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terça-feira, 26 de novembro de 2013

A incrível percepção dos bebês


Na grande maioria das vezes, a resposta para o comportamento de um bebê reside nas atitudes dos pais. Os recém-nascidos não se mantêm alheios ao mundo dos adultos, pelo contrário. Eles percebem o que acontece a seu redor e reagem por meio de comportamentos que vão do riso ao choro. Estudos recentes revelaram que os bebês podem decifrar as emoções de seus entes queridos mesmo quando estes estão fingindo, ou reconhecer a voz da mãe poucas horas depois do nascimento.

Esse tipo de investigação mostrou que os bebês tornam-se capazes de identificar as emoções dos adultos por volta dos sete meses de idade. Com seis meses, já conseguem identificá-las em pessoas com as quais estão familiarizados.

Na tentativa de saber mais sobre como os bebês percebem e são afetados pelo ambiente, os pesquisadores da Universidade de Brigham Young, Estados Unidos, realizaram uma série de estudos que sugerem que os bebês compreendem não apenas as emoções dos adultos, mas também dos animais e de outros bebês. Segundo Ross Flom, professor de psicologia da universidade, os bebês podem, por exemplo, interpretar corretamente os sentimentos relacionados à tristeza e felicidade em cães e macacos.


Para chegar a esses resultados, Flom e sua equipe analisaram o comportamento de alguns bebês mostrando imagens de cães, uma com o cão em posição ameaçadora, e outra mais amistosa. Em seguida reproduziram duas gravações: uma com latidos agradáveis e outra latidos agressivos. As crianças com seis meses de idade conseguiram relacionar com sucesso os sons e as imagens, interpretando a linguagem corporal dos cães.

Em relação à identificação de tristeza e felicidade, um estudo anterior do mesmo autor revelou que bebês de cinco meses são capazes de diferenciar uma música triste de uma alegre. Segundo Flom, “uma das primeiras coisas que os bebês entendem comunicativamente é a emoção, por isso, para eles, a melodia é a mensagem”. Essa percepção foi determinada considerando as mudanças no rosto e a atitude dos bebês conforme o tipo de música que ouviam.

Por Discovery Mulher

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O sorriso mágico dos bebês

José Roberto Torero escreveu 30 livros, metade para crianças e metade para adultos, e Maria Rita Barbi trabalha com projetos de consultoria em negócios, mas se diverte escrevendo. Os dois escrevem para blog "Barrigudos" e no post abaixo, descrevem as diferenças dos sorrisos dos bebês, em especial do pequeno Matias. Confiram:


Matias está rindo. E muito.

Mal acorda e já dá belas risadas com suas gengivas vazias.

Ele já dava alguns sorrisos antes, mas agora eles acontecem com muita facilidade. E nós derretemos, é claro.

O interessante é que os sorrisos começam a acontecer quando os pais já estamos exaustos por conta dos primeiros meses de cuidados intensivos com os bebês.

O cansaço, as olheiras, as noites sem dormir e os braços cansados de carregar o bebê durante as crises de choro, tudo isso é esquecido quando eles riem para nós.

A risada para os pais é uma recompensa. É o pote de ouro no fim do arco-íris.

E não é à toa que os bebês são fofos. Há quem diga que a risada dos bebês é uma prova da teoria da evolução de Darwin. Uma prova da seleção natural.


O sorriso aumenta o índice de fofura, e isso faz com que os adultos lhes prestem mais atenção, aumentando o cuidado que têm com eles, garantindo assim a sobrevivência dos filhotes e a perpetuação da espécie.

Trata-se de um truque para garantir os cuidados parentais. A mesma tese explica porque os filhotes de cachorros e de gatos são tão lindinhos.

Matias utiliza bem os seus poderes. Sempre que vê alguém pela primeira vez, dá um daqueles sorrisos com um gemidinho, o que automaticamente transforma a pessoa em uma escrava. Tanto isso é verdade que a frase mais comum depois de uma de suas risadas hipnóticas é “Posso segurar ele um pouquinho?”.

Ele é como o Gato de Botas do Shrek, só que, em vez daquele olhar pidão, usa o sorriso.

O golpe é ainda mais eficiente em avós babões e tias corujas. Estes pobres seres, já predispostos a amar incondicionalmente, não têm a menor defesa contra os sorrisos sedutores de um bebê. Se Matias soubesse falar e dissesse “Me dá seu carro, vovó?”, elas entregariam a chave na hora.

Mas o riso como elemento de sedução não é uma exclusividade humana. Segundo Katie Slocombe, especialista em cognição da Universidade de York (Grã-Bretanha), “Quando um chimpanzé ri, isso parece estimular seu interlocutor a continuar a brincar, assim como faz um bebê tentando manter a atenção de um adulto.''


A tática risadal de Matias é tão sofisticada que ele conseguiu desenvolver vários tipos de sorrisos. Há uma risadinha irônica com o canto da boca, um sorriso safado em que ele põe a linguinha de fora, uma risada larga, com a boca bem aberta, uma risada contida, com a boca fazendo apenas um traço, e uma gargalhada que é quase um grito. E às vezes ele ainda olha para a pessoa com o canto de olho e inclina levemente a cabeça. É infalível! Não há quem não se torne seu adorador.

Mas pode ser que estejamos sendo maquiavélicos demais. Talvez o riso das crianças não seja um recurso instintivo para garantir sua sobrevivência, talvez não seja uma demonstração da teoria da evolução de Darwin.

Talvez ele apenas sorria porque está feliz, porque sente que é amado.

Ou talvez seja isso que ele quer que a gente pense.

Por Blog Barrigudos

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Convivendo com diferentes culturas

Uma de nossas colaboradoras, Gretel Neves, é peruana, casada com um espanhol e mora em Barcelona com seu marido e seus dois filhos, Alexia, 6 anos, e Nicolás, 1 ano.

Por viver em uma cidade muito cosmopolita, seus filhos têm a oportunidade de conviver com pessoas de diferentes nacionalidades e viver um pouco as diversas culturas.

Desta vez, Gretel nos conta sobre a experiência que a família teve ao participar de uma comemoração indiana, o Diwalli.


"Meu pequeno Nico começa a ter seus primeiros amigos. Todos são muito internacionais, como é de se esperar em uma cidade como Barcelona. No fim de semana passado, fomos convidados para celebrar o primeiro Diwalli de Maddox, um dos amigos do meu filho de 1 ano e 10 meses.

Maddox nasceu na Espanha, mas sua mãe é mexicana e seu pai indiano. É o melhor amigo do Nico! Eu sei, eles tem apenas 22 meses, mas suas demonstrações de afeto, a forma como se divertem brincando juntos - e às vezes brigando também - nos faz perceber como os meninos se gostam. Nos diverte bastante vê-los juntos.


