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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Priorize o conforto para os primeiros sapatos do seu filho


Sapatinho de bebê é um dos itens mais icônicos da maternidade. Usados por muitas grávidas para comunicar à família que há um pequeno a caminho, durante os primeiros meses de vida, os sapatinhos são praticamente decorativos. No entanto, quando seu filho começar a ensaiar os primeiros passos, é preciso para partir sapatos "de verdade".


Segundo a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein Mariana Nudelman Frayha, quando se iniciam os primeiros passos, mesmo que com apoio, o ideal é a introdução de um calçado de solado firme e cano curto. Antes dessa fase, o bebê pode usar sapatinhos mais flexíveis. Mas os acessórios não devem ser usados todo o tempo. “Quanto mais tempo a criança que está começando a andar ficar descalça, melhor. Claro, se as circunstâncias permitirem”, aconselha a pediatra.


Nesta fase da vida, os pezinhos do bebê - assim como o resto do corpo - crescem a uma velocidade espantosa. No entanto, comprar um sapato maior para que dure mais não é uma boa escolha. Quando muito grande, o calçado fica frouxo e pode provocar bolhas e facilitar quedas, por não oferecer a estabilidade necessária. Tampouco é recomendável que o sapato seja apertado, pois pode causar desconforto ou machucar o pé do bebê.


Assim, o sapato do tamanho correto deve ficar firme no pé, não se movimentando muito ao caminhar e, para garantir que não fique apertado, deve haver uma folga entre o dedão e a ponta do calçado, com espaço suficiente para que a criança possa mexer os dedos. Outros aspectos que devem ser considerados são a altura e a largura do pé. Se o calçado deixar a parte de cima ou dos lados do pé com marcas avermelhadas, é sinal de que está apertado. Para proteger estas partes do pé, dê preferência a modelos macios e maleáveis, que se ajustem ao pé do bebê.

Na hora da compra

Para Frayha, o essencial é que a criança se sinta confortável com o calçado. De acordo com ela, alguns bebês transpiram bastante nos pés, e se incomodam em usar sapatos. Assim, o melhor é comprar calçados arejados, de tecidos naturais, que permitam que o pé “respire”.

No final da tarde, os pezinhos dos pequenos costumam estar mais inchados, assim como os de adultos, por isso este é o horário mais indicado para levar seu filho a uma loja para experimentar os sapatos, evitando que o modelo experimentado na loja fique apertado no dia seguinte. Outra dica: principalmente no inverno, vale levar a meia, que costuma ser mais espessa nessa época do ano, à loja para provar com o novo calçado.

Devido à velocidade de crescimento dos pés do bebê, os pais devem ficar atentos à necessidade de troca por calçados de um número maior, o que pode acontecer em poucos meses. Por isso, a recomendação é não encher o guarda-roupas dos pequenos com muitos modelos. Um tênis para o dia a dia, uma sandalinha para os dias mais quentes e um sapato para ocasiões especiais já são suficientes.

Às vezes, por terem sido descartados com pouco tempo de uso, muitas mães reaproveitam o calçado que foi do irmão mais velho no caçula, o que pode ser um problema, já que o sapatinho usado se moldou ao formato e forma de caminhar de primeiro dono, diferentes dos de outra pessoa, o que pode causar prejuízos ao desenvolvimento do caçula.

 Por Terra

segunda-feira, 22 de abril de 2013

PRIMEIROS PASSOS: Ele ainda não caminha... E já tem 14 meses!

Nicolás, meu filho mais novo, é um “expert” em engatinhar e se vira muito bem para chegar onde quer, seja se arrastando, se apoiando nos móveis ou escalando os obstáculos. Mas está com um ano e dois meses e ainda não anda e isso me preocupou.

Eu, como a maioria das mães, comparo a evolução dos meus filhos com a de outras crianças e pensei que talvez fosse minha culpa que meu filho ainda não estivesse andando. Por que será? Talvez Nico não esteja sendo suficientemente estimulado?

Decidi conversar com o seu pediatra e ele me tranquilizou. Me disse que meu filho já se coloca de pé, já caminha apoiado em móveis e que somente lhe falta soltar-se mais. Me deu um artigo para ler que falava sobre a importância do engatinhar para o desenvolvimento do cérebro – texto muito interessante e que agora compartilho com vocês.

Segundo o autor, engatinhar requer uma grande coordenação de braços e pernas, um espírito aventureiro e vontade de conquistar o mundo. Além disso, tem consequências em nível motor, intelecutual e emocional da criança, já que:

  • Favorece o desenvolvimento da musculatura: braços e pernas se fortalecem, assim como os músculos que mais adiante permitirão que a criança mantenha a coluna perfeitamente ereta no momento de colocar-se de pé.
  • Favorece a coordenação: cabeça e corpo estão em diferentes planos e a criança tem que aprender a não deixar cair nem para o lado, nem para a frente. Aprender a fazer isso apoiado nos braços e pernas é a primeira etapa antes de aprender a sustentar a cabeça ao caminhar.
  • Favorece a conquista do ambiente através da mudança de lugares.
  • Ajuda a calcular distâncias, já que precisa andar sem bater nas paredes e portas da casa.
  • Favorece o tato, o olfato e a visão: engatinhando, o bebê tem certa independência e começa a descobrir as coisas por si próprio. Os hemisférios cerebrais trabalham muito para conectar-se bem.
  • Favorece a independência psicológica: o bebê já está preparado para se separar da mãe e começar a conhecer o mundo”

Mamães, estimulem seus filhos a engatinhar e espere, que na hora certa eles vão caminhar – e não param nunca mais!






Por: Gretel Neves - colaboradora da Petit Polá na Espanha