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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como armazenar, congelar e usar o leite materno


1) Já aprendi a tirar meu leite. E agora? Como faço para guardá-lo?
Depois de você ter tirado seu leite, você precisa agora guardá-lo do jeito certo para poder dar ao bebê mais tarde ou em outra ocasião, sem risco de o leite estragar. Não tem problema se você não tiver conseguido tirar muita quantidade -- pode juntar com outras tiradas para alcançar um volume maior e completar a mamada do bebê. 

As bombinhas ou ordenhadeiras normalmente já vêm com alguns recipientes especiais para o congelamento ou armazenamento do leite. Mas você pode também armazená-lo em mamadeiras comuns esterilizadas, desde que elas tenham uma tampa que vede bem, ou então em qualquer recipiente de vidro com tampa de plástico, também esterilizado. 

2) Qual é o melhor jeito de esterilizar o recipiente onde o leite vai ficar?
A melhor maneira de esterilizar o potinho ou mamadeira onde o leite materno vai ser guardado é fervendo-o por 15 minutos, ou usando esterilizadores de microondas pelo tempo determinado na embalagem do esterilizador. Franz Novak, chefe do banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), explica que esse método não é chega a ser uma esterilização industrial ou profissional, mas é eficaz para o armazenamento do leite em casa. 

O recipiente deve secar naturalmente, de boca para baixo em cima de uma toalha, ou então dentro de um pote maior, fechado. Só depois que o recipiente tiver esfriado é que se pode colocar o leite materno dentro dele. 

3) Quanto tempo o leite materno pode ficar em temperatura ambiente?
O leite materno pode ficar em temperatura ambiente por até duas horas. É só a partir desse tempo que existe o risco de micróbios crescerem no leite e fazerem mal ao bebê. 

O tempo de duas horas também vale durante a mamada. Se o bebê começou a tomar o leite materno na mamadeira às 8h, mas não tomou tudo, esse leite ainda pode ser usado até as 10h. 
Quanto tempo posso deixar o leite na geladeira, sem precisar congelar?

Na geladeira, segundo os padrões determinados pelos especialistas da Rede de Bancos de Leite Humano, o leite materno pode ser guardado por no máximo 12 horas, para garantir que não seja contaminado. Para mais tempo do que isso, o melhor é congelar o leite. 

Para guardar o leite na geladeira, use a prateleira de cima, que é a mais fria, e nunca guarde o recipiente de leite na porta do aparelho. Procure deixar o recipiente com leite longe de outros alimentos crus, como verduras e carnes. 

4) Como faço para congelar o leite?
Congelar o leite pode facilitar muito a sua vida com o bebê. Você pode guardar o leite no congelador por até 15 dias, desde que a temperatura esteja abaixo de 10 graus negativos. Essa é a recomendação dos especialistas da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que é referência internacional. 

Não encha o recipiente até a boca. Deixe 2 centímetros de espaço até a borda da mamadeira ou o recipiente, porque todo líquido "incha" depois de congelado. 

Antes de congelar, anote numa etiqueta a data do congelamento. Você pode ir preenchendo o mesmo recipiente até ele encher, com várias "tiradas" de leite, mas aí a data de validade do leite vai ser a da primeira ordenha. 

Se um recipiente com leite congelado não estiver cheio, você pode ir completando com outras tiradas de leite, e só colocar o leite novo por cima. Use outro recipiente (o da bombinha ou um copo de vidro, no caso de ordenha manual) para tirar o leite, e só abra a mamadeira com o leite congelado na hora de guardar o leite novo. 

5) Achei que o leite materno podia ficar mais tempo no freezer. Por que tão pouco?
O padrão de 15 dias em ambiente doméstico foi determinado porque é o que menos riscos apresenta de contaminação. Franz Novak, do banco de leite humano do IFF/Fiocruz, explica que a gordura do leite materno continua se decompondo até a temperatura de -18 graus Celsius, dificilmente alcançada pelos freezers domésticos. 

