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terça-feira, 26 de novembro de 2013

A incrível percepção dos bebês


Na grande maioria das vezes, a resposta para o comportamento de um bebê reside nas atitudes dos pais. Os recém-nascidos não se mantêm alheios ao mundo dos adultos, pelo contrário. Eles percebem o que acontece a seu redor e reagem por meio de comportamentos que vão do riso ao choro. Estudos recentes revelaram que os bebês podem decifrar as emoções de seus entes queridos mesmo quando estes estão fingindo, ou reconhecer a voz da mãe poucas horas depois do nascimento.

Esse tipo de investigação mostrou que os bebês tornam-se capazes de identificar as emoções dos adultos por volta dos sete meses de idade. Com seis meses, já conseguem identificá-las em pessoas com as quais estão familiarizados.

Na tentativa de saber mais sobre como os bebês percebem e são afetados pelo ambiente, os pesquisadores da Universidade de Brigham Young, Estados Unidos, realizaram uma série de estudos que sugerem que os bebês compreendem não apenas as emoções dos adultos, mas também dos animais e de outros bebês. Segundo Ross Flom, professor de psicologia da universidade, os bebês podem, por exemplo, interpretar corretamente os sentimentos relacionados à tristeza e felicidade em cães e macacos.


Para chegar a esses resultados, Flom e sua equipe analisaram o comportamento de alguns bebês mostrando imagens de cães, uma com o cão em posição ameaçadora, e outra mais amistosa. Em seguida reproduziram duas gravações: uma com latidos agradáveis e outra latidos agressivos. As crianças com seis meses de idade conseguiram relacionar com sucesso os sons e as imagens, interpretando a linguagem corporal dos cães.

Em relação à identificação de tristeza e felicidade, um estudo anterior do mesmo autor revelou que bebês de cinco meses são capazes de diferenciar uma música triste de uma alegre. Segundo Flom, “uma das primeiras coisas que os bebês entendem comunicativamente é a emoção, por isso, para eles, a melodia é a mensagem”. Essa percepção foi determinada considerando as mudanças no rosto e a atitude dos bebês conforme o tipo de música que ouviam.

Por Discovery Mulher

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O sorriso mágico dos bebês

José Roberto Torero escreveu 30 livros, metade para crianças e metade para adultos, e Maria Rita Barbi trabalha com projetos de consultoria em negócios, mas se diverte escrevendo. Os dois escrevem para blog "Barrigudos" e no post abaixo, descrevem as diferenças dos sorrisos dos bebês, em especial do pequeno Matias. Confiram:


Matias está rindo. E muito.

Mal acorda e já dá belas risadas com suas gengivas vazias.

Ele já dava alguns sorrisos antes, mas agora eles acontecem com muita facilidade. E nós derretemos, é claro.

O interessante é que os sorrisos começam a acontecer quando os pais já estamos exaustos por conta dos primeiros meses de cuidados intensivos com os bebês.

O cansaço, as olheiras, as noites sem dormir e os braços cansados de carregar o bebê durante as crises de choro, tudo isso é esquecido quando eles riem para nós.

A risada para os pais é uma recompensa. É o pote de ouro no fim do arco-íris.

E não é à toa que os bebês são fofos. Há quem diga que a risada dos bebês é uma prova da teoria da evolução de Darwin. Uma prova da seleção natural.


O sorriso aumenta o índice de fofura, e isso faz com que os adultos lhes prestem mais atenção, aumentando o cuidado que têm com eles, garantindo assim a sobrevivência dos filhotes e a perpetuação da espécie.

Trata-se de um truque para garantir os cuidados parentais. A mesma tese explica porque os filhotes de cachorros e de gatos são tão lindinhos.

Matias utiliza bem os seus poderes. Sempre que vê alguém pela primeira vez, dá um daqueles sorrisos com um gemidinho, o que automaticamente transforma a pessoa em uma escrava. Tanto isso é verdade que a frase mais comum depois de uma de suas risadas hipnóticas é “Posso segurar ele um pouquinho?”.

Ele é como o Gato de Botas do Shrek, só que, em vez daquele olhar pidão, usa o sorriso.

O golpe é ainda mais eficiente em avós babões e tias corujas. Estes pobres seres, já predispostos a amar incondicionalmente, não têm a menor defesa contra os sorrisos sedutores de um bebê. Se Matias soubesse falar e dissesse “Me dá seu carro, vovó?”, elas entregariam a chave na hora.

Mas o riso como elemento de sedução não é uma exclusividade humana. Segundo Katie Slocombe, especialista em cognição da Universidade de York (Grã-Bretanha), “Quando um chimpanzé ri, isso parece estimular seu interlocutor a continuar a brincar, assim como faz um bebê tentando manter a atenção de um adulto.''


A tática risadal de Matias é tão sofisticada que ele conseguiu desenvolver vários tipos de sorrisos. Há uma risadinha irônica com o canto da boca, um sorriso safado em que ele põe a linguinha de fora, uma risada larga, com a boca bem aberta, uma risada contida, com a boca fazendo apenas um traço, e uma gargalhada que é quase um grito. E às vezes ele ainda olha para a pessoa com o canto de olho e inclina levemente a cabeça. É infalível! Não há quem não se torne seu adorador.

Mas pode ser que estejamos sendo maquiavélicos demais. Talvez o riso das crianças não seja um recurso instintivo para garantir sua sobrevivência, talvez não seja uma demonstração da teoria da evolução de Darwin.

Talvez ele apenas sorria porque está feliz, porque sente que é amado.

Ou talvez seja isso que ele quer que a gente pense.

Por Blog Barrigudos

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Chupar dedo ou chupeta


Chupar dedo ou chupeta é chamado de hábito de sucção não-nutritiva. O ato de sugar satisfaz o bebê afetivamente e gera um sentimento de prazer e de segurança. A sucção é um recurso que o bebê dispõe para se acalmar e é fundamental para o amadurecimento psíquico.

Geralmente a criança deixa de chupar dedo naturalmente. Entretanto, é possível que os pais tomem algumas medidas para evitar que esse hábito se prolongue durante a infância. Se o pequeno levar a mão à boca enquanto dorme e os pais estiverem perto, devem retirá-la com cuidado. Se a criança chupa dedo também durante o dia, enquanto está acordada, é essencial que os pais procurem substituir atividades em que ela fica de mãos vazias, por outras mais criativas como desenhar com lápis, giz, tinta, montar objetos, brincar de massinha de modelar. É interessante que os pais observem em quais situações a criança leva a mão à boca, assim poderão impedir mais facilmente, além de compreender quais circunstâncias geram mais ansiedade e medo, e poder conversar sobre isso com elas.