Fomos à casa da família de Maddox e os anfitriões nos explicaram que o Diwalli, Festival da Luz, é um dos eventos mais populares na Índia. É uma festa religiosa hindú que simboliza a destruição das forças do mal. Se celebra a cada ano entre os meses de outubro e novembro. As pessoas compram roupas novas para este dia especial, compartilham comidas (principalmente doces) e soltam fogos de artifício.


Nos divertimos muito nesta noite diferente na casa dos nossos amigos internacionais. Comemos comida indiana muito picante, mas muito gostosa também. Fizemos a punya, oração à deusa Lakshmí, que é aquela que dá prosperidade e riqueza. Havia outras famílias vindas de diversas partes do mundo e este contato foi muito interessante tanto para as crianças quanto para os pais. Alexia fez muitas amigas e ficou encantada quando saímos na rua com as luzes!"

Por Revista Petit Polá

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dicas para viajar de carro com crianças e bebês


Feriado prolongado é sinônimo de viagem para muitos pais. Mas você sabe como proporcionar aos seus filhos horas no carro de maneira divertida, confortável e segura? Confira abaixo algumas dicas:

Tente fugir do calor
Se seu filho estiver resfriado ou com tosse, talvez você não possa ligar o ar condicionado do carro, e passar calor será muito chato e um incômodo para você e para as crianças. Então, procure programar a viagem para o mais cedo possível, para fugir de horários em que a temperatura esteja muito quente.

Não esqueça do travesseiro
A cadeirinha e o bebê-conforto geralmente não são tão confortáveis assim, por isso, tente deixar seu filho o mais confortável possível para dormir – neste caso, um travesseiro pequeno e apropriado para crianças ajuda bastante.

Leve um ou dois brinquedos favoritos
Pode ser um bicho de pelúcia, uma boneca ou outro brinquedo que seu filho adora. Com esse artigo por perto, a criança vai ficar feliz e se sentir segura porque terá com ela algo que conhece e se identifica.

Use a tecnologia como um coringa
Principalmente se seu filho estiver muito incomodado e cansado com a viagem, colocar um vídeo no smartphone ou no tablet ou então um DVD pode ser de grande ajuda. Podem ser vídeos animados com música, filmes (se seu filho já for maior e conseguir assistir) ou até jogos eletrônicos.

Faça brincadeiras com toda a família
Passar horas no carro é cansativo não só para as crianças, mas também para os adultos. Então, fazer brincadeiras pode ser uma boa forma de passar o tempo. Com as crianças mais velhas, além de cantar, você pode fazer adivinhações. Eu adoro brincar de “Tibitá”. É assim: uma pessoa escolhe um verbo e as outras precisam descobrir qual é esse verbo, fazendo perguntas com o verbo “tibitar”. Por exemplo: “Você tibita todo dia?”, “Você está tibitando agora?”. A brincadeira continua até alguém descobrir qual é o verbo.

Invente brincadeiras novas
Se você tem bebê, você sabe como qualquer coisa muito simples pode ser algo muito divertido para o seu baby, principalmente se for algo concreto, ou seja, real, e não um brinquedo. Nesta viagem recente, inventamos de colocar uvas dentro de uma garrafinha pet, rendeu boas risadas.

Não esqueça de água e comidinhas
Além de água e suco, você pode levar frutas (lavadas, cortadas e em potinhos), pão ou outro alimento que seu filho goste e o distrai ao mesmo tempo. A Manu adora comer aquelas uvas doces sem caroço, e isso já leva um bom tempo pra ela fazer e se distrair.

Leve documentos e remédios
Lembre-se de sempre andar com os documentos da criança em dia, como a carteirinha do convênio, além de levar os remédios e suas receitas. Se seu bebê ainda não tem identidade, você vai precisar levar a certidão de nascimento. Fique ligado: caso você resolva voltar da viagem de avião, se não tiver a certidão de nascimento do bebê, você não poderá embarcar.

Faça paradas estratégicas
Aproveite as paradas para “esticar as pernas”, trocar a fralda do bebê ou, se ele já andar, para ele também caminhadar. Se seu filho já souber ir ao banheiro, tente descobrir antecipadamente qual posto ou espaço de lazer no caminho da viagem é bom para isso (e mais limpo). A parada também é um bom momento de distração. A Manu adora cachorros e sempre tem alguém passeando com seu cão.

Crie expectativas
Apesar de cansativa, tente fazer da longa viagem uma aventura que terá uma “atração” no final, como a criança matar a saudade dos avós ou, se for o caso, conhecer um lugar novo e divertido (quando o destino for praia ou campo nas férias, por exemplo).

Mamães, logo começa o período de férias também, quando muitos destinos são acessados de carro. Espero que com essas dicas vocês façam uma boa viagem e curtam bastante os seus filhos. Você também tem outras dicas? O que costuma funcionar pra vocês? Conte pra gente!

Por Mamãe Prática

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Priorize o conforto para os primeiros sapatos do seu filho


Sapatinho de bebê é um dos itens mais icônicos da maternidade. Usados por muitas grávidas para comunicar à família que há um pequeno a caminho, durante os primeiros meses de vida, os sapatinhos são praticamente decorativos. No entanto, quando seu filho começar a ensaiar os primeiros passos, é preciso para partir sapatos "de verdade".


Segundo a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein Mariana Nudelman Frayha, quando se iniciam os primeiros passos, mesmo que com apoio, o ideal é a introdução de um calçado de solado firme e cano curto. Antes dessa fase, o bebê pode usar sapatinhos mais flexíveis. Mas os acessórios não devem ser usados todo o tempo. “Quanto mais tempo a criança que está começando a andar ficar descalça, melhor. Claro, se as circunstâncias permitirem”, aconselha a pediatra.


Nesta fase da vida, os pezinhos do bebê - assim como o resto do corpo - crescem a uma velocidade espantosa. No entanto, comprar um sapato maior para que dure mais não é uma boa escolha. Quando muito grande, o calçado fica frouxo e pode provocar bolhas e facilitar quedas, por não oferecer a estabilidade necessária. Tampouco é recomendável que o sapato seja apertado, pois pode causar desconforto ou machucar o pé do bebê.


Assim, o sapato do tamanho correto deve ficar firme no pé, não se movimentando muito ao caminhar e, para garantir que não fique apertado, deve haver uma folga entre o dedão e a ponta do calçado, com espaço suficiente para que a criança possa mexer os dedos. Outros aspectos que devem ser considerados são a altura e a largura do pé. Se o calçado deixar a parte de cima ou dos lados do pé com marcas avermelhadas, é sinal de que está apertado. Para proteger estas partes do pé, dê preferência a modelos macios e maleáveis, que se ajustem ao pé do bebê.

Na hora da compra

Para Frayha, o essencial é que a criança se sinta confortável com o calçado. De acordo com ela, alguns bebês transpiram bastante nos pés, e se incomodam em usar sapatos. Assim, o melhor é comprar calçados arejados, de tecidos naturais, que permitam que o pé “respire”.

