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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tocar músicas para bebês ainda no útero melhora aprendizado da fala

Os bebês que ouviram uma mesma música de ninar durante os últimos meses de gravidez foram capazes de reconhecer a melodia após o parto
O hábito de tocar canções para bebês que ainda estão no útero materno pode contribuir para o aprendizado de linguagem da criança no futuro. É o que sugere um estudo finlandês publicado na quarta-feira na revista PLOS ONE. De acordo com a pesquisa, crianças expostas a músicas ao longo da gravidez das mães são capazes de reconhecer a melodia mesmo alguns meses depois do parto. O resultado indica, portanto, que o cérebro do bebê é capaz de guardar memórias de longo prazo adquiridas ainda dentro do útero materno - o que contribui para o aprendizado da linguagem.

Para elaborar a pesquisa, os estudiosos selecionaram doze mulheres que passavam por uma gestação sem complicações. As futuras mães receberam um CD com a melodia da música Twinkle Twinkle Little Star (Brilha, Brilha, Estrelinha; tradicional canção de ninar inglesa), que deveriam colocar para tocar, em volume alto, pelo menos cinco dias por semana durante os três últimos meses da gravidez.

Logo depois do parto, os pesquisadores analisaram a reação desses bebês a duas versões da mesma música: uma delas com algumas notas modificadas, a outra, inalterada. Outros doze bebês que nunca haviam sido expostos à melodia também participaram do experimento, como grupo de controle.

Ao analisar a atividade cerebral por meio de sensores colados na pele dos bebês, os cientistas descobriram que as crianças do primeiro grupo apresentavam uma resposta muito mais forte à música original do que o grupo de controle. Quando repetiram a experiência quatro meses depois, o resultado foi o mesmo — sugerindo que a melodia havia se tornado uma memória de longa duração.

O estudo também mostrou que, quanto mais o bebê havia sido exposto à música no útero, maior era sua atividade cerebral em resposta à nova audição. "Pesquisas anteriores haviam indicado que os fetos eram capazes de perceber pequenos detalhes da fala, mas não sabíamos por quanto tempo eles poderiam reter essa informação. Nosso estudo mostra que os bebês são capazes de aprender em uma idade muito jovem, e que os efeitos dessa aprendizagem permanecem no cérebro por um longo tempo", diz Eino Partanen, professor da Universidade de Helsinki, na Finlândia, e um dos autores da pesquisa.

Memória fetal — O processamento das canções e da fala é feito por meio de mecanismos comuns no cérebro dos bebês. Segundo os pesquisadores, isso significa que a audição de músicas pode ajudar no aprendizado da fala humana. A pesquisa indica que esse processo de aquisição da linguagem pode começar ainda mais cedo do que se pensava. "Este é o primeiro estudo a acompanhar por quanto tempo as memórias fetais permanecem no cérebro. Os resultados são significativos, uma vez que os primeiros mecanismos da memória ainda são desconhecidos", diz Minna Huotilainen, pesquisadora da Universidade de Helsinki que comandou o estudo.

Os pesquisadores pretendem começar uma segunda pesquisa sobre o assunto, dessa vez com a intenção de analisar os efeitos nocivos que ambientes ruidosos podem causar no desenvolvimento dos fetos.

Por VEJA

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A importância da atividade física durante a gravidez



Aparentemente, os dias de irritabilidade, cansaço e oscilações de humor durante a gravidez estão com os dias contados. Um estudo realizado pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, revelou que a atividade física melhora o humor das futuras mamães.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores Anca Gaston e Harry desenvolveram um plano de exercícios de quatro semanas para grávidas inativas. Cumprido o prazo, as participantes relataram melhoras significativas em relação ao humor e ao cansaço.

Gaston e Prapavessis partiram do pressuposto de que transtornos típicos do pós-parto, como depressão e ansiedade, na verdade são mais intensos durante a gravidez. O sedentarismo das mães também pode afetar os bebês e gerar problemas como alterações dos níveis de cortisol, comprometimento do desenvolvimento cognitivo e maiores riscos de desenvolver problemas mentais.

A conclusão dos autores reforça a hipótese de que praticar exercícios durante a gravidez proporciona múltiplos benefícios. Além do fortalecimento corporal, a atividade física contribui para uma boa noite de sono. Não é fácil dormir com uma criança dentro da barriga, mas exercícios periódicos deixam a mãe mais cansada e o corpo mais relaxado para que consiga dormir o tempo necessário e recuperar as energias.

Exercícios para grávidas

As gestantes devem realizar atividades físicas que façam bem ao coração, ajudem a manter a flexibilidade do corpo e a controlar o aumento de peso, e que fortaleçam a musculatura. Os exercícios não devem exigir esforços exagerados, que representem um risco tanto para a mulher como para o bebê.

Aldana Donato, formada em cinesiologia pela Universidad del Salvador, ressalta essa necessidade. “As grávidas costumam sentir dores na lombar e ter inchaços nos pés. As atividades físicas fornecem vários benefícios porque as ajudam a relaxar a coluna e aumentam a circulação do sangue”.

Caminhar, por exemplo, é uma das melhores formas de se exercitar nessa fase, porque não gera impacto ou desgaste das articulações e é uma atividade segura. Além disso, não exige um lugar ou preparação especial (somente um bom par de tênis), e é ideal para o bom funcionamento cardiovascular.


