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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Como ensinar crianças a resistir a Junk Food


Você resistiria ao seu doce favorito depois de olhá-lo e cheirá-lo?

Uma professora de psiquiatria e pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego, está ensinando crianças com excesso de peso a ter força de vontade para resistir a batatas fritas, doces e salgadinhos.

Segundo o Wall Street Journal, em 2011 Kerri Boutelle conduziu experimentos com crianças de 8 e 12 anos ao longo de oito semanas. Elas deveriam avaliar seu desejo por um alimento específico cheirando, dando uma pequena mordida e olhando para ele durante cinco minutos. Após uma segunda avaliação, elas descartavam o alimento.

A abordagem de Boutelle contraria o ditado “longe dos olhos, longe do coração”. Em parte, isso se deve ao fato de que as crianças acabam comendo mais quando são expostas a seus alimentos favoritos em anúncios publicitários ou outros meios, mesmo que não estejam com fome. A ideia dos experimentos é desenvolver a força de vontade para superar o desejo de comer.

“Estamos ensinando as crianças a controlar seu desejo e a não comer quando não estão com fome”, declarou a pesquisadora ao Wall Street Journal.

Boutelle acompanhou os participantes do estudo durante um ano, e descobriu que a técnica de exposição aos alimentos funcionou por cerca de seis meses. Seu estudo mais recente ainda não foi publicado, mas ela já está convocando crianças para uma nova pesquisa, cujo objetivo é obter resultados mais duradouros por meio da variação do tempo de tratamento.

Por Discovery Mulher

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Exemplo dos pais influencia comportamento alimentar


O comportamento dos pais influencia diretamente o modo como as crianças lidam com a própria alimentação.

Por isso, a melhor forma de educá-las é tomando atitudes que sirvam de exemplo, como escolher alimentos saudáveis; realizar as refeições na mesa; evitar fast-food, pratos e comidas prontas; oferecer alimentos saudáveis sem, com isso, forçar o consumo; e nunca usar alimentos não saudáveis, como doces, para “presentear” os filhos pelo bom comportamento.

Esses são alguns dos apontamentos da nutricionista Luciana Lorenzato, autora da dissertação de mestrado Avaliação de atitudes, crenças e práticas de mães em relação à alimentação e obesidade de seus filhos através do uso do Questionário de Alimentação da Criança (QAC). A pesquisa divulgada só agora, foi apresentada em 2012 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, sob a orientação do professor Sebastião de Sousa Almeida.

O estudo consistiu na aplicação do Questionário de Alimentação da Criança (QAC) em 150 mães que aguardavam para serem atendidas em consultas médicas em postos de saúde da cidade de Ribeirão Preto. O objetivo foi averiguar de que forma o comportamento dos pais influencia a obesidade dos filhos.

O QAC foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores norte-americanos e pode ser aplicado em pais e mães de crianças entre 2 e 11 anos. Com 31 questões, trata-se de um instrumento que fornece informações sobre a percepção de responsabilidade dos pais em relação à alimentação dos filhos; a percepção que os pais têm do próprio peso e do peso dos filhos; a preocupação com o peso dos filhos; e se os pais utilizam estratégias de restrição, pressão para comer ou monitoramento durante os hábitos alimentares dos filhos.

A pesquisadora pode avaliar o IMC dos filhos, que é a proporção entre o peso e a altura ao quadrado. Luciana constatou que 80% das crianças estavam com o peso adequado; e 17,3% acima do peso, sendo 11,3% com sobrepeso e 6% com obesidade. Já o IMC das mães indicou que 69,9% delas estavam com peso adequado; e 23,3% acima do peso, sendo 17.9% com sobrepeso e 8% com obesidade. “Houve uma correlação positiva entre o IMC das mães e de seus filhos. Conforme o peso da mãe aumenta, aumenta também o peso dos filhos”, aponta Luciana.