Brigar ou colocar substâncias com sabor/aroma fortes no dedo são medidas que não funcionam, além de poderem piorar o hábito. Discutir ou reclamar com a criança, expô-la na frente de terceiros, desencadeará mais ansiedade o que culminará no dedo na boca. Os pais devem proporcionar à criança um ambiente seguro e tranquilo, para que aos poucos ela possa substituir o hábito de chupar dedo para outras atividades que use as mãos. Se o pequeno não abandonar esse hábito com o passar do tempo pode ser útil levá-lo a um profissional. Crianças mais velhas devem ser levadas a um fonoaudiólogo, que em sua avaliação verificará a necessidade de um encaminhamento ao psicólogo.

E a chupeta? Até os dois anos a chupeta não deve ser vista somente como vilã, uma vez que ela conforta a criança na ausência do seio materno. Em geral, chupar dedo pode ser mais nocivo que chupar chupeta, uma vez que a chupeta pode ser jogada fora, esquecida, tirada pelos pais, enquanto o dedo está sempre disponível. É importante que os pais criem o hábito de tirar a chupeta da boca da criança depois dela dormir.

Mas, como acabar com o uso da chupeta? O processo pode ser iniciado com a visita a um odontopediatra. Existem alguns recursos que os pais podem lançar mão na hora de eliminar o uso da chupeta: avisar, aos poucos, que está chegando a hora de parar de chupar chupeta, propondo que a criança escolha outro acessório mais adequado para sua idade; evitar que o objeto fique tão disponível como antes (ofereça apenas na hora de dormir, por exemplo); criar histórias (fazer uso da fantasia sem medo!).

O ideal é que esse processo seja gradual e com colaboração da criança, minimizando os traumas,  evitando que se altere seu equilíbrio físico e psicológico. Os pais tem que ser pacientes e carinhosos, compreendendo o papel afetivo da chupeta na vida da criança!

Por Guia do Bebê

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Priorize o conforto para os primeiros sapatos do seu filho


Sapatinho de bebê é um dos itens mais icônicos da maternidade. Usados por muitas grávidas para comunicar à família que há um pequeno a caminho, durante os primeiros meses de vida, os sapatinhos são praticamente decorativos. No entanto, quando seu filho começar a ensaiar os primeiros passos, é preciso para partir sapatos "de verdade".


Segundo a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein Mariana Nudelman Frayha, quando se iniciam os primeiros passos, mesmo que com apoio, o ideal é a introdução de um calçado de solado firme e cano curto. Antes dessa fase, o bebê pode usar sapatinhos mais flexíveis. Mas os acessórios não devem ser usados todo o tempo. “Quanto mais tempo a criança que está começando a andar ficar descalça, melhor. Claro, se as circunstâncias permitirem”, aconselha a pediatra.


Nesta fase da vida, os pezinhos do bebê - assim como o resto do corpo - crescem a uma velocidade espantosa. No entanto, comprar um sapato maior para que dure mais não é uma boa escolha. Quando muito grande, o calçado fica frouxo e pode provocar bolhas e facilitar quedas, por não oferecer a estabilidade necessária. Tampouco é recomendável que o sapato seja apertado, pois pode causar desconforto ou machucar o pé do bebê.


Assim, o sapato do tamanho correto deve ficar firme no pé, não se movimentando muito ao caminhar e, para garantir que não fique apertado, deve haver uma folga entre o dedão e a ponta do calçado, com espaço suficiente para que a criança possa mexer os dedos. Outros aspectos que devem ser considerados são a altura e a largura do pé. Se o calçado deixar a parte de cima ou dos lados do pé com marcas avermelhadas, é sinal de que está apertado. Para proteger estas partes do pé, dê preferência a modelos macios e maleáveis, que se ajustem ao pé do bebê.

Na hora da compra

Para Frayha, o essencial é que a criança se sinta confortável com o calçado. De acordo com ela, alguns bebês transpiram bastante nos pés, e se incomodam em usar sapatos. Assim, o melhor é comprar calçados arejados, de tecidos naturais, que permitam que o pé “respire”.

No final da tarde, os pezinhos dos pequenos costumam estar mais inchados, assim como os de adultos, por isso este é o horário mais indicado para levar seu filho a uma loja para experimentar os sapatos, evitando que o modelo experimentado na loja fique apertado no dia seguinte. Outra dica: principalmente no inverno, vale levar a meia, que costuma ser mais espessa nessa época do ano, à loja para provar com o novo calçado.

Devido à velocidade de crescimento dos pés do bebê, os pais devem ficar atentos à necessidade de troca por calçados de um número maior, o que pode acontecer em poucos meses. Por isso, a recomendação é não encher o guarda-roupas dos pequenos com muitos modelos. Um tênis para o dia a dia, uma sandalinha para os dias mais quentes e um sapato para ocasiões especiais já são suficientes.

Às vezes, por terem sido descartados com pouco tempo de uso, muitas mães reaproveitam o calçado que foi do irmão mais velho no caçula, o que pode ser um problema, já que o sapatinho usado se moldou ao formato e forma de caminhar de primeiro dono, diferentes dos de outra pessoa, o que pode causar prejuízos ao desenvolvimento do caçula.

 Por Terra

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Maternidades oferecem transmissão de parto pela web e berçário BBB

A escolha da maternidade pode ser a primeira das grandes decisões que uma grávida tem que tomar. Algumas mulheres não têm a chance de escolher, pois seus obstetras indicam o hospital em que realizam o parto e ponto final.

Para as que podem decidir, um bom começo é visitar as maternidades e pedir indicações a amigas, parentes e ao próprio obstetra.

O ginecologista e obstetra Renato Kalil, orienta a gestante a se informar sobre o acesso ao parto normal nas maternidades. “É preciso ter conforto na sala pré-parto.”

Para as que farão cesárea, Kalil afirma que é bom prestar atenção ao berçário e verificar se a maternidade conta com UTI neonatal. “Se acontecer algum problema, o local já está preparado para cuidar do bebê.”

Na hora de escolher, algumas grávidas também consideram a localização e hotelaria _algumas oferecem cardápio especial.