Até o quarto mês, quando a barriga começa a aparecer, é aconselhável concentrar parte da atividade física no fortalecimento das costas. “O crescimento da barriga aumenta a curvatura lombar, por isso recomendamos a realização de exercícios para a região pélvica”, explica Donato. Como exercitar as costas? Basta a mulher se deitar de barriga para cima, com os joelhos flexionados, e realizar pequenos movimentos como os mostrados no vídeo abaixo:


Para complementar essas atividades, a ioga e os alongamentos diários são as melhores opções porque trabalham a elasticidade. “O alongamento combinado com exercícios de respiração que aumentem a capacidade torácica, reduzida pelo espaço ocupado pelo bebê, facilitam a circulação, a mobilidade das articulações e a preservação do equilíbrio”, completa Donato.

Por Discovery Mulher

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Em livro, economista diz que um drinque por dia na gravidez não faz mal

Beber uma taça de vinho por dia não faz mal nenhum durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez, mas comer peito de peru ou queijo fresco, sim, pode ser prejudicial e deve ser evitado.

As recomendações estão no livro "Expecting Better" (esperando o bebê de uma forma melhor), recém-lançado nos Estados Unidos e escrito por uma economista.

Emily Oster, 33, é professora da Universidade de Chicago e mãe de uma menina de dois anos. Na gravidez, ela se viu perdida entre informações desencontradas de obstetras e procurou estudos que justificassem dogmas como evitar carne crua e beber menos café (veja abaixo).

A economista Emily Oster
Depois de analisar os estudos --no livro, ela cita 285--, concluiu que a gravidez é "um mundo de regras arbitrárias, no qual pesquisas científicas fracas se transformam em sabedoria popular".

Sobre o álcool, Oster afirma que é "muito difícil achar uma boa evidência de que uma quantidade pequena tenha impacto no comportamento ou no QI da criança".

E chama de draconianas as diretrizes oficiais que vetam o álcool, como a do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas. Segundo a entidade, beber pode causar aborto, parto prematuro e síndrome alcoólica fetal, que pode levar a malformações.

Em resposta ao livro, a ONG americana Nofas (Organização Nacional de Síndrome Alcoólica Fetal) publicou nota dizendo que os conselhos de Oster são "nocivos" e que ela não tem qualificação para escrever sobre o tema.

"Eu já esperava essa reação. Mas é importante notar que ainda há muito desacordo sobre o assunto entre médicos", disse Oster à Folha.

"O objetivo do livro não é dizer o que fazer, mas apresentar a evidência científica para que as mulheres possam decidir sozinhas."


CADA UM DIZ UMA COISA

Obstetras brasileiros reconhecem que não há consenso nas recomendações dadas às grávidas. A explicação, segundo Eduardo Fonseca, professor livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP, é que as pesquisas existentes não são conclusivas.

Boa parte dos estudos nessa área é feita em animais e não dá para ter certeza de que o resultado seria o mesmo em humanos, diz Denise Pedreira, do Hospital Samaritano.

"Esses trabalhos não podem ser feitos com pessoas. Não podemos colocar grávidas para fazer coisas possivelmente nocivas. São dilemas que nunca terão uma resposta científica", afirma.

Na falta de evidência, alguns médicos optam por proibir quase tudo. "É melhor pecar por excesso que por falta", diz Renato Sá, presidente da Comissão de Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Esse raciocínio é usado para proibir o álcool, já que é impossível estabelecer uma dose segura. "Um drinque que deixa você só alegrinho pode ser um porre imenso para o bebê", completa Sá.

Mas há médicos que não veem problemas no consumo eventual, definido como "uma taça de vinho por semana" por Eduardo Zlotnik, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

RISCOFOBIA

A lista de recomendações de Oster inclui desde não usar hidromassagem quente --pelo risco de malformação no primeiro trimestre-- até evitar a jardinagem, por risco de toxoplasmose.

Para a obstetra Denise Pedreira, as proibições, cada vez maiores, transformam a gravidez em uma prisão. "Você deve se considerar em um estado especial e evitar certas coisas. Mas não achar que não pode fazer nada."

Segundo ela, 90% das malformações no início da gravidez não têm causa definida. "Algumas coisas vão acontecer independentemente do cuidado que você tiver."

EXPECTING BETTER
EDITORA The Penguin Press
PREÇO R$ 25,93 (Kindle)

Por Folha de S. Paulo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

As marcas de um corpo que gerou vida


O projeto "A Beautiful Body Project" começa com a foto acima. Na imagem, feita num estúdio em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, a fotógrafa Jade Beall aponta a objetiva para a barriga de uma amiga. É um ventre flácido, amorosamente abraçado por duas crianças. Quando publicada nas redes sociais, a fotografia atraiu a atenção de "centenas de milhares de mulheres que também estavam dispostas a partilhar as histórias de vida dos seus corpos", lê-se na página oficial. 

Foram tantos os e-mails que Jade recebeu que se tornou óbvia a decisão de transformar a ideia num livro. Assim nasceu o "A Beautiful Body Book Project", uma série de livros cujo primeiro volume, dedicado à maternidade, já está disponível para encomenda. O objetivo? "Este projeto pretende redefinir o que é bonito. Os nossos corpos. Nós próprias. O nosso mundo. As nossas famílias. Nós somos bonitas", diz a fotógrafa.

Confira algumas imagens:








Ideia incrível, não é mesmo?!

Fonte: P3

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Resfriado e gripe na gravidez


Quando se está grávida, eu sistema imunológico fica suprimido durante a gravidez para evitar rejeição ao feto, o que significa que você fica mais vulnerável a infecções como resfriados e gripes. Uma dieta saudável que inclua muitas frutas, verduras e legumes ajuda a fortalecer o sistema imunológico, por conter antioxidantes, como a vitamina C, que auxiliam no combate a infecções. Converse com o obstetra para saber se, no seu caso, é recomendável tomar suplementos vitamínicos. Descanse bastante e procure não se estressar demais. Os médicos também recomendam que as grávidas tomem a vacina contra a gripe, em especial por causa da gripe H1N1.

