Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendendo o ABC

Meu filho Renan, assim como todo irmão mais novo que tem o irmão mais velho sendo alfabetizado, tem uma curiosidade e vontade enorme de já estar escrevendo. Lembro quando eu era criança... geralmente o irmão mais novo era cobaia para brincar de escola, onde os mais velho era o professor e assim sempre acabavam aprendendo alguma coisa. Hoje em dia, essa brincadeira ainda é uma delícia, só que alguns brinquedos acabam ajudando no aprendizado pré-alfabetização.


Com apenas 2 anos, Renan já mostrava interessem vários brinquedos que a Manoella usava para escrever, e agora, perto dos 3 e mais esperto, ele tem os preferidos. E é impressionante como evoluiu!

O primeiro é o Leap Frog Scribble and Write, onde a criança tem uma canetinha que usa para traçar as letras. Há 4 tipos de jogos: o primeiro o computador traça desenhos usando linhas e estimula a criança a usar a caneta. O segundo e o terceiro, a criança já aprende a traçar as letras maiúsculas e minusculas. E o quarto, o computador desenha a letra e a criança tem que adivinhar no teclado qual é.

Leap Frog Scribble and Write – USD24.99 – www.toysrus.com (entrega no Brasil)

O segundo joguinho é o Vtech Slide & Talk Smart Phone, perfeito para as crianças que amam pedir o celular dos pais, já que ele o imita. Ensina letras, números e a ordem. O pequeno pode também brincar de ligar no telefone e escrever mensagens de texto para quatro amigos que estão na agenda telefônica.
Vtech Slide & Talk Smart Phone – USD14.99 – www.barnesandnoble.com (entrega no Brasil)

E o terceiro também é da Vtech, o Alphabet Apple, e esse é o que tem mais tipos de jogos e o que Renan demonstrou mais interesse: ensina as letras, características e a descobrir a letra dos animais pelo som que ele faz. Além disso, tem música e um relógio que ensina a criança a ver a hora!
Vtech Preschool Learning Alphabet Apple – USD29.99 – www.amazon.com (entrega no Brasil)

O mais interessante desses brinquedos é que estão no mercado há algum tempo, mas se tornaram tão populares que foram relançados um pouco mais modernos. E quem ganha são os nossos pequenos curiosos!

Por Paula Aloy - colaboradora da Petit Polá nos Estados Unidos

terça-feira, 4 de junho de 2013

Crianças reféns da tecnologia


Quem tem mais de 25 anos talvez tenha notado o quanto sua infância foi bem diferente da de hoje. Brincadeiras comuns daquela época, como pega-pega, queimada ou qualquer atividade coletiva saíram de moda. A tecnologia contribuiu radicalmente para a mudança no comportamento infantil. O que se vê hoje é uma legião de crianças isoladas em seus “mundinhos”, entretidas com aplicativos eletrônicos e desinteressadas pelas coisas reais.

O norte-americano Jim Taylor, PhD em psicologia, é um crítico ferrenho da influência tecnológica no mundo infantil. Ele analisou a relação criança x tecnologia e lista os prejuízos causados pelo excesso de tecnologia nos primeiros anos de vida do pequeno.

Uma das constatações do médico: a geração atual de criança está menos altruísta. Ou seja: menos preocupada em ajudar ou oferecer coisas boas ao próximo (altruísmo). Simples: o profissional constatou que as crianças atuais ficam conectadas por horas no computador, no videogame, celular e outros aplicativos, deixando de lado interesses de terceiros.

As crianças também estão deixando de desenvolver a empatia, instrumento fundamental para a construção de amizades e confiança.

“A tecnologia parece estar minando o desenvolvimento das crianças nesses relacionamentos fundamentais nesta fase de vida. Tem havido aumento grande no narcisismo e declínio na empatia entre os jovens. Embora não podemos atribuir uma relação direta com a tecnologia, é nítido que o surgimento de novas mídias e o maior alcance junto à cultura popular trouxeram prejuízos”, relata Jim Taylor.

Quando a criança está entretida com seus joguinhos eletrônicos, ela não quer saber o que acontece ao seu redor, sendo indiferente aos assuntos de casa. Uma cena comum em recreio de colégios nos tempos atuais é a de várias crianças em silêncio, sentadas uma ao lado da outra, sem qualquer interação, mexendo rapidamente os dedos diante de pequenas telas.

Uma criança que não desenvolve a relação interpessoal pode se tornar um indivíduo inseguro e despreparado para enfrentar pressões, provocações e situações adversas.

O distanciamento de atividades físicas também aumenta o risco de obesidade.