No final da tarde, os pezinhos dos pequenos costumam estar mais inchados, assim como os de adultos, por isso este é o horário mais indicado para levar seu filho a uma loja para experimentar os sapatos, evitando que o modelo experimentado na loja fique apertado no dia seguinte. Outra dica: principalmente no inverno, vale levar a meia, que costuma ser mais espessa nessa época do ano, à loja para provar com o novo calçado.

Devido à velocidade de crescimento dos pés do bebê, os pais devem ficar atentos à necessidade de troca por calçados de um número maior, o que pode acontecer em poucos meses. Por isso, a recomendação é não encher o guarda-roupas dos pequenos com muitos modelos. Um tênis para o dia a dia, uma sandalinha para os dias mais quentes e um sapato para ocasiões especiais já são suficientes.

Às vezes, por terem sido descartados com pouco tempo de uso, muitas mães reaproveitam o calçado que foi do irmão mais velho no caçula, o que pode ser um problema, já que o sapatinho usado se moldou ao formato e forma de caminhar de primeiro dono, diferentes dos de outra pessoa, o que pode causar prejuízos ao desenvolvimento do caçula.

 Por Terra

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Maternidades oferecem transmissão de parto pela web e berçário BBB

A escolha da maternidade pode ser a primeira das grandes decisões que uma grávida tem que tomar. Algumas mulheres não têm a chance de escolher, pois seus obstetras indicam o hospital em que realizam o parto e ponto final.

Para as que podem decidir, um bom começo é visitar as maternidades e pedir indicações a amigas, parentes e ao próprio obstetra.

O ginecologista e obstetra Renato Kalil, orienta a gestante a se informar sobre o acesso ao parto normal nas maternidades. “É preciso ter conforto na sala pré-parto.”

Para as que farão cesárea, Kalil afirma que é bom prestar atenção ao berçário e verificar se a maternidade conta com UTI neonatal. “Se acontecer algum problema, o local já está preparado para cuidar do bebê.”

Na hora de escolher, algumas grávidas também consideram a localização e hotelaria _algumas oferecem cardápio especial.

Para atrair as futuras mamães, as maternidades também oferecem pequenos mimos. A Pro Matre Paulista, Santa Joana, Santa Catarina e São Luiz dão bolsas com produtos de higiene para a mãe e bebê.

No Albert Einstein, as gestantes ganham uma bolsa com produtos para o bebê, almofada de amamentação e um brinde da Paola DaVinci.

Parto BBB

A verdade é que não conheço nenhuma mãe que escolheu a maternidade pelo brinde. Um diferencial que costuma interessar são aquelas salas de parto que possuem uma janela que fica transparente para que parentes e amigos vejam o nascimento do bebê. Pro Matre, Santa Joana e Albert Einstein contam com esses espaços.

Alguns hospitais oferecem o serviço de álbum do bebê na internet com imagens do recém-nascido. Acredito que em tempos de Facebook, Instagram e Twitter esse recurso já não faça tanto sucesso. Mesmo assim, esse serviço é cobrado em alguns hospitais.

O São Luiz coloca duas fotos do bebê gratuitamente na internet por 30 dias. O hospital também permite que o parto seja transmitido pela web, em tempo real, para pessoas autorizadas pelos pais mediante o uso de senha.

A localização do berçário dentro da maternidade também é importante. Algumas possuem um berçário por andar.

Também é bom verificar como é o transporte do bebê até o quarto da mãe e o sistema de identificação do recém-nascido.

Há maternidades que dispõem de câmeras 24 horas por dia gravando seu bebê enquanto ele estiver no berçário. Assim, do quarto você pode ver se a criança está chorando ou dormindo.

E eu com isso?

Confesso que para mim não deu muito certo a possibilidade de ficar vendo o bebê no berçário pela TV. Nas poucas horas em que ele era levado para o berçário, em vez de aproveitar para dormir, eu ficava grudada na TV. E se ele começava a chorar, já ficava aflita e queria ir até lá socorrê-lo. Mal sabia eu que era só o começo…

A maioria dos planos de saúde dá cobertura para hospedagem nos apartamentos padrão. Mas há suítes maiores e com mais recursos _desde que você pague por elas. Consulte o preço de cada tipo nas maternidades que visitar.

Agora cabe a você e seu companheiro decidir o que é importante que a maternidade ofereça para seu parto e o bebê. A minha tinha essa janelinha que fica transparente na sala de cirurgia, mas o parto ocorreu às 3h de uma madrugada inesperada. Não deu tempo de avisar ninguém para compartilhar daquele momento.

Quando marquei minha cesárea, tentei escolher a data por indicadores esotéricos. Meu obstetra me avisou que não adiantava eu escolher muito, pois era o bebê quem decidiria quando nascer. Dito e feito: bolsa rompeu bem antes da data agendada.

Minha prima escolheu uma que tinha a tal janelinha, câmera 24 horas no berçário e era de fácil acesso para as visitas. Ela entrou em trabalho de parto no serviço e teve o bebê às pressas perto de seu emprego, bem longe de casa. Imprevistos ocorrem quando o assunto é bebê.







Por Paula Futema - Folha de São Paulo

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tocar músicas para bebês ainda no útero melhora aprendizado da fala

Os bebês que ouviram uma mesma música de ninar durante os últimos meses de gravidez foram capazes de reconhecer a melodia após o parto
O hábito de tocar canções para bebês que ainda estão no útero materno pode contribuir para o aprendizado de linguagem da criança no futuro. É o que sugere um estudo finlandês publicado na quarta-feira na revista PLOS ONE. De acordo com a pesquisa, crianças expostas a músicas ao longo da gravidez das mães são capazes de reconhecer a melodia mesmo alguns meses depois do parto. O resultado indica, portanto, que o cérebro do bebê é capaz de guardar memórias de longo prazo adquiridas ainda dentro do útero materno - o que contribui para o aprendizado da linguagem.

Para elaborar a pesquisa, os estudiosos selecionaram doze mulheres que passavam por uma gestação sem complicações. As futuras mães receberam um CD com a melodia da música Twinkle Twinkle Little Star (Brilha, Brilha, Estrelinha; tradicional canção de ninar inglesa), que deveriam colocar para tocar, em volume alto, pelo menos cinco dias por semana durante os três últimos meses da gravidez.

Logo depois do parto, os pesquisadores analisaram a reação desses bebês a duas versões da mesma música: uma delas com algumas notas modificadas, a outra, inalterada. Outros doze bebês que nunca haviam sido expostos à melodia também participaram do experimento, como grupo de controle.

Ao analisar a atividade cerebral por meio de sensores colados na pele dos bebês, os cientistas descobriram que as crianças do primeiro grupo apresentavam uma resposta muito mais forte à música original do que o grupo de controle. Quando repetiram a experiência quatro meses depois, o resultado foi o mesmo — sugerindo que a melodia havia se tornado uma memória de longa duração.