Caso esteja com febre, devido à ameaça do vírus influenza A/H1N1, procure atendimento médico. Não espere os sintomas piorarem -- fale com um médico nas primeiras 24 horas, de preferência. O vírus da gripe A é especialmente perigoso para grávidas, por isso é provável que o médico prefira dar um remédio antiviral mesmo antes de confirmar que você está mesmo com influenza A/H1N1. Leia mais sobre a gripe A na gravidez.

Nunca compre remédios sem antes checar com seu médico se que eles são adequados para gestantes. Muitos deles contêm substâncias que não foram testadas em grávidas e podem prejudicar o desenvolvimento e a saúde do bebê em formação. Se realmente precisar tomar analgésicos, o paracetamol é considerado seguro (nas doses recomendadas). Evite aspirina porque ela pode afetar o desenvolvimento do bebê nas primeiras semanas de gravidez, assim como, no finalzinho da gestação, alterar o início e a duração do trabalho de parto. Evite ibuprofeno, codeína e outros analgésicos que contenham uma combinação de substâncias. Procure também não tomar doses excessivas de vitamina C -- não ultrapasse os 60 mg por dia.

Antes de tentar tratar a gripe sozinha, ou esperar que ela passe, converse com o médico, para ver se não precisa tomar remédios antivirais. Os sintomas da gripe -- febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e perda de apetite -- podem realmente derrubar você durante a gravidez. Siga as orientações do médico e beba bastante água, chá e sucos, especialmente se tiver febre, para evitar uma desidratação. Suco de laranja, rico em vitamina C, ajudará a combater a infecção, e chá de mel com limão vai aliviar a dor de garganta. Quando voltar a ter alguma vontade de comer, procure consumir alguma coisa nutritiva, como frutas, torradas de pão integral ou leite. Descanse bastante e não volte ao trabalho até que se sinta completamente recuperada -- o médico pode ajudar, fornecendo os atestados necessários. Se estiver demorando para melhorar, vá ao médico para ter certeza de que não há outra infecção.  

Veja algumas maneiras seguras e naturais para aliviar os sintomas: 

• Mantenha uma dieta equilibrada, que inclua frutas, verduras e legumes, ótimas fontes naturais de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gordura. 

• Tente fazer uma inalação só com soro fisiológico se seu nariz estiver entupido. Se não tiver um inalador, coloque água bem quente em uma bacia, acrescente duas ou três gotas de óleo de eucalipto ou de menta e, com uma toalha cobrindo a cabeça, aproxime o nariz da solução. 

• Para dor de garganta e tosse, prepare um chá com mel e limão. 

• Faça gargarejos com água e sal para ajudar nas infecções de garganta. 

• Descanse o máximo que puder -- o sono ajuda o corpo a se restabelecer. 

• Beba bastante líquido. Os chás são especialmente bons para dar sensação de alívio aos resfriados. Só tenha cuidado para escolher chás de ervas que não contenham cafeína. 

• No caso de sinusite, experimente colocar duas gotas de óleo essencial de manjerona em um lenço e cheire-o com frequência. 

• Não deixe de mencionar para seu médico se pretende usar remédios homeopáticos. 


Em relação ao seu bebê, mesmo que você esteja se sentindo bem mal, fique tranquila porque ele está protegido do vírus dentro do seu útero, ou seja, ele não vai ficar gripado. Assim como nos resfriados comuns, a dose adequada de paracetamol pode ajudar a aliviar os sintomas. Descanse, descanse e descanse. Não volte à rotina enquanto não estiver plenamente recuperada. Apesar de o bebê não ser afetado pelo vírus em si, o bem-estar dele depende do seu. Se você estiver muito debilitada, é possível que ele sofra também. Por isso tome todos os cuidados para se recuperar, sempre com o acompanhamento do médico.

Os antibióticos só são usados no caso de haver alguma complicação do resfriado ou da gripe, como sinusite, pneumonia ou infecção das vias aéreas. Há muitos antibióticos que são seguros de se tomar durante a gravidez, mas outros não, então não esqueça de mencionar a qualquer médico que for que você está grávida. O uso das penicilinas é seguro na gestação, ao contrário das tetraciclinas, que podem provocar anormalidades fetais no início da gravidez e causar descoloração nos dentes de leite e nos permanentes de seu filho se forem administradas no final.

Com informações do Baby Center

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Porque somos mães... e filhas


Assim que nasceu a mãe que habita em mim, passei a devorar livros sobre o tema. O primeiro eu ganhei quando a ficha sequer tinha caído. A maternidade não passava de uma concentração de hormônio num exame de sangue. Era a “Enciclopédia Larousse da Gravidez”, com fotos intrauterinas, lindas e hiper-realistas, que tornavam aquela descoberta ainda mais inacreditável.


Depois veio “O que esperar quando você está esperando”, o best-seller de ArleneEisenberg, S. E. Hathaway, Heidi Murkoffque virou filme com Rodrigo Santoro e J. Lo. Foram quase 1,6 mil páginas, considerando que ele me acompanhou (ou eu o acompanhei) por duas gravidezes. 


Li ainda “Ioga para gestantes” e “A doula no parto”, da Fadynha, e o interessantíssimo “A cesariana”, do obstetra francês Michel Odent. Defensor do parto natural, ele escreveu um longo ensaio com um quê antropológico para compreender a prevalência das cirurgias em certas culturas, como ocorre no Brasil. 


