação com informações da Veja Rio

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Todos juntos somos fortes


As manifestações que tomaram o país neste mês devem ter servido de gancho para ótimas conversas em família. Traduzir para as crianças as lutas de tantos jovens Brasil afora foi um desafio encarado por muitos pais e mães. Sei de gente que é avessa à TV e, por causa dos protestos, fez a família inteira jantar diante da telinha para acompanhar as notícias. Alguns leram juntos jornais e revistas. Muitos confeccionaram no chão da varanda cartazes e bandeiras que foram levados para as ruas. Teve quem participasse de cortejos no Baixo Bebê e em várias pracinhas. Outros carregaram a prole para os protestos de gente grande para sentir a pressão que só a turba é capaz de fazer. 

Para uma geração taxada de conectada com a tecnologia e desconectada da realidade, esses jovens, liderados pelos universitários do Movimento Passe Livre, demonstraram enorme senso de sociedade, enquanto políticos, analistas e jornalistas procuravam, atônitos, explicações para as cenas que testemunhavam. As crianças não. Apresentadas as motivações dos protestos, elas se solidarizavam com as manifestações e se horrorizavam com a truculência da coerção.

Inclinações político-partidárias à parte, vi pais, mães e professores tentando traduzir para os pequeninos o que significavam as emblemáticas imagens daqueles jovens trepados no teto do Congresso Nacional ou no “Meteoro”, do Itamaraty. Com todas as limitações que a pouca idade lhes impõe, muitas crianças puderam perceber, ouvindo as palmas e os gritos de ordem daqueles jovens e tomando chuva de papel picado,a relevância dos recentes movimentos sociais. Ainda que não compreendam o que seja pacto federativo, proposta de emenda constitucional e sequer sejam capazes de calcular somas e subtrações com números decimais, a revolta que começou por causa de R$ 0,20 teve o grande mérito de trazer para dentro das casas e das escolas o conceito de coletividade. De mobilização social. 

Para quem ainda engatinha no assunto, uma maneira prazerosa e didática de falar de política com os miúdos é ver ou ouvir “Os saltimbancos”. Desde os anos 70, a fábula musical de Luiz Enríquez e Sergio Bardotti, com versão em português de Chico Buarque, mostra às crianças o valor do grupo, das decisões colegiadas, dos pleitos comunitários, da democracia, enfim.

Não conhece? Quer ouvir? Clique aqui e vem pra rua, vem!

Por Tatiana Clébicar - colaboradora da Petit Polá no Rio de Janeiro

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mar e arte

Em menos de um mês, a Cidade Maravilhosa ganhou dois novos espaços dedicados à cultura. O Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, e a Casa Daros, em Botafogo, juntam-se a uma lista de instituições que, além de abrigar acervos interessantíssimos, oferecem algo a mais para crianças. Os paulistinhas que tomarem a ponte aérea na Semana Santa têm boas opções para aprender, se emocionar e se divertir. 

MAR – Inaugurado no início do mês, o museu está instalado em dois prédios (um eclético do início do século XX e outro modernista) que se comunicam pelo terraço coberto por uma estrutura em formato de onda. As crianças vão gostar do visual. Embora as ações educativas ainda não estejam ocorrendo (pelo menos não estavam no último sábado...), os pequenos são capazes de acompanhar bem as exposições “Rio de imagens”, “O colecionador”, “Vontade construtiva” e “O abrigo e o terreno”, com especial interesse por instalações que reproduzem o Rio Antigo, por quadros de Tarsila do Amaral e penetráveis de Hélio Oiticica e Ernesto Neto. Não vá com fome. A cafeteria está funcionando com pouquíssimos itens e não aceita cartão. Informações: http://www.museumar.com.


Casa Daros – O casarão neoclássico do século XIX foi restaurado e ocupado pela fundação suíça que se dedica à arte latino-americana. As exposições “Cantos cuentos colombianos” e “Para (saber) escutar” inauguraram o espaço no último fim de semana. A proposta da instituição é também contribuir com a educação. Em todas as salas, monitores atenciosos ajudam as crianças (e adultos, por que não?) a entender o que fazem cachos de banana pendurados em um museu, por que o Pateta foi transformado em relíquia pré-colombiana e como lagartixas desidratadas podem se transformar numa coroa. As mesas do restaurante Mira! (dos mesmos donos dos contemporâneos  Miam Miam e OuiOui) se estendem pelo pátio interno. Um astral! Informações:  http://www.casadaros.net.