O estudo também mostrou que, quanto mais o bebê havia sido exposto à música no útero, maior era sua atividade cerebral em resposta à nova audição. "Pesquisas anteriores haviam indicado que os fetos eram capazes de perceber pequenos detalhes da fala, mas não sabíamos por quanto tempo eles poderiam reter essa informação. Nosso estudo mostra que os bebês são capazes de aprender em uma idade muito jovem, e que os efeitos dessa aprendizagem permanecem no cérebro por um longo tempo", diz Eino Partanen, professor da Universidade de Helsinki, na Finlândia, e um dos autores da pesquisa.

Memória fetal — O processamento das canções e da fala é feito por meio de mecanismos comuns no cérebro dos bebês. Segundo os pesquisadores, isso significa que a audição de músicas pode ajudar no aprendizado da fala humana. A pesquisa indica que esse processo de aquisição da linguagem pode começar ainda mais cedo do que se pensava. "Este é o primeiro estudo a acompanhar por quanto tempo as memórias fetais permanecem no cérebro. Os resultados são significativos, uma vez que os primeiros mecanismos da memória ainda são desconhecidos", diz Minna Huotilainen, pesquisadora da Universidade de Helsinki que comandou o estudo.

Os pesquisadores pretendem começar uma segunda pesquisa sobre o assunto, dessa vez com a intenção de analisar os efeitos nocivos que ambientes ruidosos podem causar no desenvolvimento dos fetos.

Por VEJA

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Festa da Castanha

Assim como muitos países comemoram o Dia das Bruxas aqui nós celebramos a Festa da Castanha .


Eu pensava que era apenas uma tradição para comer comidas típicas, como batata doce, castanhas assadas, frutas da época (romã, caqui, uvas) e o panellet, doce típico da Cataluña, que podem ser feitos de várias formas, sendo a base da massa de amêndoas e aromatizados do sabor que você quiser, mas o mais comum é o de piñones.


Hoje na sala de estimulação do Nicholas, disseram que havia uma tradição que as crianças têm que deixar as castanhas escondidas em algum canto da casa para que à noite as almas daqueles que se foram venham para recolher os panellets.

Assim, a minha ideia é fantasia com meus filhos no dia 31, convidar alguns amigos e fazer as receitas abaixo que encontrei internet:

Abóboras Especiais:
Uma ideia simples e rápida são as abóboras especiais. O que os torna especiais? Bem, elas são tangerinas. Tudo que você tem a fazer é descascá-las e, em seguida, colocá-las em um palito verde de aipo para que pareçam abóboras. Depois é colocar em um prato e voilá! Lanche de abóbora!


A Vassoura de Bruxa de Queijo:
Tudo que você precisa é de Pretzels, queijo e cebolinha para decorar e manter o queijo. Você tem que cortar o queijo em tiras finas, colocar o palito no meio e pronto!


Fantasmas de Banana:
Tudo que você tem a fazer é mergulhar as bananas em chocolate, colocar em palitos e depois no freezer. Um lanche simples, rápido e saudável.

E no dia seguinte farei panallets com a Alexia. Não direi a ela que deixe castanhas pela casa para os mortos porque senão tenho certeza que a terei dormindo na minha cama por muitas noites! 

Por Gretel Neves - colaboradora da Petit Polá na Espanha

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Engatinhar prepara a criança para desafios futuros, como ler e escrever


É muito comum alguns pais afirmarem, até com certo orgulho, que seus filhos "andaram direto", dando os primeiros passos precocemente. No entanto, as crianças que dão esse salto no desenvolvimento perdem os benefícios relacionados à fase de engatinhar, que são muitos.

Explorar o mundo sobre quatro apoios antes de andar é tão importante que a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, ONG que atua em prol do desenvolvimento da primeira infância, promove a Engatinhata, evento que reúne bebês (com seus pais e/ou cuidadores) para engatinhar em um espaço público devidamente adaptado com tapetes emborrachados. Já foram organizadas Engatinhadas em cidades como Votuporanga e Penápolis, no interior de São Paulo.

A seguir, o consultor da fundação, o neurologista Saul Cypel, com outros especialistas, explica a importância de engatinhar para o desenvolvimento global da criança e o que fazer para estimulá-la a se movimentar de maneira autônoma, a partir dos seis meses de idade:

1) Engatinhar ajuda a desenvolver grupos musculares importantes das mãos, dos braços, dos ombros, além de fortalecer ligamentos, necessários para o aprimoramento de habilidades motoras finas. A articulação da base do polegar, em especial, é bastante estimulada. "Todos esses ganhos são importantes para o desenvolvimento da escrita e da coordenação fina", afirma o pediatra Daniel Becker, do Rio de Janeiro.

2) É nessa fase em que começa a andar sobre quatro apoios que a criança aperfeiçoa habilidades visuais, que envolvem a percepção espacial e de profundidade. Essas competências serão empregadas no momento de ler e escrever. "Ao pular a fase de engatinhar, aumenta a probabilidade de a criança apresentar dificuldades futuras, principalmente na aquisição da leitura, escrita e cálculos", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

3) Engatinhar não representa apenas um ganho de motricidade, mas a entrada em uma nova etapa do desenvolvimento neurológico. "Quando uma criança começa a engatinhar, o movimento repetitivo ajuda a estimular as conexões dos neurônios, permitindo que o cérebro possa controlar processos cognitivos, como a concentração, a compreensão e a memória", declara o pediatra Daniel Becker.

4)  A criança que engatinha fortalece a coluna, ganha equilíbrio e aprimora a coordenação motora geral, tudo isso antes de andar. "É a primeira atividade do bebê que envolve a alternância de braços e pernas, em movimentos simétricos. A coordenação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro é trabalhada, e o bebê processa a visão e o movimento ao mesmo tempo. Assim, ele se prepara melhor para ficar de pé, caminhar, correr e praticar esportes", diz Becker.

5) Um bebê engatinhando constrói autoconfiança e toma suas primeiras decisões. Aprende quando desacelerar, ir mais rápido e quando investigar os obstáculos em seu caminho. "É melhor e mais natural fazer isso engatinhando. Em pé, é mais difícil e, se a criança cai, machuca-se mais", fala Becker.

6) Bebês a partir de seis meses já podem ser estimulados a se deslocar em superfícies seguras, firmes e quentinhas, como um chão de madeira ou um tatame feito com peças de EVA ou borracha. "A melhor maneira de motivar a criança a se movimentar é abrir espaços livres de obstáculos e deixá-la à vontade para explorar", diz o pediatra Daniel Becker.

7) Colocar o bebê de bruços ou sentado, com brinquedos à sua frente, é uma estratégia para incentivá-lo a se deslocar. "Primeiramente, a criança arrastará o corpo na direção do objeto e só depois se arriscará a engatinhar", afirma  o neurologista infantil Saul Cypel, consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

8) No início, coloque os brinquedos próximos à criança e vá aumentando a distância gradualmente. "O bebê precisa achar que consegue chegar até o que ele deseja, para se sentir motivado", diz o pediatra Luiz Guilherme Araujo Florence, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

9) Outra dica para estimular o bebê é o adulto se colocar à frente dele e chamar sua atenção, segurando ou não brinquedinhos dos quais ele goste.