Folheie muitos outros, abandonei uns tantos pelo caminho. Mas nenhum deles me pegou tão de jeito quanto “A relação mãe e filha”, da psicanalista Malvine Zalcberg. Li, reli e volto a ele de vez em quando. 

Seguramente, qualquer estudante de psicologia principiante deve fazer uma leitura mais refinada do que a minha. Mas a autora é generosa com os leitores. Suas referências buscam situar mesmo aqueles que tiveram um contato superficial com Freud, Lacan,Winnicott, Melanie Klein. Mencionando casos clínicos, o que torna tudo mais compreensível para quem não faz parte das rodas psicanalíticas, ela descontroi e reconstroi essa relação tão delicada. 


De tantas lições, divido duas que me pareceram mais claras e definidoras desse lugar que ocupamos. Ela rechaça a ideia tão comum em nossa sociedade de que um filho completa a mulher ou, melhor dizendo, de que a maternidade é o que nos torna mulheres de fato. É o justo oposto, ela dirá: “Só a mãe que tiver encontrado seu lugar como mulher, prestando-se aos jogos da mascarada e criando-se uma identificação feminina, estará em condições de, além de amar a filha – ‘o amor não é suficiente’, diz Betthelheim –, abrir-lhe o caminho para a criação de uma identidade feminina para si própria. É como e com a mãe que a menina constitui subjetivamente sua feminilidade. (...) A mãe, conciliada com sua condição feminina, aceitará sua filha com um olhar pleno de encorajamento e compensação.” (p. 187, grifos da autora). 

A segunda proposição, me parece, é oportuna para os tempos em que vivemos, quando as avós ocupam um papel importante no cuidado das crianças. Citando Winnicott, que afirma que “para toda mulher, há sempre três mulheres: ela menina, sua mãe e a mãe da mãe”, ela observa que uma mãe-filha “muitas vezes não hesita em oferecer seus filhos à mãe para assegurar de continuar tendo posição importante na vida desta” (p.175). Naturalmente, ela não se opõe à convivência afetuosa entre as avós e suas netas, mas questiona os reais motivos por trás dessa convivência.

O livro trata de muitas outras questões, inclusive daquelas que envolvem o masculino, os meninos, o pai... 

Enfim, são temas para nossa reflexão, nós que somos mães ou filhas.

Por Tatiana Clébicar - colaboradora da Petit Polá no Rio de Janeiro

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pesquisa esclarece efeito protetor da gravidez contra o câncer de mama



Estudos epidemiológicos indicam que mulheres sem filhos apresentam cerca de quatro vezes mais risco de desenvolver câncer de mama na menopausa do que aquelas que se tornaram mães ainda jovens.

Um artigo publicado recentemente no International Journal of Cancer por um grupo do Fox Chase Cancer Center, dos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ajuda a entender melhor as transformações que ocorrem com as células mamárias durante a gravidez que as tornam menos suscetíveis ao surgimento de tumores.

A pesquisa foi feita com amostras de tecido mamário de mulheres saudáveis entre 50 e 69 anos que já estavam havia pelo menos um ano sem menstruar. As amostras foram divididas em dois grupos: 42 mulheres que nunca tiveram filhos e foram classificadas como nulíparas e 71 mulheres que tiveram um ou mais filhos e ficaram grávidas pela primeira vez aos 23 anos em média (com variação de 4,25 anos para mais ou para menos).

Por meio de uma série de análises, os pesquisadores buscaram avaliar se havia diferenças morfológicas e no padrão de expressão dos genes no tecido mamário dos dois grupos. Maria Luiza Silveira Mello e Benedicto Campos Vidal, da Unicamp, ficaram responsáveis por avaliar a supraorganização da cromatina no núcleo das células.

“A cromatina é a estrutura que contém o DNA. Ela forma complexos com proteínas (entre elas, as histonas) e com diversos tipos de pequenos RNAs. Quando a célula entra em processo de divisão, a cromatina se compacta na forma de cromossomo”, explicou Mello.

As análises feitas pelos pesquisadores da Unicamp, com apoio da FAPESP, mostraram que nas amostras dos dois grupos de pacientes havia dois tipos diferentes de núcleo: um em que a cromatina estava mais frouxa e outro em que o material genético estava mais condensado.

“Nas amostras das mulheres que tiveram filhos, a quantidade de núcleos com a cromatina mais condensada foi muito maior. Isso sugere que houve uma modificação epigenética intensa nessas células e isso permaneceu até a menopausa”, afirmou Mello.

As modificações epigenéticas correspondem a um conjunto de processos bioquímicos disparado por estímulos ambientais que moldam o funcionamento do genoma e, consequentemente, o perfil fenotípico, por meio da ativação ou desativação de genes. Metaforicamente, é possível comparar o genoma ao hardware de um computador e o epigenoma ao software que faz a máquina funcionar.

Entre os mecanismos epigenéticos conhecidos estão a metilação do DNA – que ocorre quando há adição de um grupo metila (formado de partículas de hidrogênio e carbono) à base citosina do DNA, podendo impedir que alguns genes se expressem – e a modificação de histonas – relacionadas à adição ou subtração de grupos acetila e metila aos aminoácidos que formam essas proteínas.

No trabalho realizado no Fox Chase Cancer Center, os pesquisadores focaram sua atenção em dois tipos de modificações de histonas e encontraram um número muito maior de resíduos da proteína metilados nas amostras das mulheres que tiveram filhos.