Para atrair as futuras mamães, as maternidades também oferecem pequenos mimos. A Pro Matre Paulista, Santa Joana, Santa Catarina e São Luiz dão bolsas com produtos de higiene para a mãe e bebê.

No Albert Einstein, as gestantes ganham uma bolsa com produtos para o bebê, almofada de amamentação e um brinde da Paola DaVinci.

Parto BBB

A verdade é que não conheço nenhuma mãe que escolheu a maternidade pelo brinde. Um diferencial que costuma interessar são aquelas salas de parto que possuem uma janela que fica transparente para que parentes e amigos vejam o nascimento do bebê. Pro Matre, Santa Joana e Albert Einstein contam com esses espaços.

Alguns hospitais oferecem o serviço de álbum do bebê na internet com imagens do recém-nascido. Acredito que em tempos de Facebook, Instagram e Twitter esse recurso já não faça tanto sucesso. Mesmo assim, esse serviço é cobrado em alguns hospitais.

O São Luiz coloca duas fotos do bebê gratuitamente na internet por 30 dias. O hospital também permite que o parto seja transmitido pela web, em tempo real, para pessoas autorizadas pelos pais mediante o uso de senha.

A localização do berçário dentro da maternidade também é importante. Algumas possuem um berçário por andar.

Também é bom verificar como é o transporte do bebê até o quarto da mãe e o sistema de identificação do recém-nascido.

Há maternidades que dispõem de câmeras 24 horas por dia gravando seu bebê enquanto ele estiver no berçário. Assim, do quarto você pode ver se a criança está chorando ou dormindo.

E eu com isso?

Confesso que para mim não deu muito certo a possibilidade de ficar vendo o bebê no berçário pela TV. Nas poucas horas em que ele era levado para o berçário, em vez de aproveitar para dormir, eu ficava grudada na TV. E se ele começava a chorar, já ficava aflita e queria ir até lá socorrê-lo. Mal sabia eu que era só o começo…

A maioria dos planos de saúde dá cobertura para hospedagem nos apartamentos padrão. Mas há suítes maiores e com mais recursos _desde que você pague por elas. Consulte o preço de cada tipo nas maternidades que visitar.

Agora cabe a você e seu companheiro decidir o que é importante que a maternidade ofereça para seu parto e o bebê. A minha tinha essa janelinha que fica transparente na sala de cirurgia, mas o parto ocorreu às 3h de uma madrugada inesperada. Não deu tempo de avisar ninguém para compartilhar daquele momento.

Quando marquei minha cesárea, tentei escolher a data por indicadores esotéricos. Meu obstetra me avisou que não adiantava eu escolher muito, pois era o bebê quem decidiria quando nascer. Dito e feito: bolsa rompeu bem antes da data agendada.

Minha prima escolheu uma que tinha a tal janelinha, câmera 24 horas no berçário e era de fácil acesso para as visitas. Ela entrou em trabalho de parto no serviço e teve o bebê às pressas perto de seu emprego, bem longe de casa. Imprevistos ocorrem quando o assunto é bebê.







Por Paula Futema - Folha de São Paulo

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tocar músicas para bebês ainda no útero melhora aprendizado da fala

Os bebês que ouviram uma mesma música de ninar durante os últimos meses de gravidez foram capazes de reconhecer a melodia após o parto
O hábito de tocar canções para bebês que ainda estão no útero materno pode contribuir para o aprendizado de linguagem da criança no futuro. É o que sugere um estudo finlandês publicado na quarta-feira na revista PLOS ONE. De acordo com a pesquisa, crianças expostas a músicas ao longo da gravidez das mães são capazes de reconhecer a melodia mesmo alguns meses depois do parto. O resultado indica, portanto, que o cérebro do bebê é capaz de guardar memórias de longo prazo adquiridas ainda dentro do útero materno - o que contribui para o aprendizado da linguagem.

Para elaborar a pesquisa, os estudiosos selecionaram doze mulheres que passavam por uma gestação sem complicações. As futuras mães receberam um CD com a melodia da música Twinkle Twinkle Little Star (Brilha, Brilha, Estrelinha; tradicional canção de ninar inglesa), que deveriam colocar para tocar, em volume alto, pelo menos cinco dias por semana durante os três últimos meses da gravidez.

Logo depois do parto, os pesquisadores analisaram a reação desses bebês a duas versões da mesma música: uma delas com algumas notas modificadas, a outra, inalterada. Outros doze bebês que nunca haviam sido expostos à melodia também participaram do experimento, como grupo de controle.

Ao analisar a atividade cerebral por meio de sensores colados na pele dos bebês, os cientistas descobriram que as crianças do primeiro grupo apresentavam uma resposta muito mais forte à música original do que o grupo de controle. Quando repetiram a experiência quatro meses depois, o resultado foi o mesmo — sugerindo que a melodia havia se tornado uma memória de longa duração.

O estudo também mostrou que, quanto mais o bebê havia sido exposto à música no útero, maior era sua atividade cerebral em resposta à nova audição. "Pesquisas anteriores haviam indicado que os fetos eram capazes de perceber pequenos detalhes da fala, mas não sabíamos por quanto tempo eles poderiam reter essa informação. Nosso estudo mostra que os bebês são capazes de aprender em uma idade muito jovem, e que os efeitos dessa aprendizagem permanecem no cérebro por um longo tempo", diz Eino Partanen, professor da Universidade de Helsinki, na Finlândia, e um dos autores da pesquisa.

Memória fetal — O processamento das canções e da fala é feito por meio de mecanismos comuns no cérebro dos bebês. Segundo os pesquisadores, isso significa que a audição de músicas pode ajudar no aprendizado da fala humana. A pesquisa indica que esse processo de aquisição da linguagem pode começar ainda mais cedo do que se pensava. "Este é o primeiro estudo a acompanhar por quanto tempo as memórias fetais permanecem no cérebro. Os resultados são significativos, uma vez que os primeiros mecanismos da memória ainda são desconhecidos", diz Minna Huotilainen, pesquisadora da Universidade de Helsinki que comandou o estudo.

Os pesquisadores pretendem começar uma segunda pesquisa sobre o assunto, dessa vez com a intenção de analisar os efeitos nocivos que ambientes ruidosos podem causar no desenvolvimento dos fetos.