10) A vigilância permanente de um adulto é indispensável com um bebê que tem mobilidade. Afinal, a criança pode se deslocar rapidamente e se expor a riscos. "Nessa fase, o bebê já pode ficar de pé com apoio e alcança gavetas, estantes baixas, entre outros mobiliários e objetos, que podem representar perigo. É a época em que os pais têm de percorrer a casa verificando tudo o que pode oferecer riscos à criança, fazendo as mudanças necessárias", fala o pediatra Daniel Becker.

11) É comum a criança começar a engatinhar por volta dos oito ou nove meses de idade. Já as crianças de um ano que não engatinham nem dão passinhos com apoio devem passar por uma avaliação com um pediatra ou mesmo com um psicomotricista. "O fato de não engatinhar, em alguns casos, pode indicar um problema motor mais sério. Daí a importância do acompanhamento", diz o neurologista Saul Cypel. Em geral, o médico do bebê vai avaliar um conjunto de fatores na criança para indicar se o desenvolvimento, de uma forma global, está dentro do esperado.

Por UOL Mulher

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sinais de que seu filho precisa usar óculos


Uma em cada quatro crianças em idade escolar sofre de algum problema de visão. Muitas vezes, a condição atrapalha o desempenho escolar do aluno, que pode ter dificuldade para ler o que está escrito na lousa ou em livros e cadernos.

Para o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP), pais e professores devem estar sempre atentos às crianças para identificar possíveis limitações. “Tive uma paciente de seis anos que enfrentava sérias dificuldades de alfabetização porque tinha 12 graus de miopia em um olho e, até então, não havia sido diagnosticada”, conta.

Segundo orienta, o primeiro exame oftalmológico do bebê deve ser feito aos seis meses de idade. A partir daí, se não houver nenhuma anormalidade, a criança deverá passar por novas consultas em idade pré-escolar (aos 2, 4 e 6 anos), escolar (entre 10 e 12 anos) e quando estiver no Ensino Médio (em torno dos 15 anos).

Se detectado algum erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), a criança deve usar óculos. “As lentes de contato exigem um ritual de higiene que deve ser realizado todos os dias. Além disso, ela impõe algumas limitações, como, por exemplo, nunca dormir de lentes e não levar a mão aos olhos para coçar. Por isso, para crianças com menos de 12 anos, os óculos são mais recomendados”, afirma o especialista. Já a cirurgia ocular só é indicada para crianças em casos graves, quando há risco de perda de visão.


“Hoje há uma grande variedade de óculos para crianças. É importante levar em consideração que a armação deve ser resistente, leve e se ajustar bem ao rosto para que ela possa exercer suas atividades e brincar livremente. Inclusive, existem modelos com elástico que prende atrás da nuca. Só assim ela aceitará bem o uso contínuo dos óculos”, afirma Dr. Renato.

Segundo ele, existem alguns sinais que podem indicar a necessidade dos óculos. Fique atento se o seu filho:


  • Reclama de dor de cabeça. “Quando a criança reclama com alguma frequência de dor de cabeça quando está em aula ou ainda quando faz a lição de casa, e principalmente se reclama de dor na testa, é preciso investigar. Ela pode estar fazendo um esforço extra para enxergar direito.”
  • Senta muito próxima à televisão. “Ainda que as telas dos televisores tenham aumentado bastante nos últimos anos, algumas crianças insistem em sentar bem próximo à TV, dando sinais de que talvez sofram de miopia. O mesmo é válido para games de bolso ou livros. Se o seu filho tem esse costume, precisa ser investigado.”
  • Aperta os olhos para ler. “Quando a criança aperta um dos olhos para enxergar, pode ser que inconscientemente esteja querendo melhorar o foco e usando o olho bom para ver bem. Trata-se de um sintoma clássico.”
  • Anda de cabeça baixa. “Há casos em que a criança estrábica ou com desequilíbrio no músculo ocular acaba tendo dupla visão ao focar um objeto ou olhar para baixo. Para se sentir mais segura, passa a andar sempre com a cabeça baixa, na tentativa de prevenir quedas.”
  • Lacrimeja excessivamente. “Algumas crianças não fecham os olhos totalmente enquanto dormem. Essa condição leva a um ressecamento noturno e, para compensar, os olhos passam o dia lacrimejando espontaneamente – o que atrapalha muito a visão correta e, inclusive, o relacionamento com os colegas de classe.”
  • Coça os olhos insistentemente. “Esse é um sinal clássico de fadiga ocular e deve ser investigado. Tanto pode ter origem em problemas de visão, como pode estar relacionado à conjuntivite. Nos dias em que a umidade do ar está baixa, essa condição se intensifica tanto que pode até provocar lesões nas pálpebras.”
  • Mostra dificuldade com a leitura. “Quando a criança, já alfabetizada, não consegue ler uma sentença sem se perder nas palavras ou pular linhas, pode ser sintoma de astigmatismo ou ainda de estrabismo.”
  • Acompanha a leitura com o dedo. “Este é outro sinal perceptível durante a leitura. Se a criança não consegue ler sem recorrer ao dedo indicador, pode não ser apenas uma mania, mas sim um caso de ambliopia [síndrome do olhinho preguiçoso], em que as letras e palavras parecem muito próximas, dificultando a leitura.”
  • Demonstra sensibilidade à luz. “É um sinal fácil de reconhecer. Quando a criança demonstra incômodo exagerado em ambiente muito iluminado ou ainda sob luz solar, pode ser sinal de exotropia, um tipo de estrabismo.”
  • Tapa um olho com a mão. “Há crianças que, automaticamente, tapam um dos olhos com a mão para enxergar melhor com o ‘olho bom’. Isso pode acontecer durante as atividades escolares ou até mesmo de lazer, como ver TV. Tanto pode indicar um problema de ambliopia como de estrabismo. Por isso, não pode passar sem ser devidamente investigado por um oftalmologista.”

Por Itodas

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Instinto alimentar dos bebês inicia no útero materno, afirma estudo


Ao estudarem imagens fetais realizadas mensalmente da 24ª a 36ª semanas de gestação, os cientistas descobriram que os fetos mais jovens estavam mais propensos a tocar suas cabeças e que, conforme se desenvolviam, eles começavam a tocar mais suas bocas. Perto da 36ª semana de gestação, os fetos começaram a abrir a boca antes de tocá-la.

A antecipação de toque é uma habilidade que o recém-nascido utiliza durante a alimentação, afirmou Nadja Reissland, psicóloga da Universidade Durham, na Inglaterra, que relata as descobertas juntamente com seus colegas no periódico Developmental Psychobiology.