“Aos comparar os dois grupos, encontramos diferença no padrão de expressão de 298 genes. Há cerca de duas a três vezes mais genes metilados no tecido das mulheres que tiveram filhos. Isso mostra que a gestação induziu uma reprogramação local e silenciou alguns genes que poderiam ser inadequados, como aqueles relacionados à proliferação celular”, afirmou Jose Russo, do Fox Chase Cancer Center e autor principal do trabalho.

Segundo Russo, essas alterações na expressão dos genes também modificaram a forma como as células produzem certas proteínas e processam o RNA mensageiro.

“A mama após a gravidez adquire uma assinatura genômica e um perfil fenotípico diferente. Acreditamos que são essas mudanças que fazem com que a mulher fique mais protegida contra o câncer”, disse.

Gravidez precoce

Os resultados confirmam achados de pesquisas anteriores conduzidas pelo grupo de Russo, segundo os quais as células da mama só se diferenciam totalmente quando recebem o estímulo dos hormônios da gravidez.

“Descrevemos anteriormente que existem quatro tipos de lóbulos – as estruturas funcionais da mama responsáveis pela produção do leite. O tipo um é o mais pobremente desenvolvido, como se fosse uma árvore sem folhas durante o inverno. O tipo quatro é o mais desenvolvido, seria a árvore em seu esplendor. Somente no fim da gravidez os lóbulos atingem o nível quatro. Durante esse processo, a glândula mamária se diferencia. As células-tronco ali presentes assumem sua função e isso parece induzir o remodelamento da cromatina”, explicou Russo.

Mas para que a gravidez tenha de fato esse efeito protetor, ressaltou o cientista, é preciso que a diferenciação celular ocorra precocemente, entre 18 e 24 anos. “As células-tronco são mais suscetíveis à ação de carcinogênicos, como tabaco, álcool e radiação, do que as células diferenciadas. Quanto antes ocorrer a diferenciação, portanto, menor é o risco de as células sofrerem mutação”, explicou Russo.

Ciente, no entanto, de que a tendência é as mulheres adiarem cada vez mais a primeira gestação, o pesquisador tem se dedicado a testar um coquetel de hormônios capazes de mimetizar o efeito da gravidez e estimular a diferenciação das células mamárias.

“Em ratos já vimos que isso é possível e de fato confere proteção contra o câncer. Mas em humanos ainda não sabemos”, disse Russo. 

Via Guia do Bebê

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dicas para aumentar as chances de engravidar depois dos 30 anos


Hoje, as mulheres estão adiando a maternidade para depois dessa fase e optando por ter um ou dois filhos apenas. Só tem um problema: a mãe-natureza é conservadora. Ou seja, quanto mais o tempo passa, fica ainda mais difícil ter um bebê.

Todos os meses, jovens saudáveis têm 20% de chance de engravidar. Depois dos 35 anos, essa taxa cai para 5%·, diz a ginecologista Silvana Chedid.

Ou seja, cada vez mais a mulher moderna se depara com a necessidade de buscar ajuda médica para ter um filho.

Na opinião da especialista, a situação é menos assustadora do que parece. “Não há dúvida de que adiar a gravidez pode dificultar a realização do sonho de ser mãe. Mas isso não significa impedir. Se, por um lado, a mulher está mais exposta ao estresse, aos efeitos nocivos da poluição, do sedentarismo e da má alimentação, por outro lado a ciência tem avançado bastante. Até as décadas de 80 e 90, era muito arriscado ter um filho aos 40 anos. Hoje, até mesmo uma sexagenária pode engravidar.

Cinco dicas para quem quer priorizar a carreira sem medo de ter de abrir mão de formar uma família mais tarde

1ª) Conheça seu próprio corpo

É importante que desde menina, a mulher saiba identificar as fases do ciclo menstrual. Não propriamente para saber quando está de TPM, mas quando está ovulando, por exemplo. 

2ª) Preserve sua saúde

Pratique sexo seguro desde o início da atividade sexual e evite doenças sexualmente transmissíveis (DST), isso é um fator-chave para prolongar a fertilidade. Portanto, faça uso de preservativos sempre e não se esqueça de passar em consulta ginecológica pelo menos uma vez por ano. 

3ª) Fique longe dos vícios

Diga não às drogas, mas também às bebidas alcoólicas e ao cigarro, que diminuem consideravelmente as chances de gerar um bebê, além de prejudicar a saúde.

4ª) Cuide bem da sua alimentação

Mais de 10% dos casos de infertilidade são atribuídos ao excesso ou à falta de peso. Portanto, inclua mais vegetais, legumes, cereais integrais, sementes, óleos nobres, queijos e iogurtes em sua dieta. Além disso, alguns alimentos são obrigatórios: tomate, alho, maçã e nozes. 

5ª) Não se entregue ao sedentarismo

Por menos tempo que a mulher tenha para se dedicar aos exercícios físicos, ela não deve relaxar. A caminhada de meia hora todos os dias é uma grande aliada desse processo de manutenção da saúde.

Fonte: Dra. Silvana Chedid, Ginecologista formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Reprodução Humana pelo Center for Reproductive Medicine da Universidade de Bruxelas (Bélgica)

terça-feira, 26 de março de 2013

Não serve mais, e agora?



Olá! Meu nome é Carol Baggio, sou jornalista e paulista. A convite da Ana Cruz, passo, a partir desse post, a colaborar com textos aqui no blog da Petit Polá, com intuito de ajudar e dar dicas às mamães de todo o Brasil que acompanham a revista. Deixem seus comentários e sugestões... São sempre bem-vindos!