Por VEJA

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Engatinhar prepara a criança para desafios futuros, como ler e escrever


É muito comum alguns pais afirmarem, até com certo orgulho, que seus filhos "andaram direto", dando os primeiros passos precocemente. No entanto, as crianças que dão esse salto no desenvolvimento perdem os benefícios relacionados à fase de engatinhar, que são muitos.

Explorar o mundo sobre quatro apoios antes de andar é tão importante que a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, ONG que atua em prol do desenvolvimento da primeira infância, promove a Engatinhata, evento que reúne bebês (com seus pais e/ou cuidadores) para engatinhar em um espaço público devidamente adaptado com tapetes emborrachados. Já foram organizadas Engatinhadas em cidades como Votuporanga e Penápolis, no interior de São Paulo.

A seguir, o consultor da fundação, o neurologista Saul Cypel, com outros especialistas, explica a importância de engatinhar para o desenvolvimento global da criança e o que fazer para estimulá-la a se movimentar de maneira autônoma, a partir dos seis meses de idade:

1) Engatinhar ajuda a desenvolver grupos musculares importantes das mãos, dos braços, dos ombros, além de fortalecer ligamentos, necessários para o aprimoramento de habilidades motoras finas. A articulação da base do polegar, em especial, é bastante estimulada. "Todos esses ganhos são importantes para o desenvolvimento da escrita e da coordenação fina", afirma o pediatra Daniel Becker, do Rio de Janeiro.

2) É nessa fase em que começa a andar sobre quatro apoios que a criança aperfeiçoa habilidades visuais, que envolvem a percepção espacial e de profundidade. Essas competências serão empregadas no momento de ler e escrever. "Ao pular a fase de engatinhar, aumenta a probabilidade de a criança apresentar dificuldades futuras, principalmente na aquisição da leitura, escrita e cálculos", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

3) Engatinhar não representa apenas um ganho de motricidade, mas a entrada em uma nova etapa do desenvolvimento neurológico. "Quando uma criança começa a engatinhar, o movimento repetitivo ajuda a estimular as conexões dos neurônios, permitindo que o cérebro possa controlar processos cognitivos, como a concentração, a compreensão e a memória", declara o pediatra Daniel Becker.

4)  A criança que engatinha fortalece a coluna, ganha equilíbrio e aprimora a coordenação motora geral, tudo isso antes de andar. "É a primeira atividade do bebê que envolve a alternância de braços e pernas, em movimentos simétricos. A coordenação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro é trabalhada, e o bebê processa a visão e o movimento ao mesmo tempo. Assim, ele se prepara melhor para ficar de pé, caminhar, correr e praticar esportes", diz Becker.

5) Um bebê engatinhando constrói autoconfiança e toma suas primeiras decisões. Aprende quando desacelerar, ir mais rápido e quando investigar os obstáculos em seu caminho. "É melhor e mais natural fazer isso engatinhando. Em pé, é mais difícil e, se a criança cai, machuca-se mais", fala Becker.

6) Bebês a partir de seis meses já podem ser estimulados a se deslocar em superfícies seguras, firmes e quentinhas, como um chão de madeira ou um tatame feito com peças de EVA ou borracha. "A melhor maneira de motivar a criança a se movimentar é abrir espaços livres de obstáculos e deixá-la à vontade para explorar", diz o pediatra Daniel Becker.

7) Colocar o bebê de bruços ou sentado, com brinquedos à sua frente, é uma estratégia para incentivá-lo a se deslocar. "Primeiramente, a criança arrastará o corpo na direção do objeto e só depois se arriscará a engatinhar", afirma  o neurologista infantil Saul Cypel, consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

8) No início, coloque os brinquedos próximos à criança e vá aumentando a distância gradualmente. "O bebê precisa achar que consegue chegar até o que ele deseja, para se sentir motivado", diz o pediatra Luiz Guilherme Araujo Florence, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

9) Outra dica para estimular o bebê é o adulto se colocar à frente dele e chamar sua atenção, segurando ou não brinquedinhos dos quais ele goste.

10) A vigilância permanente de um adulto é indispensável com um bebê que tem mobilidade. Afinal, a criança pode se deslocar rapidamente e se expor a riscos. "Nessa fase, o bebê já pode ficar de pé com apoio e alcança gavetas, estantes baixas, entre outros mobiliários e objetos, que podem representar perigo. É a época em que os pais têm de percorrer a casa verificando tudo o que pode oferecer riscos à criança, fazendo as mudanças necessárias", fala o pediatra Daniel Becker.

11) É comum a criança começar a engatinhar por volta dos oito ou nove meses de idade. Já as crianças de um ano que não engatinham nem dão passinhos com apoio devem passar por uma avaliação com um pediatra ou mesmo com um psicomotricista. "O fato de não engatinhar, em alguns casos, pode indicar um problema motor mais sério. Daí a importância do acompanhamento", diz o neurologista Saul Cypel. Em geral, o médico do bebê vai avaliar um conjunto de fatores na criança para indicar se o desenvolvimento, de uma forma global, está dentro do esperado.

Por UOL Mulher

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Instinto alimentar dos bebês inicia no útero materno, afirma estudo


Ao estudarem imagens fetais realizadas mensalmente da 24ª a 36ª semanas de gestação, os cientistas descobriram que os fetos mais jovens estavam mais propensos a tocar suas cabeças e que, conforme se desenvolviam, eles começavam a tocar mais suas bocas. Perto da 36ª semana de gestação, os fetos começaram a abrir a boca antes de tocá-la.

A antecipação de toque é uma habilidade que o recém-nascido utiliza durante a alimentação, afirmou Nadja Reissland, psicóloga da Universidade Durham, na Inglaterra, que relata as descobertas juntamente com seus colegas no periódico Developmental Psychobiology.

"Não podemos afirmar que seja uma precursora da alimentação, mas um de seus elementos", afirmou. "Você precisa realmente abrir a boca para se alimentar"

Os recém-nascidos prematuros talvez não tenham dominado esse conhecimento, afirmou Reissland. O estudo pode fornecer mais informações sobre o que os recém-nascidos prematuros são capazes de fazer e que cuidados especiais eles necessitam.

"Os fetos talvez estejam aprendendo de fato os limites de seu corpo, a percebê-lo pelo tato e a sentir o que é ser uma pessoa dentro do útero", ponderou.

Por UOL Saúde


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Casa com bebês pode sim ter animais!