Ao analisar as respostas das mães ao questionário, a nutricionista constatou que a maioria relatou ter peso normal desde a infância até a adolescência e o mesmo relataram em relação aos filhos. As mães se consideraram responsáveis pela alimentação deles; e preocupadas com aquilo que eles comem; concordaram com o ato de restringir o oferecimento de alimentos não saudáveis (como os ricos em gordura, açúcar e sal); concordaram com o uso de pressão para que a criança coma alimentos considerados saudáveis; e acreditam que devem monitorar aquilo que os filhos comem.

Foi observada uma correlação positiva entre os fatores percepção de responsabilidade dos pais, peso da criança, restrição de alimentos e monitoramento com o IMC dos filhos. Foi constatado ainda que, quanto menor o IMC das crianças, maior é a utilização de pressão para comer por parte dos pais.

Obesidade e infância

Luciana explica que a obesidade ocorre devido à interação de fatores genéticos, ambientais (dieta, influência familiar, da mídia e de amigos) e dietéticos (o que come e o quanto come). “O comportamento dos pais durante a alimentação dos filhos está associado à obesidade na infância. Isso é bastante relevante pois o comportamento alimentar de uma pessoa é formado exatamente durante esta fase”, destaca.

De acordo com a pesquisadora, muitas vezes o comportamento dos pais tem uma influência muito negativa nos filhos. Por exemplo, quando oferecem um alimento saudável em um contexto negativo, como uma forma de punir a criança: “se não comer a salada, não pode assistir televisão”. Ou o contrário, quando alimentos não saudáveis são oferecidos como uma espécie de “presente” pelo bom comportamento: “você fez o dever de casa, então vai ganhar um doce”.

Luciana explica que toda criança apresenta uma autorregulação interna de ingestão de alimentos que controla a fome e a saciedade. “Muitos pais interferem nesse processo ao pressionarem os filhos a comerem quando já estão saciados. Isso impede as crianças de exercerem o próprio autocontrole”, alerta a nutricionista.

Educar pelo exemplo

A pesquisadora destaca que o melhor meio para que os filhos tenham uma alimentação correta e saudável é exatamente por meio do exemplo dos pais: as crianças irão se espelhar naquilo que presenciam os pais fazerem.

Já no caso da recusa que as crianças têm em relação a muitos alimentos, Luciana esclarece que não significa que ela não goste daquele alimento: “Algumas pesquisas indicam que é necessário oferecer o alimento entre 12 e 15 vezes até a criança decidir experimentá-lo. Mas isso deve ser feito apenas oferecendo e nunca pressionando para a criança comer”, finaliza.

Fonte: Agência USP de Notícias

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Produtos saudáveis e práticos que agradam as crianças

Proporcionar uma alimentação saudável para os filhos deve ser prioridade entre os pais. Porém, com a rotina de trabalho agitada, muitas mães não têm conseguido preparar todas as refeições da casa. A preocupação se torna ainda maior quando a família, geralmente por questões financeiras, não conta com a ajuda de uma funcionária, que poderia, por exemplo, ficar responsável pela preparação de almoço e jantar.

A boa notícia, porém, é que, com o mercado de alimentos crescendo sempre mais, é possível encontrar diversos produtos saudáveis, de preparação rápida e feitos especialmente para os pequenos. A Deep Freeze Congelados Caseiros, no Rio de Janeiro, por exemplo, oferece mais de 300 opções de alimentos, divididos em diversas categorias, com qualidade e sabor caseiro. Para a criançada, a marca acaba de lançar a linha semanal Kids, que oferece oito produtos:

- Mini-hambúrguer ao molho barbecue e fusilli com queijo;
- Carne moída, purê de batatas e arroz;
- Strogonoff de frango, batata-palha e arroz;
- Talharim à bolonhesa;
- Bolo de batata com carne;
- Arroz à grega;
- Filé de pescada à milanesa;
- Lasanha de peito de peru.

Os pedidos podem ser feitos por site (www.deepfreeze.com.br), televendas, ou nas lojas da cidade (Botafogo, Copacabana, Barra, Niterói e Tijuca).

Os produtos da marca duram cerca de seis meses no congelador. Para descongelar, basta retirá-los do freezer e colocá-los no micro-ondas ou forno convencional pouco antes de comer, e respeitar o tempo de aquecimento escrito nas embalagens.