O assunto de hoje é: Brechós virtuais. Sabe quando as sacolas de roupas que não servem mais para nossos filhos já não têm espaço no armário? E aquele carrinho elétrico que deixou de ser usado há meses mas continua ocupando boa parte do quarto? Depois de se perguntarem #cadêmeubebê (sim, eles crescem tão rápido, né?!), muitas mães resolveram usar as redes sociais para, com as peças que não são mais usadas,  "capitalizar" - um jeito moderninho de dizer que estão vendendo tudo pela internet! Já quem compra diz que gosta do sistema porque pode pagar mais barato por algo que está em perfeitas condições de uso. 

No Facebook, por exemplo, há inúmeros grupos que servem de vitrine virtual. Em geral, eles não cobram pela participação dos internautas, que combinam entre si as negociações da venda. Neste caso, alguém publica a foto de uma peça, dizendo qual tamanho disponível e valor. Se o produto tiver que ser entregue via Correios, cabe ao comprador arcar com as despesas de envio. Normalmente a forma de pagamento é via depósito bancário. Entre os brechós que conheço que vendem roupas, sapatos e acessórios estão o Loucura Materna, o Bazar Materno (que além de roupas usadas, tem espaço para artesanato de mães empreendedoras), o Brechó for Babies e o Brincando de Novo (que tem muitos brinquedos no "catálogo").

Outra forma de vender online peças infantis usadas é montando seu próprio blog na internet, com posts que contenham as peças a serem comercializadas. Neste caso, a própria autora do blog fica responsável em fazer a negociação toda - inclusive definindo a forma de pagamento. Para tanto, é preciso ter noções de publicação em plataformas digitais para gerenciar o conteúdo que ficará disponível. 

Uma alternativa a ter que manter o próprio blog de venda é contar com ajuda especializada. Alguns sites já têm todo um esquema de venda online de peças de segunda mão, e além de ajudarem nessa logística, também colaboram com a divulgação do produto anunciado. Neste caso, há maneiras próprias de negociação e os sites cobram uma porcentagem pela venda. Um exemplo bem conhecido e (bacanérrimo) é o Enjoei (e tô vendendo), que além de produtos para homens, mulheres e para casa, também tem uma seção infantil. 

E vocês, são adeptas da "capitalização" vendendo produtos que não servem mais? Conhecem outros grupos ou blogs para indicar?


Por Carol Baggio - colaboradora da Petit Polá em São Paulo.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Estudo diz que amamentação não reduz risco de obesidade


A amamentação é amplamente incentivada devido aos seus diversos efeitos positivos para a saúde, mas a alegação de que ela reduz o risco de obesidade na infância pode estar indo longe demais. Um estudo randomizado que acompanhou crianças até seus 11 anos de idade descobriu que, mesmo a longo prazo, o aleitamento materno exclusivo não tem efeito sobre a obesidade ou a baixa estatura na infância.

Os pesquisadores estudaram mais de 13.000 pares de mães e filhos que só usaram o leite materno para a alimentação em 31 maternidades de Belarus, em 1996 e 1997. Cerca de metade das mães foi vinculada a um programa de promoção de aleitamento materno desenvolvido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), enquanto o restante recebeu os cuidados habituais.

Em três meses, 43% das mulheres do programa da ONU estavam ainda exclusivamente amamentando, comparado a 6% no grupo controle. Em seis meses, os números foram de 7,8% para aquelas que estavam no programa e de 0,6% para as do grupo controle.

O estudo, publicado na semana passada no periódico "The Journal of the American Medical Association", não encontrou nenhum efeito significativo sobre o peso ou a altura das crianças. O índice de massa corporal, percentual de gordura corporal e a prevalência de obesidade ou excesso de peso foram ligeiramente superiores nas crianças amamentadas por períodos mais longos, mas a diferença foi estatisticamente insignificante.

"Há inúmeras boas razões para amamentar", disse a autora principal da pesquisa, a médica Emily Oken, professora associada de medicina populacional em Harvard, "e só porque não vimos nenhuma evidência para a obesidade não significa que as mulheres devam parar de amamentar".

Fonte: UOL

quinta-feira, 21 de março de 2013

Moda para Grávidas

Se a gente parar para pensar, estar grávida é o momento da nossa vida que muda tudo para melhor. E a primeira mudança visível é o nosso corpo. Por isso, temos que aproveitar, abraçar a nova silhueta e ter consciência que toda grávida ganha peso, mas fica radiante e linda!

Aqui nos Estados Unidos, o mercado para as futuras mamães é enorme e minha cunhada Vanessa encontrou várias roupas bacanas.

Pensando no calor do Brasil, mais especificamente do Rio de Janeiro, que é onde ela mora, as melhores escolhas os foram vestidos fresquinhos. E os dois que mais gostei foram os das fotos abaixo:

Motherhood  Maternity Sleeveless Ruffled Dress – USD34.98 – www.macys.com(entrega no Brasil)
O vestido vem com uma faixa preta, que ela substituiu por um cinto dourado fininho, dando um toque mais suave, e mais verão.

O segundo modelo é super moderno e fica certinho no corpo e é perfeito para mostrar com orgulho a barriga!

Pea in the Pod Stripe Dress – USD89.50 – www.destinationmaternity.com (entrega no Brasil).

Outra peça importante nessa fase é o sutiã de amamentação que, na minha opinião, vale ter dois tipos: os confortáveis para andar em casa:

Motherhood Maternity full coverage clip down wireless cotton bra - USD 21,98 – www.macys.com (entrega no Brasil).
E os com armação para sair:


Pea in the Pod full memory foam nursing bra - USD55,00 – www.destinationmaternity.com (entrega no Brasil)
Por último a calcinha. A minha dica é para uma que não é de loja de grávida, mas que está fazendo o maior sucesso entre elas. É de algodão, confortável, grandinha e na altura certa, da conhecida marca Victoria´s Secret:

Extra Low Rise Hipster – USD9.50 ou 5 calcinhas por USD26.00 – www.victoriassecret.com
É importante o cuidado com a grávida, com ela se sentir bonita e ter prazer no que está vestindo e em como se vê, já que tudo é diferente, e diariamente ela passa por várias mudanças. Grávidas bacanas, modernas e que se curtem, são base para mães confiantes!