Ao contrário do que se imagina, bebês e animais podem, sim, ser amigos inseparáveis. Mesmo no que diz respeito à saúde. E quanto mais cedo o primeiro contato acontecer, melhor. De acordo com um estudo encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC) ao Grupo de Pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), bebês menores de um ano que convivem com um cão estão menos vulneráveis a desenvolver alergias e dermatites. Em tese, as proteínas que ajudam a regular o sistema imunológico aumentam significativamente nessas crianças. Nos mais velhos, de quatro anos, a presença do animal pode ajudar a reduzir rinites alérgicas e, aos seis e sete anos, reduz a imunoglobulina E, um anticorpo que pode desencadear um processo alérgico.

Enquanto brinca com o seu bicho de estimação, o bebê desenvolve a coordenação motora, descobre o que é ser responsável, aprende a conviver socialmente e a tratar um outro ser vivo com respeito e dedicação. A companhia de um animal desperta sensação de bem-estar físico e mental. O afeto entre o pet e seu dono pode, inclusive, ajudar no tratamento de depressão, autismo e até câncer infantil, já que o animal fortalece a autoestima dos pequenos e os ajuda a ficar mais alegres para combater os problemas de saúde. 

Mas, obviamente, só pode fazer bem um animal que está saudável. Por isso, recomenda-se que ele visite o veterinário regularmente. “Se o bicho estiver saudável, independentemente da espécie, o contato com a criança não oferece risco, desde que ela não tenha uma alergia, por exemplo”, afirma Alice Deutsch, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein. Crianças que têm rinite alérgica, adenoide ou outros problemas respiratórios podem conviver com cães que oferecem menos risco de provocar alergia. Em alguns casos, a convivência ‘elimina’ a alergia, mas é muito importante conversar com um médico nessas circunstâncias. E mesmo que todos os cuidados tenham sido providenciados, a supervisão de um adulto é obrigatória. “É melhor que o bebê não tenha contato com a comida, com os objetos e, é claro, com a urina ou fezes do animal”, avalia Alice. E é por isso que a relação exige limites: o “cantinho” do pet é só dele. Um gato, por exemplo, não deixa de ser gato só porque vive dentro de casa. Sendo assim, uma “caminha” limpa e objetos higienizados não o impedem de contrair bactérias que podem prejudicar a saúde do bebê. E a mesma regra é válida para cães, roedores e cágados.

O espaço exclusivo do pet também é uma alternativa para proteger os pequenos de ferimentos. “O ideal é que o animal possa ficar sozinho, sem ser incomodado, quando sentir que deve”, sugere o zootecnista e adestrador Alexandre Rossi, o Dr. Pet. Até oito anos, aproximadamente, a criança não tem noção de que puxar o pelo ou a orelha, passar a mão com força ou somente brincar com o animal em um momento em que ele não está a fim pode resultar em um arranhão ou mordida. “Se o bichinho estiver com dor ou se sentir ameaçado por algum movimento, vai se defender. É o instinto natural. Portanto, nesses momentos, é melhor que ele fique no seu cantinho. De qualquer forma, a criança precisa saber se comportar na presença de seu pet”, afirma.

Para mantê-la fora de perigo, observe duas regrinhas básicas: “ensine seu filho a chamar o animal quando quiser fazer carinho nele e não ir em sua direção. Também é importante dizer que não se deve gritar ou fazer movimentos bruscos”, aconselha o adestrador. E até quem não tem um pet precisa aprender a se comportar. “Outro dia estava na rua com a minha cadelinha, a Estopinha, e uma menina se aproximou dela e começou a gritar. Com isso, ela poderia ter provocado um ataque”, conta o Dr. Pet. A dica, portanto, é educar a criança para o convívio com animais mesmo que ela não tenha um. E quando estiver na casa de alguém que tenha um pet, supervisione o contato e certifique-se da saúde do animal.

Até o bebê completar dois ou três anos, um peixinho pode ser o animal de estimação mais indicado. “O Betta é ótimo, pois se adapta bem em um aquário simples, sem bomba de oxigenação”, sugere o adestrador. Mas, também nesse caso, a supervisão é indispensável. “Os pais têm que tomar cuidado porque a criança pode querer tirá-lo do aquário ou dar comida demais”, alerta. E se a família já tem um bichinho, quando o bebê nascer é preciso ensinar os dois a conviver. “Os pais podem aproximar o bichinho do bebê sob supervisão. Pegar a criança no colo e deixar o cachorro se aproximar, por exemplo. Também é importante levar o bicho ao quarto para conhecer e sentir o cheiro do ambiente”, diz Alice Deutsch, pediatra.

Antes de pensar na espécie do pet, avalie com calma a decisão de ter um. Afinal, a responsabilidade pelo bem-estar do animal é dos pais. Sem contar o gasto com ração e veterinário, que pode ser alto e precisa estar previsto no orçamento. “A responsabilidade pelo cuidado com o bichinho pode ser compartilhada. Mas a criança só pode assumir o que tem capacidade de cumprir e, mesmo assim, vai ser supervisionada na execução da função. Por exemplo, se vai dar comida para o peixinho, os pais precisam olhar para ver se ela não exagera”, aconselha Clarissa Temer, psicóloga. Ter responsabilidade sobre o animal ajuda a criança a amadurecer, mas a maneira como os pais conduzem a relação determina o quanto ela pode aprender. “Há quem ameace o filho: ‘se você não cuidar, vamos dar o bichinho’. Dessa forma, a criança vai achar que o animal pode ser tratado como um brinquedo”, diz Clarissa. O pet pode alegrar a família inteira. E, se a essa alegria se somar aprendizado, ainda melhor.

Por Revista Caras

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Gel de glicose ajuda a proteger prematuros de danos no cérebro


Um em cada dez bebês nascidos antes do tempo são afetados por um nível baixo de açúcar, que, se não for tratado, pode causar danos permanentes.

Pesquisadores da Nova Zelândia testaram a terapia que utiliza o gel de glicose em 242 bebês que estavam sob seus cuidados e, com base nos resultados, sugeriram que a medida fosse adotada como tratamento de primeira linha.

O estudo foi divulgado na publicação científica The Lancet.

Hipoglicemia

O tratamento com gel de glicose custa um pouco mais de R$ 3,50 por bebê, e é mais fácil de administrar do que a glicose dada por terapia intravenosa, disseram Jane Harding e sua equipe da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

O tratamento atual típico envolve alimentações suplementares e exames de sangue regulares para medir os níveis de açúcar.