Já para as famílias que dão preferência aos orgânicos, o Empório da Papinha (que possui lojas em diversas cidades) é o local ideal. Toda a linha de produtos é preparada com alimentos orgânicos – legumes, verduras, frutas, leguminosas e carne, entre outros – que, além de saborosos, são cultivados sem agrotóxicos, adubos artificiais ou modificações genéticas. Vale lembrar que são produzidos ainda promovendo a conservação do solo, da água, das plantas e dos animais, incentivando a redução do desperdício e da poluição. A empresa foi criada inicialmente para atender bebês a partir dos seis meses, mas hoje oferece opções para crianças e adultos.

O Empório da Papinha está em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador etc. E oferece, inclusive, serviço delivery. Acesse o site e se informe: http://www.emporiodapapinha.com.br/

Com essas sugestões, fica a nossa dica aos pais: é possível oferecer uma alimentação saudável e prática aos pequenos, sem deixar que as refeições da família caiam na rotina! 

Produto da Deep Freeze

Produto da Deep Freeze

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Como lidar com uma criança gulosa


Se seu filho só quer saber de doces, às vezes fica complicado decidir como limitar a ingestão desse tipo de alimento sem transformá-lo no fruto proibido que atrairá ainda mais interesse. Por outro lado, é importante que as crianças comam de forma saudável desde bem pequenas, para que não criem hábitos que depois serão ainda mais difíceis de mudar. 

"A alimentação da criança é reflexo direto da alimentação de sua família, por isso é fundamental que a casa tenha alimentos saudáveis, horários bem estabelecidos e petiscos e guloseimas apenas como exceção", afirma o pediatra Fábio Picchi, membro do Conselho Médico do BabyCenter.

Criança pode comer doce?

Permita sim que seu filho coma algo doce de vez em quando, de preferência como parte da sobremesa e depois de uma fruta. Você pode dar um pedaço de chocolate, duas bolachas não-recheadas ou um pouco de sorvete. Se ele pedir mais, seja firme e consistente, explicando que amanhã tem mais e que se ainda estiver com fome pode comer mais uma fruta. 

A chave é sempre oferecer primeiro uma sobremesa nutritiva, que contenha uma fruta e um ou mais dos seguintes ingredientes: ovos, leite, iogurte. 

Evite usar qualquer coisa doce como chantagem para fazê-lo almoçar ou jantar melhor, ou ainda como recompensa ou castigo por causa de algum comportamento. Isso só torna os alimentos açucarados ainda mais especiais e importantes do que a comida normal, em vez de uma parte comum do dia a dia. 

O que fazer quando ele pede algo do supermercado?

O melhor mesmo é nem levá-lo ao supermercado se existe uma preocupação com o que ele anda comendo, já que a própria distribuição dos produtos nas gôndolas de doces e bolachas é feita com o objetivo de atrair a atenção das crianças. Se não tiver com quem deixá-lo, procure oferecer alternativas nutritivas. 

O ideal é sempre ir ao supermercado depois das refeições, para que ele já esteja saciado, e avisar logo de cara que só vai poder escolher um item. 

Como seu filho ainda é pequeno para escolher sozinho, selecione você duas ou três coisas que considere aceitáveis e que saiba que ele gosta, e deixe-o pegar a que prefere. 

Como regra geral, limite a quantidade de doces à disposição em casa, estocando somente um tipo de bolacha e um sabor de sorvete, por exemplo. E não deixe de se abastecer com lanchinhos saudáveis (veja exemplos abaixo). Procure ler rótulos e embalagens, porque alimentos aparentemente saudáveis, como barrinhas de cereais ou sucos de caixinha, muitas vezes contêm grandes quantidades de açúcar.

Quais são as alternativas nutritivas para sobremesa ou lanche da tarde?