"Não podemos afirmar que seja uma precursora da alimentação, mas um de seus elementos", afirmou. "Você precisa realmente abrir a boca para se alimentar"

Os recém-nascidos prematuros talvez não tenham dominado esse conhecimento, afirmou Reissland. O estudo pode fornecer mais informações sobre o que os recém-nascidos prematuros são capazes de fazer e que cuidados especiais eles necessitam.

"Os fetos talvez estejam aprendendo de fato os limites de seu corpo, a percebê-lo pelo tato e a sentir o que é ser uma pessoa dentro do útero", ponderou.

Por UOL Saúde


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mães cariocas dão suas opiniões sobre o fim do tradicional método de seleção “vestibulinho”


Dando continuidade a série de posts, a Petit Polá conversou também com mães de ex e atuais alunos de alguns dos melhores colégios do Rio de Janeiro, que tiveram que mudar o método de seleção há alguns meses. 

Mãe de uma ex-aluna, que atualmente cursa medicina, Elaine Donner diz que apesar de sempre ter tido vontade que Carolina estudasse no Colégio Santo Agostinho, nunca colocou esse desejo como prioridade na vida da filha. “Deixei bem claro que era um teste porque não havia vagas para todas as crianças e se ela conseguisse se classificar seria ótimo, mas caso contrário, não haveria problema algum, pois eram muitas crianças fazendo a provinha e existiam vários outros colégios, tão bons quanto aquele”, conta. Elaine também recorda que na época, explicou para Carolina que todo adolescente fazia provas de vestibular para entrar na Universidade e ela futuramente, teria que fazê-las também. “Faz parte da vida ganhar e perder e isso tem que ser bem explicado desde cedo para evitar frustrações em nossos filhos”, frisa. 

Quanto ao método de seleção, ela acredita que o vestibulinho é sim o melhor. “Cada colégio tem um perfil e muitas vezes, apesar do desejo dos pais, a criança não se adapta ao método utilizado e acho que os testes apesar de não serem 100% certeiros, nivelam a turma para melhor aproveitamento geral. Por que proibi-los se a criança ou o adolescente, obrigatoriamente, terá que enfrentar muitos outros testes e provas em sua vida futura? Devemos sim preparar nossos filhos para a vida, para saber ganhar e perder. Ou será que as vagas das Universidades também serão conseguidas através de sorteios? Esse sim é para mim um método injusto, já que a vida não é feita de sorteios”, finaliza a mãe. 

Renata Runco é mãe da Beatriz de 6 anos, que está no primeiro ano do ensino fundamental do Santo Agostinho. “Duas vezes por semana ela tinha aulas preparatórias que a ajudaram muito a fazer a prova de seleção. Tarefa de casa, horário, compromisso com a dinâmica das aulas nunca foram um problema para ela. Não estava preocupada se ela passaria ou não. Claro que queria! Mas vê-la feliz, compromissada e interessada em seu processo de aprendizagem, era muito mais importante. Passada esta etapa, percebo o quanto foi importante toda a preparação. Já alfabetizada, esta muito bem adaptada a rotina de sua escola”, conta.  

Renata também acredita que o vestibulinho não deveria ser abolido como forma de seleção nas escolas cariocas. “Deste modo era possível filtrar as crianças que não tem o menor perfil de estar na escola”, destaca. Para ela,o sorteio permitirá o acesso mais fácil de pessoas que não se enquadram no método dos colégios. “Como estas crianças reagirão? Conseguirão acompanhar? O que a Beatriz aprendeu não foi só para fazer a prova, vejo que foi para o dia-a-dia da sala de aula”.

Jane Giglio, mãe da Catarina, a preparava para o vestibulinho desde abril tendo duas aulas particulares por semana. “Ela evoluiu muito por conta do preparatório, tanto na questão de conteúdo, que deslanchou na escrita e leitura, quanto no lado emocional, que se tornou mais autônoma e segura”, conta. Por isso, Jane decidiu continuar com as aulas mesmo depois da decisão do Ministério da Educação de colocar um ponto final nos “vestibulinhos”. “Entendemos que ela está sendo preparada para o ensino fundamental e não somente para uma prova. O preparatório despertou na Catarina o gosto pelo saber, pelo estudo. E isto não tem preço. Ela adora as aulas e nós também”, diz. 

Jane é a favor do antigo método, porque acha necessário assegurar o nível do colégio, tanto educacional quanto de informação. “Na minha opinião, só devem entrar as crianças que se identificam com o estilo da escola que está diretamente ligado ao estilo da família e da sociedade onde vive. Por isso sou contra o sorteio, pois ele tira a chance de quem realmente quer estudar lá”, frisa. 

Mãe do Hugo e da Nicole, Patricia Marassi veio de uma família tradicional, onde o ensino foi em um colégio de freiras. “A escolha pela escola foi a mais difícil, pois não sabíamos se dávamos a eles um ensino como o nosso ou partiríamos para algo diferente. Após conversar com muitos familiares, amigos e conhecidos decidimos colocá-los numa escola que desse a eles o que nos foi ensinado”, conta. 

Depois de conhecer várias escolas – com vários métodos de seleção -, Patrícia optou por um colégio que tinha o “vestibulinho”. “Meus filhos não sofreram com a preparação. Não passei para eles o que realmente representa, pois eles são crianças e não sabem dimensionar isso. Apenas os informei que iriam fazer alguns exercícios e eles sempre gostaram. No dia da avaliação, apenas pedi para prestarem atenção e que fizessem o que pedissem. Não coloquei nenhuma pressão, mas é claro que dentro de mim, meu coração estava aflito!”, relata. 

Para Patrícia, os pais devem escolher a melhor escola para o seu filho, mas isso nãosignifica que é a mais forte, a mais procurada ou a que vai exigir mais dele. Segundo ela, a melhor escola é aquela que seu filho se adapte, se enquadre dentro dos padrões de vida da família e que atenda a expectativa da criança e dos pais. “Preparar a criança para a avaliação ajuda os pais a saber se a criança está apta para tal escola ou não. Eu voto a favor dessa opção, pois isso facilita os pais a encontrar um melhor caminho para o seu filho”. 
Quanto ao sorteio, Patricia acha bom para quem entra, mas fica a dúvida em relação a se a criança vai se enquadrar aos padrões da escola. “Caberá aos pais um olhar mais atento nesses primeiros anos, o seu comportamento será a prova de que as coisas estão indo bem ou não”, finaliza. 

E você? Concorda com as opiniões das mães que o “vestibulinho” era o melhor método de seleção dos colégios cariocas? Dê a sua opinião!

Por Amitiés – Gestão e Informação

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vestibulinho X Sorteio: A opinião de quem acompanha de perto


 
A Petit Polá conversou com a fonoaudióloga infantil, que também trabalha com a preparação psicomotora das crianças que fariam a prova de seleção para entrar no 1º ano do ensino fundamental, Flávia França, sobre a mudança na seleção de alunos para as melhores escolas do Rio de Janeiro. Sua opinião é expressa no artigo abaixo:

Na educação infantil a criança deve ser estimulada em todas as suas potencialidades. É o momento dela ganhar mais segurança, de desenvolver a formação moral e a responsabilidade. É também na educação infantil que se dará a inserção em diversos grupos, além do familiar. Neste percurso ela desenvolverá sua linguagem expressiva, compreensiva e gestual. Para isso deverá ser estimulada a exercitar suas capacidades motoras e cognitivas. Assim terá inicio sólido seu processo de alfabetização. 