Mas muitos bebês acabam em unidades de tratamento intensivo e passam a receber glicose intravenosa quando os níveis de açúcar no sangue permanecem baixos - uma condição que os médicos chamam de hipoglicemia.

O estudo procurou avaliar se o tratamento com açúcar em gel pode ser mais eficaz do que a alimentação suplementar em reverter a hipoglicemia.

Custo benefício

Neil Marlow, do Instituto de Saúde da Mulher da University College London, disse que, embora o gel de glicose tenha caído em desuso, estes resultados sugerem que ele pode ser "ressuscitado" como um tratamento.

"Nós agora temos boas evidências de que o gel tem seu valor", disse Marlow.

Para Andy Cole, diretor-executivo da Bliss, uma instituição de caridade para bebês prematuros, "esta é uma pesquisa muito interessante, e nós estamos sempre abertos a tudo que possa ajudar no tratamento de bebês nascidos prematuros ou doentes."

"Este é um tratamento com bom custo benefício, que pode reduzir as internações em centros de terapia intensiva que já estão com capacidade máxima de pacientes."

Por BBC News

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para estimular a fala, converse com o bebê antes mesmo de ele nascer


Uma criança saudável começa a desenvolver a capacidade de falar quando ainda está no útero da mãe. "Aos cinco meses, o feto entende o ritmo, a intensidade e o tamanho das palavras", diz a fonoaudióloga Aline Moreira Lucena, mestre em ciências da saúde da criança e do adolescente pela Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir desse momento, todos os sons que ele capta, principalmente as vozes dos pais, serão importantes para formar o seu repertório ao longo dos meses após o nascimento. Por isso, para os especialistas, é imprescindível que os pais conversem com a criança antes mesmo de ela nascer.

"Estabeleça contatos sonoros harmoniosos na gravidez. Converse com o bebê e ouça música com ele. Mas que não seja o som por si só. A música tem de ser prazerosa para a mãe. Ela ajuda a liberar hormônios de prazer, que afetarão a criança no útero. Ao mesmo tempo, brigas, gritarias e ruídos relacionados ao estresse podem alterar o desenvolvimento da fala da criança", diz o neuropediatra Mauro Muszkat, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Experimentações

As primeiras tentativas de falar de uma criança acontecem entre o primeiro e o terceiro mês de vida. Nessa fase inicial, segundo a fonoaudióloga Aline, o recém-nascido quer imitar os sons dos pais. "Ele tenta repetir a palavra dita pelo adulto, mas só sai um som gutural, como 'gaaa' ou 'guuu'."

Dos quatro aos seis meses, o bebê balbucia muito. A especialista explica que é o momento de experimentar mais. Começam a sair sons parecidos com palavras, e ele pode até dizer as primeiras, como "mã" (o equivalente a mamãe) ou "pá" (papai). Também é comum o balbucio com uma certa sonoridade, como se o bebê estivesse cantando. Essa fase de experimentação dura até os 11 meses. Quando a criança completa um ano, ela, geralmente, já diz suas primeiras palavras, que são relacionadas a desejos imediatos, como "água", "dá", "qué", "mãe", "pai".

Segundo Muszkat, uma criança de dois anos deve ter, no mínimo, um repertório com cerca de 50 palavras. "Isso é variável. Uma menina, por exemplo, pode conhecer mais palavras do que um menino", diz o neuropediatra. A partir dos três anos, a criança cria frases com verbos e o vocabulário aumenta para em torno de 300 palavras. "É nessa época que ocorre a explosão da linguagem", fala Muszkat.

Como identificar problemas

Além de observar o desenvolvimento de acordo com a faixa etária, descrito acima, o neuropediatra Muszkat destaca a importância de verificar não só a fala, mas toda a comunicação da criança. Ela deve compreender comandos, acompanhar objetos e pessoas com o olhar e dar atenção quando alguém conversa com ela. "Fique atento se a criança não tem tendência a imitar tudo", diz Aline.

"Se, por volta dos nove meses, a criança não atende pelo nome e não dá tchau, é um sinal de atraso, que pode estar relacionado ao autismo. Já em uma criança que ainda não fala, mas interage com os adultos e brinca, o atraso pode estar relacionado a outro problema, que deve ser analisado pelo médico que a acompanha", fala Muszkat.

O que pode atrapalhar a fala

De acordo com o neuropediatra, entre as várias condições que atrapalham o perfeito desenvolvimento da fala, as mais comuns são deficiência auditiva ou intelectual, má formação facial, problemas de cognição e síndromes genéticas. "Muitas vezes, o atraso da fala precede manifestações de problemas neurológicos, que só aparecerão mais tarde", afirma o médico.

Se a criança viveu alguma situação traumática, como uma internação em hospital, pode ter sua capacidade de falar afetada. "Às vezes, ela só fala em condições particulares. Os pais e filhos nessa situação precisam de um apoio importante para criar e sustentar conversas prazerosas. Existem muitos psicólogos especialistas no primeiro ano de vida que podem ajudar", declara a psicanalista Silvana Rabello, especializada em clínica de criança e professora da PUC de São Paulo.

Seja qual for a causa, Muszkat destaca a importância de um diagnóstico precoce, principalmente, porque, dependendo do caso, quanto mais cedo o tratamento começa, maior é a chance de recuperação.

"Os primeiros dois anos são muito ativos para a linguagem. Nessa fase, o cérebro é muito plástico e responde com várias modificações, aumentando a conexão entre os neurônios. Crianças até essa idade que tiveram lesões no cérebro se recuperam com muito mais rapidez do que um adulto. A capacidade de adaptação é maior e deve ser explorada", diz o neuropediatra.

Para a fonoaudióloga Aline, o primeiro especialista a ser procurado em situações de suspeita de problema é o pediatra que acompanha a criança. "Dependendo do caso, ele vai dar o primeiro alerta e depois encaminhar para o neurologista, o psiquiatra infantil, o otorrinolaringologista ou o fonoaudiólogo."

Dicas para ajudar o bebê a falar

Para a psicanalista Silvana Rabello, o desejo de se comunicar é uma função motivada pelo prazer. Por isso, o ideal é oferecer um ambiente de diversão sonora para a criança desenvolver plenamente a linguagem, sem se sentir pressionada.