MAM – O prédio projetado por Affonso Eduardo Reidye instalado no Aterro do Flamengo  é o suporte  da videoinstalação “Índice”, de Luiza Baldan, que projeta dentro do museu imagens captadas do lado de fora. A exposição “Polaridades” comemora os 65 anos da instituição. As crianças curtem os trabalhos marcados por formas geométricas de artistas brasileiros, como Lygia Clark, e estrangeiros como Pollock. O museu tratou de estampar um aviso na entrada da mostra “Arquivo X” de Márcia X, desaconselhando (mas não proibindo) a entrada de menores de 18 anos na sala.  Aos domingos, no Núcleo Experimental monitores incentivam as famílias a criarem seus próprios trabalhos. A cafeteria tem serviço de bufê no almoço e serve lanchinhos até o fechamento do museu. O restaurante Laguiole, com novo chef, só funciona para almoço durante a semana e atrai executivos. Informações: http://mamrio.org.br.



CCBB –A música diz que cariocas não gostam de dias nublados. Pode até ser. Mas nós sabemos o que fazer num dia sem praia: correr para o CCBB é sempre garantia de bom programa. Até o dia 7 de abril, está em cartaz uma exposição que os pequenos vão amar: “Movie-se”, sobre desenhos animados. Mas não é só isso. Além das exposições, há cinema, teatro, contação de histórias e outras atividades que dialogam com as mostras em cartaz. Algumas dessas sessões são gratuitas. É preciso chegar com um tantinho de antecedênciapara garantir o lugar. Se a fome bater, há um pequeno café na rotunda e uma brasserie no mezanino. Atenção: a instituição não vai abrir na Sexta-feira da Paixão. Informações: http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10151,0,0,1,1.bb?codigoMenu=9887.


Instituto Moreira Salles – A belíssima casa modernista, com jardins projetados por Burle Marx, foi residência da família do embaixador e banqueiro Walter Moreira Salles. Hoje o instituto tem dos mais importantes acervos de fotografia e música do país. Todo sábado, às 17h, há um programa especialmente dedicado às crianças. As atividades são variadas e podem ser checadas na página da instituição, que traz ainda uma publicação sobre como as crianças podem desfrutar de um museu e os cuidados a serem adotados nesses locais. Vale baixar e conversar com os pequenos espectadores (http://ims.uol.com.br/Dicas_para_a_visita/D643).  Informações: http://ims.uol.com.br.


Museu da Vida – O Museu da Vida está para o Rio assim como o Catavento está para São Paulo. Se o espaço carioca dedicado à ciência é menor do que o paulista, não perde em nada em valor histórico. Localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz, o museu tem atrações interativas em que as crianças aprendem especialmente sobre biologia. A visita pode começar com um passeio de trenzinho e incluir uma visita ao Castelo Mourisco. Não deixe de conhecer um dos mais importantes endereços da ciência brasileira por estar hoje rodeada por comunidades carentes. Mas, se não tiver certeza quanto ao trajeto, talvez seja uma boa alternativa usar um táxi. Informações: http://www.museudavida.fiocruz.br.



MAC –Vale a pena atravessar a Baía de Guanabara para conhecer o “disco voador” projetado por Oscar Niemeyer. O Museu de Arte Contemporânea de Niterói mantém uma exposição permanente da Coleção Sattamini. Aos domingos, às 16h, costuma haver contação de histórias, mas o evento está suspenso temporariamente. No subsolo, um bistrô funciona para café da manhã, almoço e jantar nos fins de semana.  Informações: http://www.macniteroi.com.br.