O desenvolvimento insuficiente, em razão da falta de uma estimulação suficiente, leva a desarmonias cognitivas e, possivelmente, ao fracasso escolar. A educação infantil deve ser a base sólida e eficaz, de outro modo o resto tende a ruir. 

Os professores ganham mal. Moramos num país onde o ensino não é valorizado e por isso é, em geral, fraco. Muitas e muitas vezes, lemos, sabemos e ouvimos, sobre erros ortográficos absurdos de advogados, médicos, políticos, empresários e o pior, de professores, profissionais que se formaram com louvor. Temos que levar o estudo a sério e exigir o ¨PADRAO FIFA¨ no ensino.Tenho receio de sorteio de vagas para o ingresso em qualquer fase da escolaridade. Temo que entrando pelo sorteio e não por mérito, nosso ensino, já tão carente, possa piorar mais. 

Quando e como essas crianças serão preparadas? Acredito que nossa excelência será cada vez mais limítrofe sem exigência. Será que teremos crianças mais desinteressadas, mais mal orientadas, mais desestimuladas, fazendo “do seu jeito¨, sem mesmo saberem de que jeito, se sentindo incapazes de irem mais, de tentarem mais, e por isso conformadas, acomodadas? E seus pais, sem saber o que fazer, aceitarão e não exigirão um ¨tente mais¨, ¨se esforce mais¨, ¨acredite em você¨, ¨você consegue¨... Seria uma depressão total, uma falta de desejo de ir além. 

Minha grande preocupação é com o que será ensinado e cobrado na educação infantil. É possível que as escolas se acomodem sabendo que as vagas tão concorridas serão adquiridas através de sorteio e que pensem que esses primeiros anos são só para brincar, para passar o tempo, enquanto seus pais estão no trabalho.

Neste cenário, as escolas de educação infantil se transformariam, num futuro não muito distante, em playgrounds, onde esses pequenos aguardarão o momento de voltarem para suas casas, sendo entregues de banho tomado, jantar nas barriguinhas, vazios de conhecimentos e sem aprendizado.

Sou a favor de uma entrevista individualizada onde a criança seja avaliada em suas habilidades compreensivas e expressivas. Esta entrevista deve avaliar o desenvolvimento psicomotor, a percepção, a linguagem e as funções cognitivas. Sou a favor, portanto, de uma avaliação das habilidades específicas antes da leitura e da escrita, antes da alfabetização.

Penso que esta seja uma forma de avaliação, sobretudo das escolas de educação infantil, e que isso as motive a apresentar um trabalho cada vez melhor.

É importante esclarecer que o fato de uma criança conseguir ou não a vaga numa destas tão disputadas escolas seja através de sorteio ou de testagem/entrevista, em minha observação, não leva a qualquer frustração da criança, mas apenas, às vezes, de seus pais. E mesmo no caso do sorteio estes pais ainda terão que ter o cuidado de controlar suas expectativas e frustrações, tanto como se fosse numa testagem/entrevista. 

Devemos encarar essas testagens/entrevistas com a naturalidade que encaramos, por exemplo, a troca de faixa no judô ou a troca de touca na natação.

Crianças bem preparadas e estimuladas pelas suas escolas e familiares terão o mundo aos seus pés.
Estudo é coisa séria!

Por Flávia França – fonoaudióloga infantil e preparava crianças para o "vestibulinho"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Gel de glicose ajuda a proteger prematuros de danos no cérebro


Um em cada dez bebês nascidos antes do tempo são afetados por um nível baixo de açúcar, que, se não for tratado, pode causar danos permanentes.

Pesquisadores da Nova Zelândia testaram a terapia que utiliza o gel de glicose em 242 bebês que estavam sob seus cuidados e, com base nos resultados, sugeriram que a medida fosse adotada como tratamento de primeira linha.

O estudo foi divulgado na publicação científica The Lancet.

Hipoglicemia

O tratamento com gel de glicose custa um pouco mais de R$ 3,50 por bebê, e é mais fácil de administrar do que a glicose dada por terapia intravenosa, disseram Jane Harding e sua equipe da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

O tratamento atual típico envolve alimentações suplementares e exames de sangue regulares para medir os níveis de açúcar.

Mas muitos bebês acabam em unidades de tratamento intensivo e passam a receber glicose intravenosa quando os níveis de açúcar no sangue permanecem baixos - uma condição que os médicos chamam de hipoglicemia.

O estudo procurou avaliar se o tratamento com açúcar em gel pode ser mais eficaz do que a alimentação suplementar em reverter a hipoglicemia.

Custo benefício

Neil Marlow, do Instituto de Saúde da Mulher da University College London, disse que, embora o gel de glicose tenha caído em desuso, estes resultados sugerem que ele pode ser "ressuscitado" como um tratamento.

"Nós agora temos boas evidências de que o gel tem seu valor", disse Marlow.

Para Andy Cole, diretor-executivo da Bliss, uma instituição de caridade para bebês prematuros, "esta é uma pesquisa muito interessante, e nós estamos sempre abertos a tudo que possa ajudar no tratamento de bebês nascidos prematuros ou doentes."

"Este é um tratamento com bom custo benefício, que pode reduzir as internações em centros de terapia intensiva que já estão com capacidade máxima de pacientes."

Por BBC News

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para estimular a fala, converse com o bebê antes mesmo de ele nascer


Uma criança saudável começa a desenvolver a capacidade de falar quando ainda está no útero da mãe. "Aos cinco meses, o feto entende o ritmo, a intensidade e o tamanho das palavras", diz a fonoaudióloga Aline Moreira Lucena, mestre em ciências da saúde da criança e do adolescente pela Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir desse momento, todos os sons que ele capta, principalmente as vozes dos pais, serão importantes para formar o seu repertório ao longo dos meses após o nascimento. Por isso, para os especialistas, é imprescindível que os pais conversem com a criança antes mesmo de ela nascer.

"Estabeleça contatos sonoros harmoniosos na gravidez. Converse com o bebê e ouça música com ele. Mas que não seja o som por si só. A música tem de ser prazerosa para a mãe. Ela ajuda a liberar hormônios de prazer, que afetarão a criança no útero. Ao mesmo tempo, brigas, gritarias e ruídos relacionados ao estresse podem alterar o desenvolvimento da fala da criança", diz o neuropediatra Mauro Muszkat, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Experimentações

As primeiras tentativas de falar de uma criança acontecem entre o primeiro e o terceiro mês de vida. Nessa fase inicial, segundo a fonoaudióloga Aline, o recém-nascido quer imitar os sons dos pais. "Ele tenta repetir a palavra dita pelo adulto, mas só sai um som gutural, como 'gaaa' ou 'guuu'."