  • Iogurte sem açúcar misturado com fruta ou com uma colher de mel
  • Vitaminas feitas com fruta e leite ou fruta e iogurte
  • Salada de frutas bem cortadinhas
  • Fatia de bolo caseiro de banana, laranja ou cenoura
  • Torrada de canela (torre um pão de forma integral e depois passe um pouquinho de manteiga ou margarina e polvilhe levemente com açúcar e canela
  • Bolacha de aveia
Via BabyCenter

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Viagens com crianças (1 a 3 anos)


O que você precisa saber

A partir de mais ou menos 1 ano e meio, os bebês costumam gostar de olhar para novas paisagens e ver novidades, mas até mesmo a criança mais extrovertida do mundo pode ficar nervosa e desconfortável por estar em um ambiente diferente. Ajude seu filho a se adaptar reservando um momento tranquilo só de vocês dois durante a própria viagem ou assim que chegarem a seu destino.

Procure levar alguns brinquedos, bichos de pelúcia, "paninhos" ou quaisquer objetos familiares de casa para auxiliá-lo a se aclimatar.

Por mais que dê vontade de fazer aquela viagem cheia de passeios que você e seu marido vinham adiando por causa da gravidez, considere ir para um local onde não precise ficar o tempo todo dizendo "não" para seu filho. Escolha um lugar que conte com áreas para crianças brincarem em segurança, assim ele se diverte e você não vai precisar ficar com o coração na boca o tempo todo.

Saúde e segurança

• Ao chegar, faça uma inspeção no quarto: em hotéis, verifique se o frigobar é baixo demais e ele conseguirá tirar alguma coisa de dentro; cheque se a porta para a varanda é fácil de abrir; cuidado com as tomadas.
• Inclua chapéu e protetor solar específico para crianças na mala, assim como travesseiro e cobertor, se seu filho usá-los.
• Se for viajar de carro, vale a pena comprar uma daquelas telas ou cortinas que encaixam na janela de trás para que o sol não incomode os olhos e a pele da criança. Ou então improvise uma cortina com uma fralda de pano.
• Veja nossa lista de remédios e itens de emergência para ter certeza de que tem o que for necessário para lidar com pequenas situações médicas durante a viagem.
• Lembre-se de que crianças de até 7 anos e meio têm que usar a cadeirinha do carro no banco de trás do veículo. Antes de sair, confirme se seu filho está bem colocado na poltrona e se o cinto que a prende não está frouxo.

Alimentação e sono

• Embrulhe algumas opções de lanchinho para aquela fome que bate no meio da viagem: inclua frutas como banana ou maçãs, uma bolachinha de leite e algo para beber.
• Coloque na bagagem babadores também, assim você evita muitas trocas de roupa por dia.
• Caso seu filho ainda durma no berço, não se esqueça de avisar ao hotel ou pousada com antecedência, na hora da reserva, para não correr o risco de chegar lá e não ter onde colocá-lo. Outra opção, se você tiver, é levar um daqueles berços desmontáveis.

Dica: Tenha sempre guardados em algum lugar saquinhos de plástico. Eles são um ótimo quebra-galho para aquela fralda suja que não tem onde jogar ou para uma camiseta toda lambuzada de sorvete.

Passatempos

Além de alguns brinquedos já conhecidos do seu filho, inclua alguns itens novos (pode até ser frascos de margarina ou xampu limpos) na mala. Livrinhos ou a música que a criança costuma ouvir na hora de dormir também servem como aliados na ambientação a um novo lugar.
Para quebrar a monotonia da viagem, surpreenda seu filho com um pacotinho embrulhado com uma novidade. Faça também muitas paradas (se estiver de carro) para evitar choro e mau comportamento de quem está entediado.

Equipamentos

Veja o que pais e mães acostumados a viajar com crianças pequenas sugerem tanto durante o trajeto como na chegada ao destino.

• Um carrinho bem leve e fácil de desmontar e carregar.
• Um canguru para colocar a criança nas costas ou junto ao peito.
• Sacola menor e separada para levar as coisas das crianças durante passeios e saídas (e que, de preferência, inclua um trocador plastificado).
• Troca de roupa completa para a criança e camiseta extra para os pais.
• Para os menorzinhos, berço desmontável ou cercadinho.

Fonte: BabyCenter

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ceia Infantil de Natal

Os pequenos não precisam ficar de fora da diversão gastronômica desta data tão típica. Com alguns cuidados e as comidinhas certas, as crianças vão curtir tanto quanto os adultos.

