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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Como ensinar crianças a resistir a Junk Food


Você resistiria ao seu doce favorito depois de olhá-lo e cheirá-lo?

Uma professora de psiquiatria e pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego, está ensinando crianças com excesso de peso a ter força de vontade para resistir a batatas fritas, doces e salgadinhos.

Segundo o Wall Street Journal, em 2011 Kerri Boutelle conduziu experimentos com crianças de 8 e 12 anos ao longo de oito semanas. Elas deveriam avaliar seu desejo por um alimento específico cheirando, dando uma pequena mordida e olhando para ele durante cinco minutos. Após uma segunda avaliação, elas descartavam o alimento.

A abordagem de Boutelle contraria o ditado “longe dos olhos, longe do coração”. Em parte, isso se deve ao fato de que as crianças acabam comendo mais quando são expostas a seus alimentos favoritos em anúncios publicitários ou outros meios, mesmo que não estejam com fome. A ideia dos experimentos é desenvolver a força de vontade para superar o desejo de comer.

“Estamos ensinando as crianças a controlar seu desejo e a não comer quando não estão com fome”, declarou a pesquisadora ao Wall Street Journal.

Boutelle acompanhou os participantes do estudo durante um ano, e descobriu que a técnica de exposição aos alimentos funcionou por cerca de seis meses. Seu estudo mais recente ainda não foi publicado, mas ela já está convocando crianças para uma nova pesquisa, cujo objetivo é obter resultados mais duradouros por meio da variação do tempo de tratamento.

Por Discovery Mulher

segunda-feira, 25 de março de 2013

Estudo diz que amamentação não reduz risco de obesidade


A amamentação é amplamente incentivada devido aos seus diversos efeitos positivos para a saúde, mas a alegação de que ela reduz o risco de obesidade na infância pode estar indo longe demais. Um estudo randomizado que acompanhou crianças até seus 11 anos de idade descobriu que, mesmo a longo prazo, o aleitamento materno exclusivo não tem efeito sobre a obesidade ou a baixa estatura na infância.

Os pesquisadores estudaram mais de 13.000 pares de mães e filhos que só usaram o leite materno para a alimentação em 31 maternidades de Belarus, em 1996 e 1997. Cerca de metade das mães foi vinculada a um programa de promoção de aleitamento materno desenvolvido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), enquanto o restante recebeu os cuidados habituais.

Em três meses, 43% das mulheres do programa da ONU estavam ainda exclusivamente amamentando, comparado a 6% no grupo controle. Em seis meses, os números foram de 7,8% para aquelas que estavam no programa e de 0,6% para as do grupo controle.

O estudo, publicado na semana passada no periódico "The Journal of the American Medical Association", não encontrou nenhum efeito significativo sobre o peso ou a altura das crianças. O índice de massa corporal, percentual de gordura corporal e a prevalência de obesidade ou excesso de peso foram ligeiramente superiores nas crianças amamentadas por períodos mais longos, mas a diferença foi estatisticamente insignificante.

"Há inúmeras boas razões para amamentar", disse a autora principal da pesquisa, a médica Emily Oken, professora associada de medicina populacional em Harvard, "e só porque não vimos nenhuma evidência para a obesidade não significa que as mulheres devam parar de amamentar".

Fonte: UOL