Dos quatro aos seis meses, o bebê balbucia muito. A especialista explica que é o momento de experimentar mais. Começam a sair sons parecidos com palavras, e ele pode até dizer as primeiras, como "mã" (o equivalente a mamãe) ou "pá" (papai). Também é comum o balbucio com uma certa sonoridade, como se o bebê estivesse cantando. Essa fase de experimentação dura até os 11 meses. Quando a criança completa um ano, ela, geralmente, já diz suas primeiras palavras, que são relacionadas a desejos imediatos, como "água", "dá", "qué", "mãe", "pai".

Segundo Muszkat, uma criança de dois anos deve ter, no mínimo, um repertório com cerca de 50 palavras. "Isso é variável. Uma menina, por exemplo, pode conhecer mais palavras do que um menino", diz o neuropediatra. A partir dos três anos, a criança cria frases com verbos e o vocabulário aumenta para em torno de 300 palavras. "É nessa época que ocorre a explosão da linguagem", fala Muszkat.

Como identificar problemas

Além de observar o desenvolvimento de acordo com a faixa etária, descrito acima, o neuropediatra Muszkat destaca a importância de verificar não só a fala, mas toda a comunicação da criança. Ela deve compreender comandos, acompanhar objetos e pessoas com o olhar e dar atenção quando alguém conversa com ela. "Fique atento se a criança não tem tendência a imitar tudo", diz Aline.

"Se, por volta dos nove meses, a criança não atende pelo nome e não dá tchau, é um sinal de atraso, que pode estar relacionado ao autismo. Já em uma criança que ainda não fala, mas interage com os adultos e brinca, o atraso pode estar relacionado a outro problema, que deve ser analisado pelo médico que a acompanha", fala Muszkat.

O que pode atrapalhar a fala

De acordo com o neuropediatra, entre as várias condições que atrapalham o perfeito desenvolvimento da fala, as mais comuns são deficiência auditiva ou intelectual, má formação facial, problemas de cognição e síndromes genéticas. "Muitas vezes, o atraso da fala precede manifestações de problemas neurológicos, que só aparecerão mais tarde", afirma o médico.

Se a criança viveu alguma situação traumática, como uma internação em hospital, pode ter sua capacidade de falar afetada. "Às vezes, ela só fala em condições particulares. Os pais e filhos nessa situação precisam de um apoio importante para criar e sustentar conversas prazerosas. Existem muitos psicólogos especialistas no primeiro ano de vida que podem ajudar", declara a psicanalista Silvana Rabello, especializada em clínica de criança e professora da PUC de São Paulo.

Seja qual for a causa, Muszkat destaca a importância de um diagnóstico precoce, principalmente, porque, dependendo do caso, quanto mais cedo o tratamento começa, maior é a chance de recuperação.

"Os primeiros dois anos são muito ativos para a linguagem. Nessa fase, o cérebro é muito plástico e responde com várias modificações, aumentando a conexão entre os neurônios. Crianças até essa idade que tiveram lesões no cérebro se recuperam com muito mais rapidez do que um adulto. A capacidade de adaptação é maior e deve ser explorada", diz o neuropediatra.

Para a fonoaudióloga Aline, o primeiro especialista a ser procurado em situações de suspeita de problema é o pediatra que acompanha a criança. "Dependendo do caso, ele vai dar o primeiro alerta e depois encaminhar para o neurologista, o psiquiatra infantil, o otorrinolaringologista ou o fonoaudiólogo."

Dicas para ajudar o bebê a falar

Para a psicanalista Silvana Rabello, o desejo de se comunicar é uma função motivada pelo prazer. Por isso, o ideal é oferecer um ambiente de diversão sonora para a criança desenvolver plenamente a linguagem, sem se sentir pressionada.

Aline dá a primeira dica. "A partir do momento em que a criança começou a emitir sons, os pais devem incentivá-la, mantendo a conversa. Em certos momentos, imite os sons que ela faz e acrescente novos para que ela também imite."

"A musicalidade da mãe ao conversar com o bebê é um sinal do prazer, do encantamento e da surpresa que ela sente ao falar com o filho. Ao falar com ele, explicar, contar histórias, a mãe convence o filho de que ele é um ser da comunicação, um interlocutor. A criança vai se apropriando dessa condição e se coloca nesse lugar com prazer em atuar", afirma Silvana.

Outra maneira de ajudar a desenvolver a fala do filho é colocá-lo em contato com crianças da idade dele. "De creche a cantinho infantil de shopping, vale tudo. Assim é possível verificar se ele tem a habilidade de se relacionar com os outros", diz Aline.

Cantar músicas, mostrar como a papinha dele é feita, ver revistas e livros... Tudo é importante para o aprendizado de novas palavras. "Quanto mais você aguça a curiosidade de uma criança, mais ela vai querer saber. E quando ela aprende uma palavra nova, quer usá-la muito", diz a fonoaudióloga. E, por último, deixe-a livre para brincar. "É no brincar que a criança desenvolve a fala", fala Aline.

O que não fazer

Superproteger a criança só atrapalha. O excesso de cuidados impede que ela explore mais o mundo, veja as coisas ao seu redor e reconheça, por exemplo, que o carro que está passando na rua é o mesmo que viu no desenho animado da TV.

"Quando ela aprende uma coisa nova sozinha, quer falar sobre isso. Pensar em todos os fatores negativos de soltar mais o seu filho é esquecer o benefício que ele tem quando entra em contato com o mundo", declara a fonoaudióloga.

Segundo a especialista, quando uma criança é superprotegida, ela é mais facilmente entendida pelos pais do que por outras crianças. Isso gera uma dependência que também afeta o desenvolvimento da linguagem.

"Na superproteção, os pais não deixam a criança nem apontar o que quer. Eles já entregam o objeto para o bebê. Tem criança que não aprende a pedir para ir ao banheiro, porque alguém sempre a coloca sentada no vaso sanitário até fazer cocô."

O uso de diminutivos em excesso é condenado por Aline. "Se o bebê só ouve "inho" no fim de todas as palavras, ele não consegue diferenciá-las. Isso afeta a compreensão do seu próprio nome.

Ficar o tempo todo na frente da televisão também não é indicado pelas duas especialistas. "Não precisa ser radical e banir a TV do cotidiano da criança. Mas também não é legal deixá-la sozinha na frente do aparelho. É interessante acompanhar, comentar as imagens, mostrar que o cachorro da TV também existe na vida real. A televisão funciona muito bem como um apoio da conversa", diz.

"É perigosa a quantidade de vídeos para pequenos que quase ocupam a cena da conversa com os pais. A televisão achata, simplifica o diálogo, principalmente para crianças que têm dificuldade em falar", diz Silvana.

Por UOL