Para durar até 6 meses, o leite materno teria de ser submetido ao processo de pasteurização, que é o que acontece nos bancos de leite. 

Com o prazo de 15 dias, você precisa se programar direitinho. Se quiser ter sempre uma mamadeira de leite congelado para emergências, vai precisar ir renovando essa mamadeira a cada duas semanas. 

6) E como faço para descongelar o leite? Posso usar o microondas?
O melhor jeito de descongelar o leite é colocando o recipiente dentro de um pote maior com água morna. Um bom guia é usar a mesma temperatura de água que você usaria para o banho do bebê. 

O microondas não é aconselhável porque existe a possibilidade de algumas propriedades do leite se perderem no processo de aquecimento. 

O leite materno nunca pode ser fervido nem esquentado diretamente. Também não se deve descongelá-lo em banho-maria com água fervente, pelo mesmo motivo: os benefícios do leite podem se perder pelo aquecimento excessivo. 

7) É melhor dar leite materno congelado ou fórmula em pó?
O processo de congelamento do leite materno destrói alguns dos anticorpos presentes nele, por isso procure só congelar mamadeiras que realmente não serão consumidas logo. 

Ainda assim, o leite materno congelado é muito mais saudável e oferece maior proteção contra doenças do que as fórmulas lácteas em pó. 

8) Posso recongelar o leite?
Não, não recongele o leite materno depois que ele tiver sido desgelado. E jogue fora todo leite que sobrar na mamadeira e não tiver sido tomado pelo bebê. 

Por Baby Center

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

22ª Semana Mundial do Aleitamento Materno

Ontem comemorou-se mundialmente o Dia da Amamentação. Instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aproveitam a data para reforçar a importância da prática para os bebês. 

Segundo dados da ONU, é fundamental que recém-nascidos sejam amamentados já na primeira hora de vida e que sigam sendo alimentandos, apenas, com leite materno até os seis meses de idade. A partir daí, a criança deve receber complementos alimentares apropriados, mas a amamentação ainda é recomendada até, pelo menos, os dois anos. 

Se todos os bebês que nascem, todos os dias, mundo afora recebessem esse cuidado, seria possível evitar a morte de 220 mil crianças, todos os anos. No entanto, menos de 40% dos menores de seis meses são 100% alimentados por leite materno atualmente, de acordo com a OMS. 

Por isso, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que também teve início ontem, é realizada todo ano com o intuito de conscientizar as mães da importância da amamentação. Com o tema Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno, a campanha ocorre até o dia oito. No Rio de Janeiro, a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) promovem, na manhã de domingo, dia quatro, no Museu da República, uma série de atividades.


Está programado o lançamento do Manual de Aleitamento Materno, destinado a profissionais de saúde. A presidenta do Comitê de Aleitamento Materno da Soperj, pediatra Carmen Elias, disse que o objetivo é que esses profissionais possam transmitir o conhecimento e as informações aos usuários.

A Soperj colocará à disposição do público, no período de 1º a 7 de agosto, o número (21) 9981- 5866 para tirar dúvidas sobre amamentação. O Disque-Amamentação vai funcionar das 9h às 16h. Pediatras da entidade darão esclarecimentos à população também durante os eventos programados para o dia 4, no Museu da República. Haverá atrações lúdicas para toda a família, ressaltando a importância do aleitamento materno, por meio da apresentação de bonecos e do grupo de teatro da Associação Brasileira de Pediatria (ABP).

"O leite humano tem propriedades que a indústria hoje, com toda a tecnologia mundial, ainda não consegue fazer alguma coisa semelhante ou um substituto, principalmente na parte imunológica", explica a pediatra. "O leite materno protege a criança de infecções. A gente sabe que o bebê nasce com zero proteção. É o leite da mãe que supre essa deficiência", acrescenta. Segundo ela, o ideal é que a amamentação ocorra até 6 meses de idade.