Por Paula Aloy - correspondente da Petit Polá nos Estados Unidos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dúvida: Quanta água o meu bebê precisa tomar?


A verdade é que varia muito e é difícil dizer com precisão exatamente quantos mililitros de água o seu bebê precisa tomar em cada etapa.

Não devemos dar água para bebês com menos de 6 meses. Seja com a amamentação de leite materno ou leite artificial, toda a água que o bebê precisa está no leite.

A partir da etapa 1, com a introdução de sólidos, é importante começar a oferecer água (de preferência uma boa marca mineral ou filtrada) para os nossos pequenos.

Cenário 1 - Seu bebê já come sólidos e mama no peito com regularidade ao longo do dia: Não é necessário oferecer água, mas caso queira, não faz mal que ele tome com moderação.

Cenário 2 - Seu bebê já come sólidos, mas toma leite artificial com regularidade: Ofereça água, mas não fique preocupada se ele não aceitar.

Cenário 3 - O seu bebê se alimenta de sólidos durante o dia e mama (LM ou LA) de noite e pela manhã apenas: Ofereça água frequentemente ao longo do dia, especialmente durante o verão.

ETAPA 1 e 2- (6- 12 meses)


O pediatra Dr. Stephen R. Daniels, colaborador do site babycenter.com, escreveu NESTE artigo que excesso de água poderá fazer mal ao bebê. Em casos leves, poderá provocar dor de barriga e desconforto. Em caso mais graves, pode levar a uma condição chamado de "Intoxicação de água", que é quando o corpo fica privado de sódio. É claro que é um exemplo extremo, mas esta condição médica poderá provocar coma e convulsões.

A desidratação também é preocupante, especialmente neste clima de verão. (Atenção! Consulte o seu pediatra para saber a quantidade de água que seu bebê deverá ingerir!)

Recomendação de quantidade

A recomendação para o verão para bebês entre 6 e 12 meses é de uma média de 150-250ml de líquido ao dia. Isso inclui sucos de fruta.

Nas outras estações, a recomendação cai para 120-180ml ao dia.

Lembrem-se que há muitos fatores variáveis. O importante é de não esquecer de oferecer água fresca (sem ser gelada), de preferêcia em um copo de treinamento (sippy cup, etapa 1) pelo menos 1 vez a cada 2 horas. Se seu bebê recusar, ele não está com sede. Não é necessário insistir.

Sobre suco natural de frutas

Há um dilema cercando os sucos. Existem pediatras que aconselham que mães ofereçam sucos diariamente para os seus bebês e outros que acreditam que talvez o suco não seja uma boa ideía.

Questão: O que está sendo debatido é o fato de muitas mães encherem a barriga de seus bebês de suco e não sobrar apetite na hora da comida. Além disso, existe o debate sobre o excesso de nutrientes no suco.

Recomendação: Não permita que o suco substitua uma refeição. O suco não é essencial para o seu bebê. Dê com moderação e longe dos horários das refeições.


Quantidade recomendada:

4-6 meses: 50-90ml

6-12 meses: 90-120ml

Nunca dê suco artificial para o seu bebê. Nenhum suco industrializado é confiável. Todos contém algum ingrediente artificial tais como preservantes, reforçadores de sabor, corantes e adoçantes (açucar ou adoçante dietético). Prefira sempre o suco fresco em casa. Na rua, não há garantia de procedência das frutas nem das condições higiênicas do local ou do cozinheiro na hora do preparo do suco.

Atenção: A informação contida neste texto é apenas a recomendação. Nunca tome decisões sobre a saúde de seu bebê sem consulta prévia com seu pediatra.

Fonte: http://diariodobebegourmet.blogspot.com.br

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Festa do ultrassom é o novo chá de bebê entre mães americanas



Compartilhar imagens do ultrassom do bebê no Facebook já está se tornando coisa do passado. Pelo menos nos Estados Unidos, onde a moda agora são os curiosos “chás de ultrassom”. Para se ter uma ideia, técnicos de ultrassonografia cobram entre US$ 150 e US$ 300 (R$ 300 e R$ 600) para fazer a “performance” ao vivo na casa das gestantes, com família e amigos na plateia.


“Querer saber como o bebê será é um desejo normal. E o avanço da  medicina permite que se mate um pouco essa curiosidade. Mas para mostrar o ultrassom não precisa ter ‘plateia’, nem virar uma festa, bastam os familiares”, diz a psicóloga Adriana Takahashi. O “chá de ultrassom” faz parte da tendência de compartilhar cada vez mais informações sobre a gravidez e o bebê, potencializada principalmente pelas redes sociais. “A necessidade de estar em evidência é despertada nessas redes e algumas pessoas acabam se comportando de forma narcisista, sempre com o intuito de chamar a atenção”, diz a psicóloga.


E o fenômeno parece se inserir num contexto social ainda mais amplo, onde a fronteira entre público e privado, que antes era bem delimitada, hoje é tênue. No ano passado, por exemplo, festas para revelar o sexo da criança se tornaram hit entre os americanos. De acordo com a revista The New Yorker, em menos de seis meses, dois mil vídeos que registram esse tipo de “evento” foram postados no YouTube. “Os pais podem compartilhar com os amigos as travessuras de seu filho na internet, mas a ordem é sempre usar o bom senso e se questionar se o que estão fazendo é demais”, alerta Adriana.