Por Tatiana Clébicar - colaboradora da Petit Polá no Rio de Janeiro

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A escolha da escola perfeita

Muito prazer. Eu sou Tatiana Clébicar, carioca, jornalista, casada, mãe de duas mocinhas de 5 e (quase) 7 anos. A convite de Marcella Pinto, passo a dividir com vocês algumas ideias sobre maternidade no blog da Petit Polá. Vou ficar feliz em receber seus comentários e sugestões aqui neste espaço. Fiquem à vontade.

Para iniciar o ano e os trabalhos (e tentar ganhar a atenção de vocês), elegi um assunto que não chega a ser polêmico, mas dá muito pano para manga: a escolha da escola perfeita. Perfeita? Isso não existe, dirá alguém aí do outro lado, com toda a convicção. Discordo.Não só acho que exista como conheço algumas. Escola perfeita é a que faz a sua criança se desenvolver e onde ela é feliz. Isso não significa que a minha escola perfeita – ou das minhas filhas, perdão – seja sequer razoável para você ou para o seu filho, naturalmente. 

São muitas as variáveis que a família tem de equacionar para chamar um colégio de seu. Mas há pouco tempo li num livro, que recomendo fortemente a quem anda às voltas com o tema, a síntese do que penso e busco em relação à educação formal das minhas filhas: “O que é fundador no ofício de aprender é da ordem da ética”. A frase, atribuída a Sócrates, é citada pela pedagoga Lílian Anna Wachowicz em “Pedagogia mediadora” (Ed. Vozes).  Embora pareça óbvio que ética seja um item indispensável ao currículo de qualquer instituição de ensino, como valor e não necessariamente como disciplina, se fizermos uma retrospectiva das reportagens publicadas nos principais jornais e revistas do país no ano que terminou, encontraremos uma série de notícias lamentáveis – algumas trágicas mesmo – envolvendo educação. Não falo das agruras por que passam escolas públicas Brasil afora, apesar de isto também ser da ordem da ética. Refiro-me às incontáveis matérias estampadas nas primeiras páginas tratando do aumento dos casos de bullying, depressão e outros problemas que vêm se transformando em questões de saúde pública. Algumas dessas notícias aconteceram dentro das mais tradicionais escolas do país. E isso, penso eu, é da ordem da ética. E ética na escola tem a ver com o respeito à singularidade ao mesmo tempo em que se valorizam as construções coletivas, tem a ver com cooperação e não com competição, tem a ver com a construção de processos e não com resultados.  

Porque escolher uma escola é muito mais do que escolher uma posição num ranking, muito mais do que escolher uma metodologia de ensino e de alfabetização. Escolher uma escola é escolher os óculos através dos quais nossos filhos vão enxergar o mundo, é escolher o lugar onde passarão seus dias, é escolher de quem serão os sorrisos e os colinhos que os acolherão, é escolher seus melhores amigos, seus primeiros amores. Escolher a escola é, em certa medida, escolher as lembranças que ficarão impressas na memória de nossas crianças. Com que cores queremos que eles pintem os retratos de sua infância? 

Que em 2013 nossos filhos possam usar todas as cores que quiserem e como quiserem para colorir os seus e os nossos dias!

Por Tatiana Clébicar - colaboradora da Petit Polá no Rio de Janeiro

domingo, 2 de dezembro de 2012

Inauguração da Árvore de Natal na Lagoa Rodrigo de Freitas


No dia 1º de dezembro foi realizado o evento de inauguração, no Parque do Cantagalo no Rio de Janeiro, RJ. Além do espetáculo de fogos, contou com apresentações de vários artistas como Simone, Emilio Santiago, Malu Rodrigues, Miele, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e os Corais da Fundação Bradesco.

A Árvore de Natal chega à sua 17ª edição consecutiva celebrando as estações do ano, algo presente no mundo inteiro. E também vem com uma novidade: uma base toda rendada.

Em 2012, a cenografia, assinada por Abel Gomes (P&G Cenografia), leva os espectadores a uma viagem pelas quatro estações do ano. Para representar tudo isso, são utilizadas 3,1 milhões de microlâmpadas, 120 mil metros de mangueiras luminosas e 100 refletores de led RGBW. Com 85 m de altura, a Árvore pesa 542 toneladas.





Fonte: Site oficial da Bradesco Seguros
Fotos: Site G1