Para crianças de 6 meses até 1 ano, é possível criar papinhas usando ingredientes típicos dessa época. “Todos trazem algum tipo de benefício”, diz a nutricionista Karine Durães, criadora do site Nutricionista Infantil. “O peru, por exemplo, tem triptofano, aminoácido precursor da serotonina, substância que age no cérebro, promovendo bem-estar  e sono profundo. O peito do chester é rico em proteína e fácil de usar em sopinhas”, sugere. Atenção apenas com os temperos. É melhor usar as carnes sem gorduras e antes de estarem prontas para os adultos. E por conta de alergias, prefira deixar o bacalhau para depois de um ano. O arroz com frutas cristalizadas é supernutritivo, fonte de carboidrato e geralmente cai no gosto dos bebês.

Outra dica é priorizar as frutas da época. O damasco, usado em papinhas doces, é fonte de ferro e fibras, e a uva passa garante o consumo de potássio. Aproveite o Natal para apresentar novidades que aparecem na mesa da ceia, como cereja, lichia e ameixa. “Já é de nossa cultura montar aquela linda mesa de frutas. Isso pode virar uma saladinha ou sucos incríveis!”, diz Melissa Lippe, nutricionista infantil do site Renutrir.

Quando a criança tem entre 1 e 2 anos, você já pode introduzir as castanhas, as nozes e oleaginosas em geral. “Elas são ricas em vitamina E, gordura boa, minerais como selênio, que auxiliam no desenvolvimento cognitivo da criança, e garantem uma boa dose de energia”, explica Karine. Mas, só ofereça se a criança não tiver nenhum histórico de alergia e cuidado redobrado com engasgos! Nessa fase a garotada também pode experimentar pequenas porções dos doces típicos, mas prefira algo bem leve, como a mousses. As frutas secas também são ótimas fontes de fibras, vitaminas e minerais.

A partir dos dois anos, a criança já pode comer de tudo, mas não esqueça de montar um prato equilibrado, com todos os grupos alimentares. Evite carnes cruas ou mal passadas, assim como a maionese caseira, para evitar risco de contaminação alimentar e temperos muito fortes.

Bebês de 6 meses a 1 ano, por exemplo, não devem comer açúcar. “Trata-se de uma caloria vazia, sem nutrientes, e seu consumo precoce está ligado ao do desenvolvimento de doenças crônicas como o diabete, além de atrapalhar a educação alimentar da criança, que possivelmente preferirá esse sabor em detrimento dos demais”, explica a nutricionista Karine. Excesso de sódio, como em receitas com bacalhau, embutidos ou sementes oleaginosas salgadas, também devem ser ignoradas por essa faixa etária, com o risco de sobrecarregar o rim da criança. Depois de um ano, o maior cuidado é com as frituras, não só pelo excesso de calorias, mas Também para evitar o risco de dor abdominal ou azia na criança.

E como montar um prato saudável para a criança no Natal? É fácil. Siga o seguinte esquema: uma fonte de carboidrato, como arroz, batata, farofa, mandioca; uma fonte de legumes, como cenoura, chuchu, abobrinha ou um pouco de  salpicão (com cenoura e salsão); uma fonte de verduras, como folhas verdes; uma fonte de proteína, como peru, chester, lombo; uma fonte de leguminosa, como lentilha. De sobremesa, uma fruta ou uma porção pequena de outros doces, se a criança for maior do que 1 ano.

 Alguns exemplos de pratos: arroz com grãos ou com algum vegetal, os legumes do salpicão (feitos separados para a criança, sem a adição da maionese), uma carne desfiadinha (o peru ou chester, que costumam ser menos gordurosos e condimentados que o pernil e o lombo), frutas cristalizadas (para os maiores), uma farofinha leve (sem bacon) e muitas frutas e sucos.