Muitas empresas já liberam as mães para a amamentação pelo período de 6 meses. Além de reduzir o risco de câncer de mama, essas mães estabelecem um vínculo afetivo com o bebê muito grande, segundo a pediatra. "Hoje, cada vez mais, a gente está incentivando o aleitamento na primeira hora de vida [do bebê], se possível, na sala de parto. A gente já tem trabalhos, com evidências científicas, de que isso ajuda muito, depois, a continuidade do aleitamento até 6 meses ou mais."

A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi criada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, do nome em inglês) e ocorre em 170 países, com a meta de aumentar os índices de aleitamento materno.

Com informações do UOL e Planeta Sustentável

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vacina contra a gripe é segura e protege a mãe e o bebê



Às vésperas do início de mais uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, que neste ano acontece entre os dias 15 e 26 de abril, é tempo de as gestantes incluírem em sua rotina de cuidados uma ida ao posto de saúde mais próximo para se vacinar sem receio de possíveis problemas.

"A princípio, a vacina era contraindicada porque se desconheciam os danos que poderia causar ao feto. Mas hoje o Ministério da Saúde, ciente de sua segurança, preconiza a aplicação", afirma a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital São Luiz, em São Paulo. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, que recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde.

Um estudo realizado em 2012 trouxe mais tranquilidade às mães e aos médicos. Pesquisadores da Clínica Wisconsin Marshfield, nos Estados Unidos, compararam 243 gestantes que sofreram aborto com outras 243 que não sofreram. No primeiro grupo, 38 mulheres haviam tomado a vacina quatro semanas antes de perderem seus bebês. No segundo, 31. Os números fizeram com que os pesquisadores concluíssem que a vacinação não foi fator de risco aumentado para os abortos.

Os estudos têm demonstrado a segurança da vacinação em qualquer momento da gravidez. "De modo geral, evitamos indicar qualquer vacina no primeiro semestre de gestação. Isso porque os abortos espontâneos são mais comuns nesse período e pode ficar a impressão de que há alguma relação com a vacina", afirma a mestre em ciências médicas Carolina Mocarzel, da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

"Mas, no caso da vacina de gripe, como ela é especialmente importante durante o inverno, quando se concentra a maioria dos casos da doença, deve-se vacinar a gestante em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde."


Os riscos de efeitos colaterais são mínimos. "A vacina têm um perfil de segurança excelente e é muito bem tolerada. Deve ser evitada apenas por mulheres com histórico de alergia a ovo de galinha, uma vez que há elementos dele na composição", fala Carolina Mocarzel. "Esse tipo de vacina é feito com vírus inativados, o que significa que contém somente vírus mortos, daí sua segurança", declara  o infectologista Marco Antonio Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

As reações previstas são brandas, como dor e sensibilidade na região da injeção. Entre seis e 12 horas após a vacinação, também é possível ocorrer febre, mal-estar e dor no corpo, sintomas que persistem por dois dias. Em apenas 10% dos casos, a vacina provoca uma forma mais atenuada de gripe.

A doença pode ser bem mais chata. Como o sistema imunológico da gestante fica mais "preguiçoso", a chance de contrair doenças virais é maior. Como a gama de medicamentos que pode tomar para controlar a doença é reduzida, ela tem de conviver com o mal-estar por mais tempo.

Proteção para o bebê

A vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. "Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta", diz a médica Carolina Mocarzel. "Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas", fala a especialista.

Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em 2012, com 27 gestantes. De acordo com a pesquisa, 41% delas receberam vacinação contra a gripe e 59% não. Exames de sangue realizados nas crianças imediatamente depois do nascimento mostraram que todos os bebês filhos de mães que tinham sido vacinadas apresentavam os anticorpos contra a gripe, contra apenas 31% dos filhos das que não tinham sido vacinadas. Os anticorpos desse último grupo provavelmente foram adquiridos porque a mãe teve contato com o vírus durante a gestação.

Dois meses depois do nascimento, 60% dos filhos das mães vacinadas ainda apresentavam anticorpos, contra apenas 11% do outro grupo. É uma vantagem tremenda para o bebê, uma vez que a vacina contra a gripe só pode ser aplicada nas crianças depois dos seis meses de vida.

Fonte: Uol