As reflexões que surgem a partir dessa “onda” são pertinentes. Se durante a gestação o bebê já for extremamente exposto, o que acontecerá depois de seu nascimento? É realmente necessário compartilhar tudo o que acontece? A psicóloga lembra que a exposição exagerada pode, inclusive, colocar em risco a segurança das crianças. “Todo cuidado é pouco ao postar fotos e vídeos dos filhos, pois tais informações também podem ser visualizadas por desconhecidos, dependendo da configuração de privacidade da sua conta no Facebook, por exemplo”, diz.

Então, use o bom senso. Afinal, tudo que é demais acaba, no mínimo, colocando à prova a paciência de amigos e familiares. E você não vai querer ficar conhecida como a “mãe chata”, certo? 

Fonte: CARAS

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Adote medidas simples para melhorar o sono na gestação


A maioria das mulheres vivencia uma verdadeira gangorra do sono durante a gestação. No início, dorme-se demais. Depois, no segundo trimestre, o sono se estabiliza e, nos últimos três meses, pode-se enfrentar dificuldades na hora de ir para a cama.

"É muito comum a grávida ter problema para dormir ou ter a qualidade do sono alterada. Isso pode acontecer em todas as fases, seja por condições digestivas, psicológicas ou por causa do posicionamento ao dormir", afirma o ginecologista e obstetra Nelo Manfredini Neto, do Hospital Samaritano, de São Paulo.

No início da gravidez, é comum a mulher se sentir mais sonolenta durante o dia pelo aumento do nível do hormônio progesterona no organismo. Em contrapartida, há quem relate dificuldade em ter um sono reparador nesse mesmo período, o que pode ter ligação com a excitação ou insegurança de carregar um bebê.

No segundo trimestre, os hormônios se estabilizam e o mais comum é não ter problemas em relação à qualidade do sono. Os últimos três meses são a fase de maior queixa das gestantes. Primeiramente porque, em função do crescimento da barriga, fica complicado encontrar uma posição confortável para dormir.

Há ainda mais fatores que atrapalham. "O primeiro é o crescimento do útero, que comprime a bexiga e faz a mulher acordar muitas vezes para ir ao banheiro. A segunda é a sensação evidente dos movimentos do bebê. E, por fim, as queixas de dores nas costas, principalmente na região lombar", diz o ginecologista e obstetra Eduardo Cordioli, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

OS EXAMES DA GESTANTE

Apesar de tantas interferências, adotando algumas medidas simples, a grávida pode garantir um descanso adequado. Confira a seguir:

- Duas horas antes de ir dormir, pare de tomar líquido. Assim evitará ter de se levantar muitas vezes para ir ao banheiro fazer xixi;

- O organismo leva, em média, quatro horas para concluir a digestão de uma refeição completa. Para não sentir náuseas, evite comer e, em seguida, deitar. Quando a grávida sofre de refluxo gástrico, o cuidado deve ser dobrado;

- Com o crescimento da barriga, o centro de gravidade altera-se para a frente do corpo, causando dores nas costas. A solução pode estar em exercícios leves e dirigidos para gestantes, como hidroginástica, ioga e pilates. Essas modalidades ajudam a relaxar o corpo e a mente e ainda facilitam a respiração;

- Para relaxar, tome um banho morno e prolongado ao anoitecer;

- Diminua o ritmo de suas atividades no começo da noite e tente dormir por, pelo menos, oito horas;

- Não havendo contraindicação médica, faça sessões de drenagem linfática uma vez por semana para eliminar o inchaço, desconforto comum na gestação;   

- Peça a seu companheiro uma massagem com toques leves no pescoço, nos ombros e na lombar para aliviar dores e tensão;  

- Frequente um curso de gestante para se familiarizar com os cuidados com o bebê e atenuar o medo de não dar conta do recado;
  
- Deixe o quarto de seu filho preparado para recebê-lo antes dos sete meses de gravidez. A providência diminuirá sua ansiedade no caso de um parto prematuro.


Acerte sua posição na cama

Confira dicas da médica fisiatra Rosane Chamlian, professora da disciplina de fisiatria da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) para encontrar a melhor posição na cama para dormir:

- Ao deitar de lado, prefira o esquerdo. Essa posição facilita a  circulação do sangue entre a mãe e o feto, colaborando com a nutrição deste;

- Além de dar preferência para o lado esquerdo, deite-se com a barriga voltada para fora da cama. Nessa posição, ao se levantar, você colocará, primeiramente, as pernas para fora do leito, evitando esforço desnecessário das costas; 

- Mesmo não sendo o mais indicado, a mulher que está acostumada a dormir de bruços pode usar essa posição nos primeiros meses, porque não faz mal nenhum ao bebê. Quando a barriga crescer, provavelmente, essa forma não será a mais confortável;

- Também é possível deitar de barriga para cima se a grávida não sentir incômodo. Algumas mulheres sentem falta de ar por causa da compressão da veia cava, responsável por trazer grande parte do sangue circulante de volta ao coração;

- Travesseiros extras ou almofadas são grandes aliados de um sono reconfortante. Pode-se colocar um desses itens entre as pernas, na altura dos joelhos, para impedir o desalinhamento da coluna e compensar a pressão exercida pela barriga;

- Outra possibilidade é colocar uma almofada sob a barriga para proporcionar um apoio e manter as costas alinhadas. Sem ela, você acabará apoiando a barriga na cama e, consequentemente, torcerá a coluna.

Fonte: UOL