Como enfrentar esse problema real (e virtual) - Não há como vetar a tecnologia ou querer que tudo volte como era 25 anos atrás. A tecnologia existe e pode ser benéfica caso seja bem usada. A questão é como evitar que seu filho também se torne um refém de aplicativos eletrônicos.

Estabeleça limites SEMPRE. A criança precisa saber que existe regras e horários para uso. Evite facilitar o manuseio de aparelhos tecnológicos. Não leve à mão da criança cada tecnologia nova lançada. Estimule a prática de exercícios físicos. Lembre-se que os filhos veem os pais como seus ídolos e heróis.

É cada vez mais comum pais ligarem o laptop com desenhos infantis em frente ao bebê enquanto fazem refeição "em paz" por alguns minutos. O pequeno fica hipnotizado, imóvel, dentro do carrinho de bebê enquanto assiste ao desenho. Perguntas: vale introduzir a eletrônica tão cedo na vida do filho? Será que não há um passatempo mais comunicativo e interessante para apresentar? Você se sentirá culpado caso seu filho anos mais tarde venha a ficar horas à frente da TV como foi ensinado logo quando ele era pequenininho?

É importante frisar que as crianças da nova geração são vítimas e não vilãs. Cabe aos pais impedir que seu filho seja uma pessoa que só funciona quando está “plugada”. Pense duas vezes antes de entupir seus filhos de joguinhos e coisas do gênero. Reúna força para dizer “não” e invista no oferecimento de práticas mais saudáveis e humanas.

Via Guia do Bebê

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Criando filhos Inbox



Lendo o jornal de ontem, não pude deixar de lembrar da conversa da última festinha de aniversário. Enquanto as meninas brincavam e dançavam, as mães papeávamos sobre as viagens que fizemos e as que vamos fazer, sobre a virose parecida com a dengue que anda rondando a cidade, sobre... Até que o assunto se instalou: a adolescência de hoje é muito mais preocupante do que uma geração atrás. Será?

A capa do Segundo Caderno do Globo deste domingo fala sobre a versão para o cinema de “Confissões de adolescente”, a peça de Maria Mariana que foi um enorme sucesso na década de 90, virou livro, seriado e que agora chegará à tela grande pelas mãos de Daniel Filho. Na matéria, uma das jovens atrizes diz a Rodrigo Fonseca que “em qualquer época, em qualquer lugar do mundo, os sentimentos típicos da adolescência são os mesmos, ainda que a internet hoje tenha tornado as descobertas mais fáceis”. Será?

Uma das mães da festinha, que também tem um filho de 15 anos, dizia-se assustada com a liberalidade das famílias. Manifestava seu incômodo com as idas e vindas de táxi noite afora, as bebedeiras, as brincadeiras de cunho erótico... Eu, que sou apenas oito anos mais nova do que ela, me lancei em meu esporte favorito: discordar. Argumentei que essas eram questões que já tiravam o sono da minha mãe, e o da mãe da minha mãe. Estamos sempre assustados com as mudanças que as novas gerações nos impõem.

Mas reconheço um dado novo na turma que está chegando e para qual, desconfio, não estamos de todo preparados: a internet. E aí discordo, de novo. Dessa vez das aspas da entrevistada: ainda que os sentimentos e conflitos sejam semelhantes – jamais iguais – a tecnologia inaugurou uma forma de se relacionar que se dá em outra proporção. E é isso que me inquieta. E me preocupa.


Se, imagino, é reconfortante para uma mãe entrar no Face às 2 da manhã e ver que o Júnior acabou de adicionar, próximo à Lagoa, a gatinha (ainda se fala assim?) que ele acabou de pegar numa festa de 15 anos, e isso dispensa um telefone para saber onde, como e com quem o filho está, por outro lado essa exposição de nossos vidas banaliza nossa intimidade.


Como ensinar aos adolescentes que nossos filhos serão o sentido dessa palavra se nós mesmos colocamos em rede internacional o primeiro banho, a primeira vez que comeram papinha, os primeiros passos, o primeiro corte de cabelo, o primeiro dia na escola? Como convencer Mariazinha de que seu primeiro beijo e sua primeira transa não são, ou não deveriam ser, assunto para os amigos dos amigos, se sua história pode ser contada pelo álbum de fotos no perfil do pai? Como explicar para Juju que é perigoso colocar o número do celular e o endereço da casa em Búzios no status da melhor-amiga-que-ela-conheceu-ontem-à-noite, se a mãe orgulhosa posta que ela é aluna do Colégio Tal, da turma A,do turno da manhã, da professora Maricota?