Aline dá a primeira dica. "A partir do momento em que a criança começou a emitir sons, os pais devem incentivá-la, mantendo a conversa. Em certos momentos, imite os sons que ela faz e acrescente novos para que ela também imite."

"A musicalidade da mãe ao conversar com o bebê é um sinal do prazer, do encantamento e da surpresa que ela sente ao falar com o filho. Ao falar com ele, explicar, contar histórias, a mãe convence o filho de que ele é um ser da comunicação, um interlocutor. A criança vai se apropriando dessa condição e se coloca nesse lugar com prazer em atuar", afirma Silvana.

Outra maneira de ajudar a desenvolver a fala do filho é colocá-lo em contato com crianças da idade dele. "De creche a cantinho infantil de shopping, vale tudo. Assim é possível verificar se ele tem a habilidade de se relacionar com os outros", diz Aline.

Cantar músicas, mostrar como a papinha dele é feita, ver revistas e livros... Tudo é importante para o aprendizado de novas palavras. "Quanto mais você aguça a curiosidade de uma criança, mais ela vai querer saber. E quando ela aprende uma palavra nova, quer usá-la muito", diz a fonoaudióloga. E, por último, deixe-a livre para brincar. "É no brincar que a criança desenvolve a fala", fala Aline.

O que não fazer

Superproteger a criança só atrapalha. O excesso de cuidados impede que ela explore mais o mundo, veja as coisas ao seu redor e reconheça, por exemplo, que o carro que está passando na rua é o mesmo que viu no desenho animado da TV.

"Quando ela aprende uma coisa nova sozinha, quer falar sobre isso. Pensar em todos os fatores negativos de soltar mais o seu filho é esquecer o benefício que ele tem quando entra em contato com o mundo", declara a fonoaudióloga.

Segundo a especialista, quando uma criança é superprotegida, ela é mais facilmente entendida pelos pais do que por outras crianças. Isso gera uma dependência que também afeta o desenvolvimento da linguagem.

"Na superproteção, os pais não deixam a criança nem apontar o que quer. Eles já entregam o objeto para o bebê. Tem criança que não aprende a pedir para ir ao banheiro, porque alguém sempre a coloca sentada no vaso sanitário até fazer cocô."

O uso de diminutivos em excesso é condenado por Aline. "Se o bebê só ouve "inho" no fim de todas as palavras, ele não consegue diferenciá-las. Isso afeta a compreensão do seu próprio nome.

Ficar o tempo todo na frente da televisão também não é indicado pelas duas especialistas. "Não precisa ser radical e banir a TV do cotidiano da criança. Mas também não é legal deixá-la sozinha na frente do aparelho. É interessante acompanhar, comentar as imagens, mostrar que o cachorro da TV também existe na vida real. A televisão funciona muito bem como um apoio da conversa", diz.

"É perigosa a quantidade de vídeos para pequenos que quase ocupam a cena da conversa com os pais. A televisão achata, simplifica o diálogo, principalmente para crianças que têm dificuldade em falar", diz Silvana.

Por UOL

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cuidados com a saúde bucal do bebê



Quedas e outros acidentes são comuns durante o desenvolvimento dos bebês. Entretanto, um deles em especial causa calafrios nos pais: O que os filhos caem e batem a boca no chão.

As consequências costumam ser mínimas, mas quando um dente é afetado a quantidade de sangue pode assustar. Nestas horas o importante é manter a calma. Chorar junto com o bebê de nada vai adiantar.

O dentista Rafael Puglisi, diz que a primeira coisa a fazer antes de procurar um profissional é lavar bem as mãos e iniciar o processo de higienização do local, que pode ser feito com água corrente, uma gaze ou uma toalha.

“Com a boca limpa, verifique se os dentes atingidos estão inclinados ou pendurados. Caso afirmativo, basta recoloca-los na posição correta, sem fazer muita força”, diz.

Em situações mais graves, como a queda do dente ou sua fragmentação, o especialista revela cuidados adicionais, como guardar o dente ou parte dele em soro fisiológico para um possível reimplante. Água ou leite também podem ser utilizados, caso não tenha soro.

“Após esses primeiros passos, independente do tipo de traumatismo, sempre leve o bebê a um profissional qualificado. Só ele poderá avaliar o grau do impacto e a necessidade de novos exames ou uso de medicamentos”, finaliza
  • Quando devo começar a escovar os dentes do meu bebê?
A boca do bebê pode começar a ser limpa mesmo antes de o primeiro dente nascer, para que ele já vai se acostumando com o processo. A tarefa pode ser realizada com gaze ou fralda de pano molhada em água filtrada. Esta é uma boa maneira de habituar seu filho a esse ritual e evitar que ele recuse a escovação no futuro.

Para que você não se esqueça da limpeza, incorpore o hábito a sua rotina de cuidados com seu filho à noite, antes de dormir.

O primeiro dente do bebê costuma nascer na frente, na gengiva inferior, e geralmente aparece entre o sexto mês e o primeiro ano de vida. O segundo dentinho, em geral, surge depois de duas a três semanas, também na parte inferior. Lembre-se de que, enquanto os dentes estão nascendo, as gengivas ficam bastante sensíveis, então realize a limpeza delicadamente. Não tenha medo de machucar o bebê, porque, na verdade, esse cuidado diminui infecções na região, gerando alívio.
  • Que escova e creme dental devo usar?

Atualmente existem escovas projetadas especialmente para atender a anatomia da dentição infantil, como as da marca Curaprox Baby. Mas, em geral, pode-se usar qualquer escova que contenha cerdas bem macias e uma cabeça pequena, que possibilite a higienização de todas as partes da boca. Lembre-se de trocar a escova a cada três meses ou depois que as cerdas começarem a se separar.

Já as pastas de dente merecem uma atenção ainda mais especial. Apesar de já existirem opções com baixa concentração de flúor, até os seis anos de idade, quando os dentes permanentes aparecem, prefira os cremes dentais sem a substância. É que, em excesso, o flúor pode causar a fluorose, que resulta na aparição de manchas brancas nos dentes, pode provocar vômito e diarreia.

De qualquer forma, sempre ensine seu filho a cuspir toda a pasta depois da escovação e evite os cremes dentais muito coloridos ou com sabor. As crianças podem confundir com alimento e ingerir quantidades exageradas.
  • Como ensinar a criança a escovar os dentes? Quais são os movimentos?