“Os bebês de até 1 ano podem saborear um arroz empapado, os vegetais bem molinhos e amassados com garfo e o peru desfiado”, sugere a nutricionista Daniela Cyrulin, do site Nutri & Consult.
Os pequenos também precisam evitar exageros com os doces! Segundo os especialistas, crianças abaixo de 1 ano não devem consumir açúcar. Para elas, ofereça as frutas da época em forma de papinhas ou sucos. Após 1 ano, já podemos oferecer uma pequena porção de sobremesa, mas nada muito elaborado. E prefira os doces feitos à base de frutas. “O consumo de açúcar na infância deve ser controlado não só por uma questão de prevenção da obesidade infantil, cáries e diabete, mas também por uma questão de consciência alimentar mais saudável. A educação nutricional se bem feita desde a primeira infância, trará frutos duradouros”, diz a nutricionista Melissa.

Mesmo o Natal sendo uma data festiva, criança é criança e sente fome! O dia já será cheio de excitações pelos presentes e amigos em casa e ninguém vai querer somar a falta de comida a isso e acabar com uma criança faminta e irritada. O melhor é organizar os horários e fazer uma pequena refeição antes do horário previsto para a ceia, à meia-noite. Cuidado para que a garotada não fique beliscando o tempo todo e acabe sem apetite no jantar. E use o bom senso. Se a garotada comer bem nesse lanche, a ceia provavelmente será menor.

Via Bebe.abril

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Conhecendo melhor as mães americanas


O mais fascinante de morar fora do seu país é aprender outra cultura, criar novos amigos, e ver como o mundo é diferente! Acho que temos o hábito de enxergar outras culturas sempre comparando com a nossa, mas quando nos abrimos para o aprendizado, adicionamos muita coisa, principalmente como mãe. Por isso, hoje vou falar da Katie, 33 anos, americana, do estado de Nova York.

Conheci a Katie há um ano, a filha dela Evelyn, coincidentemente nasceu no mesmo dia do meu filho Renan. Ela é casada com um brasileiro, Ica, e está grávida do segundo filho.

Hoje vou falar como foi o parto da Evelyn e o que ela está reaproveitando da primeira gravidez para o seu segundo filho, que vai ser um menino.

A Evelyn, hoje com 2 anos, nasceu de 41 semanas  e o trabalho de parto foi induzido, durando 30 horas. Apesar de aplicada a peridural, ela sentiu muita dor por uma combinação de fatores.  Um deles foi o fato de que a Evelyn, apesar de estar virada para baixo, estava com o rosto virado para a barriga ao invés de para as costas como é de costume. Por isso, o trabalho de parto foi tão longo.

Evelyn foi um bebê que mamou de 3 em 3 horas, foi amamentada naturalmente pela mãe e com 2 meses precisou de complemento à noite, esse misturado ao leite materno na mesma mamadeira. Depois disso, começou a dormir 8 horas por noite e a papinha começou aos 4 meses.

Uma das coisas da gravidez passada que já está no quarto do futuro bebê é o mobile Precious Planet  da “Fisher Price”, com controle remoto e projetor. Ele projeta a imagem em um guarda-chuva, onde fica mais fácil para os bebês pequenos focarem e depois que cresce, o guarda-chuva é retirado e a imagem é projetada no teto. Tudo isso com musiquinha!

Mobile Precious Planet Fisher Price – USD54.99 – www.amazon.com (entrega no Brasil)

Outro produto bacana, é o umidificador de ambiente em forma de elefante da marca “Crane”, que é super silencioso e ajuda o bebê a respirar melhor.
Crane Elephant Humidifier – USD45.99 – www.toysrus.com (entrega no Brasil)
Uma das coisas que me apaixonei, foi o berço que está no quarto do casal. Ele está há gerações na família da Katie, onde ela dormiu, Evelyn dormiu e agora o bebê vai dormir nos primeiros meses. Dentro, ela já colocou o Sleep Positioner da marca “First Years”, que ajuda o bebê a se sentir seguro. O material é lavável, macio e com circulação de ar.