E ainda tem mais. A frase que a minha mãe rezava feito uma ladainha para mim a cada vez que tinha de me dizer um não vem a calhar: “Eu confio em você, não confio é nos outros”. Sim, porque eu posso ter todos os cuidados do mundo para ensinar para as minhas filhas o valor da palavra privacidade e isso de nada adiantará se um namoradinho resolver que não há problemas em dividir suas impressões sobre elas com os amigos – coisa que os meninos fazem desde que o mundo é mundo. O problema é que a rodinha aumentou. Lembro apreensiva da entrevista que fiz com mãe e filha depois que um vídeo da primeira vez da garota foi parar na internet, gravado pelo celular do ficante. Isso foi oito anos atrás...

Precisamos refletir sobre as fronteiras que separam as esferas pública e privada. Enquanto pensamos, torço para que as minhas filhas estejam sempre em boas mãos. E que essas mãos nunca estejam ocupadas “textando” o que as meninas estiverem fazendo. De certo e de não tão certo assim.

Em tempo: os nomes são todos fictícios, obviamente. As histórias não, incrivelmente.

Por Tatiana Clébicar - colaboradora da Petit Polá no Rio de Janeiro

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Eu, meus filhos e meus Apps


Acho que como muitas mamães de hoje, me preocupo com a quantidade de horas que as crianças querem ficar em frente a TV, iPads, iPhones ou qualquer outro aparelho eletrônico.

Adoro estimular a imaginação dos meus filhos com livros e pinturas, mas apesar da afirmação acima, na minha vida também existem aplicativos, que são usados em ocasiões especiais.

E a minha ocasião especial vai acontecer essa semana: viajo sozinha com meus dois filhos em um voo de quase 7 horas, em um avião que não tem opção de televisões individuais e a chance de ficarem entediados é enorme!

É ai que entra meu amigo iPad. Para essa viagem, instalei todos os jogos do Toca Boca, que são criativos e interessantes, tanto para a Manu com 5 anos, como para o Renan com 2 anos. Alguns deles são de graça, outros não passam de USD5.99. O legal é que a maioria deles ensina uma mensagem legal no final. Alguns exemplos são:

Toca Hair Salon – esse foi o primeiro jogo que conheci e tem também a versão Toca Hair Salon 2 e Toca Hair Xmas (onde Papai Noel ou a Árvore de Natal são os clientes). É um salão onde seu filho escolhe o cliente que vai cortar o cabelo, e com isso, corta, pinta, passa chapinha, secador, lava, passa shampoo e tudo mais que ele quiser inventar!



Toca Kitchen - as crianças escolhem o personagem e brincam com as comidinhas que cozinham e servem. No final, o personagem gosta ou não, pois dependendo da criança, vai limão na frigideira e carne no liquidificador. Hilário!


Toca Store - é uma lojinha onde os pequenos escolhem os produtos que vão vender, pagam com as moedinhas, empacotam e ganham o recibo da compra com o preço de cada produto.


Toca Birthday Party – o jogo se passa em uma mesa de aniversário. A criança escolhe o bolo, dá presente, apaga as velhinhas, serve os pratos, abre o presente....e no final....arruma a mesa e coloca a louça para lavar! 


Toca Doctor – aqui seu filho é o médico e tem que solucionar 4 problemas do paciente que chega no consultório. Os problemas são simples, desde farpas na mão, limpar um machucado no joelho, colocar o bandaid, colocar colírio nos olhos e até catar piolho. Coisas que já podem ter acontecido com eles ou com algum amiguinho!


Toca House – um prédio onde as crianças ajudam os moradores de um prédio a cuidar do jardim, colocar as cartas na caixa de correio correta, passar roupa, lavar pratos, aspirar o chão, colocar lenha na fogueira, entre várias outras atividades que, de forma divertida, mostram como devemos sempre cuidar do nosso lar.


Toca Band – é um palco onde o seu filho escolhe 7 artistas para tocarem, podendo trocar de artista e descobrir a variedade de sons que eles podem combinar.


A escolha do App deve ser sempre feita com cuidado pelos pais, e como pesquiso muito, conheço vários bacanas, que estimulam e ensinam. 

Hoje em dia não tem como fecharmos os olhos para essa tecnologia fantástica, mas devemos ter cuidado com o tempo que nossos filhos dedicam a ela. No meu caso, virou meu plano B, quando crayons e livrinhos não estão disponíveis e sozinha morando em outro país, já me ajudou muito em restaurantes, manicures e agora, na minha viagem!

Por Paula Aloy - colaboradora da Petit Polá nos Estados Unidos