A escovação de uma criança deve sempre ser supervisionada por um adulto. Até os cinco ou seis anos, os pequenos ainda não dispõem de habilidade suficiente para uma higienização bucal eficaz.

Mas eles já podem ir treinando alguns movimentos básicos, como os circulares e de vai-e-vem. Os movimentos circulares são utilizados normalmente nos dentes “da frente” e os movimentos de vai-e-vem nos dentes “do fundo”. É importante, também, realizar a escovação das gengivas e, ao final de tudo, da língua.
  • Quando elas podem começar a usar o fio dental?

O fio dental deve ser utilizado desde o surgimento do primeiro dente. Mesmo em uma escovação eficiente e em dentes espaçados, a escova não consegue alcançar toda a lateral. Por isso a utilização do fio dental é fundamental. Além disso, a prática deste hábito ajuda a prevenir o tártaro e abre espaço entre os dentes, para que as cerdas da escova penetrarem melhor.


Fonte: Blog Tips4life

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como armazenar, congelar e usar o leite materno


1) Já aprendi a tirar meu leite. E agora? Como faço para guardá-lo?
Depois de você ter tirado seu leite, você precisa agora guardá-lo do jeito certo para poder dar ao bebê mais tarde ou em outra ocasião, sem risco de o leite estragar. Não tem problema se você não tiver conseguido tirar muita quantidade -- pode juntar com outras tiradas para alcançar um volume maior e completar a mamada do bebê. 

As bombinhas ou ordenhadeiras normalmente já vêm com alguns recipientes especiais para o congelamento ou armazenamento do leite. Mas você pode também armazená-lo em mamadeiras comuns esterilizadas, desde que elas tenham uma tampa que vede bem, ou então em qualquer recipiente de vidro com tampa de plástico, também esterilizado. 

2) Qual é o melhor jeito de esterilizar o recipiente onde o leite vai ficar?
A melhor maneira de esterilizar o potinho ou mamadeira onde o leite materno vai ser guardado é fervendo-o por 15 minutos, ou usando esterilizadores de microondas pelo tempo determinado na embalagem do esterilizador. Franz Novak, chefe do banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), explica que esse método não é chega a ser uma esterilização industrial ou profissional, mas é eficaz para o armazenamento do leite em casa. 

O recipiente deve secar naturalmente, de boca para baixo em cima de uma toalha, ou então dentro de um pote maior, fechado. Só depois que o recipiente tiver esfriado é que se pode colocar o leite materno dentro dele. 

3) Quanto tempo o leite materno pode ficar em temperatura ambiente?
O leite materno pode ficar em temperatura ambiente por até duas horas. É só a partir desse tempo que existe o risco de micróbios crescerem no leite e fazerem mal ao bebê. 

O tempo de duas horas também vale durante a mamada. Se o bebê começou a tomar o leite materno na mamadeira às 8h, mas não tomou tudo, esse leite ainda pode ser usado até as 10h. 
Quanto tempo posso deixar o leite na geladeira, sem precisar congelar?

Na geladeira, segundo os padrões determinados pelos especialistas da Rede de Bancos de Leite Humano, o leite materno pode ser guardado por no máximo 12 horas, para garantir que não seja contaminado. Para mais tempo do que isso, o melhor é congelar o leite. 

Para guardar o leite na geladeira, use a prateleira de cima, que é a mais fria, e nunca guarde o recipiente de leite na porta do aparelho. Procure deixar o recipiente com leite longe de outros alimentos crus, como verduras e carnes. 

4) Como faço para congelar o leite?
Congelar o leite pode facilitar muito a sua vida com o bebê. Você pode guardar o leite no congelador por até 15 dias, desde que a temperatura esteja abaixo de 10 graus negativos. Essa é a recomendação dos especialistas da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que é referência internacional. 

Não encha o recipiente até a boca. Deixe 2 centímetros de espaço até a borda da mamadeira ou o recipiente, porque todo líquido "incha" depois de congelado. 

Antes de congelar, anote numa etiqueta a data do congelamento. Você pode ir preenchendo o mesmo recipiente até ele encher, com várias "tiradas" de leite, mas aí a data de validade do leite vai ser a da primeira ordenha. 

Se um recipiente com leite congelado não estiver cheio, você pode ir completando com outras tiradas de leite, e só colocar o leite novo por cima. Use outro recipiente (o da bombinha ou um copo de vidro, no caso de ordenha manual) para tirar o leite, e só abra a mamadeira com o leite congelado na hora de guardar o leite novo. 

5) Achei que o leite materno podia ficar mais tempo no freezer. Por que tão pouco?
O padrão de 15 dias em ambiente doméstico foi determinado porque é o que menos riscos apresenta de contaminação. Franz Novak, do banco de leite humano do IFF/Fiocruz, explica que a gordura do leite materno continua se decompondo até a temperatura de -18 graus Celsius, dificilmente alcançada pelos freezers domésticos. 

Para durar até 6 meses, o leite materno teria de ser submetido ao processo de pasteurização, que é o que acontece nos bancos de leite. 

Com o prazo de 15 dias, você precisa se programar direitinho. Se quiser ter sempre uma mamadeira de leite congelado para emergências, vai precisar ir renovando essa mamadeira a cada duas semanas. 

6) E como faço para descongelar o leite? Posso usar o microondas?
O melhor jeito de descongelar o leite é colocando o recipiente dentro de um pote maior com água morna. Um bom guia é usar a mesma temperatura de água que você usaria para o banho do bebê. 

O microondas não é aconselhável porque existe a possibilidade de algumas propriedades do leite se perderem no processo de aquecimento. 

O leite materno nunca pode ser fervido nem esquentado diretamente. Também não se deve descongelá-lo em banho-maria com água fervente, pelo mesmo motivo: os benefícios do leite podem se perder pelo aquecimento excessivo. 

7) É melhor dar leite materno congelado ou fórmula em pó?
O processo de congelamento do leite materno destrói alguns dos anticorpos presentes nele, por isso procure só congelar mamadeiras que realmente não serão consumidas logo. 

Ainda assim, o leite materno congelado é muito mais saudável e oferece maior proteção contra doenças do que as fórmulas lácteas em pó. 

8) Posso recongelar o leite?
Não, não recongele o leite materno depois que ele tiver sido desgelado. E jogue fora todo leite que sobrar na mamadeira e não tiver sido tomado pelo bebê. 

Por Baby Center