Nicolás, meu filho mais novo, é um “expert” em engatinhar e se vira muito bem para chegar onde quer, seja se arrastando, se apoiando nos móveis ou escalando os obstáculos. Mas está com um ano e dois meses e ainda não anda e isso me preocupou.
Eu, como a maioria das mães, comparo a evolução dos meus filhos com a de outras crianças e pensei que talvez fosse minha culpa que meu filho ainda não estivesse andando. Por que será? Talvez Nico não esteja sendo suficientemente estimulado?
Decidi conversar com o seu pediatra e ele me tranquilizou. Me disse que meu filho já se coloca de pé, já caminha apoiado em móveis e que somente lhe falta soltar-se mais. Me deu um artigo para ler que falava sobre a importância do engatinhar para o desenvolvimento do cérebro – texto muito interessante e que agora compartilho com vocês.
Segundo o autor, engatinhar requer uma grande coordenação de braços e pernas, um espírito aventureiro e vontade de conquistar o mundo. Além disso, tem consequências em nível motor, intelecutual e emocional da criança, já que:
- Favorece o desenvolvimento da musculatura: braços e pernas se fortalecem, assim como os músculos que mais adiante permitirão que a criança mantenha a coluna perfeitamente ereta no momento de colocar-se de pé.
- Favorece a coordenação: cabeça e corpo estão em diferentes planos e a criança tem que aprender a não deixar cair nem para o lado, nem para a frente. Aprender a fazer isso apoiado nos braços e pernas é a primeira etapa antes de aprender a sustentar a cabeça ao caminhar.
- Favorece a conquista do ambiente através da mudança de lugares.
- Ajuda a calcular distâncias, já que precisa andar sem bater nas paredes e portas da casa.
- Favorece o tato, o olfato e a visão: engatinhando, o bebê tem certa independência e começa a descobrir as coisas por si próprio. Os hemisférios cerebrais trabalham muito para conectar-se bem.
- Favorece a independência psicológica: o bebê já está preparado para se separar da mãe e começar a conhecer o mundo”
Mamães, estimulem seus filhos a engatinhar e espere, que na hora certa eles vão caminhar – e não param nunca mais!
Por: Gretel Neves - colaboradora da Petit Polá na Espanha
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