First Years Air Flow Sleep Positioner – USD15.98 – www.kohls.com (não entrega no Brasil)

Por último, adorei o Udder Cover que ela me mostrou. Ele é parecido com um avental e feito para as mamães terem privacidade ao amamentar. O material é de algodão e as estampas são bem modernas.
Udder Covers – USD17.95 -  www.uddercovers.com (não entrega no Brasil)  ou www.amazon.com
O grande dia está se aproximando e agora começam os últimos preparativos. Pedi para a Katie me avisar quando for arrumar a mala da maternidade para podermos ver o que tem de diferente. E depois, acho que vamos finalmente descobrir o nome do bebê.

Aguardem!!!

Por: Paula Aloy - Correspondente da Petit Polá nos Estados Unidos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Amor não é biscoito


Como tem sido difícil para muitas mães ensinar aos filhos a importância da boa alimentação. Há pouco tempo para preparar a comida em casa, para estar com os filhos nos horários das refeições, para fazer o lanche que levarão à escola etc.

No mundo da velocidade, ensinar a criança a comer e a conviver com a família em torno da mesa tem sido tarefa quase impossível.

Precisamos reconhecer: a oferta de porcarias deliciosas dirigidas às crianças está muito grande. E esses alimentos são muito, muito sedutores. Lanches dos mais variados tipos, biscoitos coloridos com ou sem recheio, salgadinhos crocantes de todos os formatos e cores, frituras mil, chocolates, refrigerantes e muitos, muitos doces.

Temos tentado resolver essa questão principalmente porque a saúde infantil tem reclamado. Sobrepeso e obesidade, hipertensão, taxas altas de colesterol, doenças do aparelho digestivo e distúrbios alimentares --problemas antes restritos ao mundo adulto-- agora marcam presença na vida de muitas crianças.

Em função desse panorama, vários Estados brasileiros já elaboraram leis para obrigar cantinas escolares a vender exclusivamente alimentos saudáveis e proibir a comercialização de itens gordurosos e industrializados, por exemplo.

Muitas escolas também já começam a oferecer alguns recursos para colaborar com o enfrentamento do problema: contratam nutricionistas, oferecem lanches balanceados, orientam pais e professores, realizam atividades culinárias com as turmas e abordam o tema da alimentação com seus alunos.

A questão é difícil tanto para as famílias quanto para as escolas. Afinal, como ajudar a criança a aprender a comer bem? Vamos tentar localizar alguns focos dessa questão.

O relacionamento entre pais e filhos mudou muito nas últimas décadas. Uma dessas mudanças foi radical: os pais têm receio, hoje, de perder o amor de seus filhos. Antes era o oposto: os filhos obedeciam por medo de perder o amor dos pais.

Dá para entender essa virada: em um mundo de relacionamentos afetivos extremamente frágeis, precisamos ter a garantia da permanência de alguns vínculos. Numa época em que o prefixo "ex" se multiplica na frente de palavras como marido, sogra, cunhado etc., nada como tentar assegurar que o bom relacionamento com os filhos permanecerá.

O problema é que isso tem se concretizado de maneiras equivocadas. Uma delas é a atitude de muitos pais de tentar dar ao filho tudo o que ele quer.

E o que a criança quer comer? Aquilo que achamos gostoso e que oferecemos a ela justamente por esse motivo. Vamos falar a verdade: queremos que as crianças se alimentem bem por questões de saúde, não é verdade? Mas elas logo percebem que o que lhe oferecemos porque consideramos gostoso não coincide com o que queremos que comam porque faz bem.

A mãe de uma garota de menos de dois anos me disse que estava bem difícil fazer a filha almoçar, porque ela só queria biscoito.

Perguntei à essa mãe como a criança descobrira os tais biscoitos e ela me respondeu que ela mesma é que havia introduzido esse alimento em casa. "Por que eu deveria privar minha filha de comer coisas gostosas? Eu só não sabia que ela iria gostar tanto a ponto de passar a recusar as refeições."

E devo dizer: essa mãe permite que a sua filha substitua o almoço e o jantar por biscoitos. "Vou deixar que ela chore de fome?", perguntou ela.

A maior parte das dificuldades alimentares de uma criança tem, portanto, origem no tipo de relação que seus pais estabelecem com ela e também com as escolhas que nós, adultos, fazemos do que consideramos gostoso. É ou não é?

Por: Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação.