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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

SÉRIE MAMÃE EM FORMA


3 - Não tem 'personal' melhor do que criança pequena

Esticar e emagrecer parece ter se tornado a especialidade da apresentadora Angélica, 38. Ela posou para revistas de dieta nove meses depois da primeira gravidez e cinco meses após a segunda.

Foto: Simone Marinho
"O segredo é não ganhar muito peso na gestação", contou à Folha. Na gravidez de Joaquim, engordou dez quilos. Na de Benício, 13. "É mais difícil voltar ao peso depois da segunda gravidez."


Mas Angélica acredita que ter filhos em casa já é uma ginástica: "Não tem melhor 'personal trainer' do que crianças correndo e a gente correndo atrás delas", diz.

A jornalista Myrian Clark concorda. Teve gêmeos na primeira gravidez e descobriu que os bebês eram tão eficientes quanto uma academia. Na segunda gravidez consultou um professor de educação física para sistematizar sua ginástica materna.

"Ele me ensinou a contrair a barriga enquanto empurrava o carrinho, a manter a postura correta na hora de carregar o bebê, coisas que a gente repete tantas vezes ao dia que são de grande ajuda."

A experiência de Clark está no livro "Em Forma Com Seu Bebê" (Panda Books). "Depois de ter filhos a gente quer passar o tempo todo com eles; minha solução foi incluí-los nos exercícios", diz.

Segundo o obstetra Paulo Nowak, quem não teve complicações no parto normal pode voltar a se exercitar em duas semanas. Já o resguardo da cesariana é de 40 dias.

Depois é aconselhável fazer alguma atividade leve com acompanhamento médico. É que nos seis primeiros meses de maternidade, a pressão arterial precisa ser vigiada na atividade física, que não deve ser feita no calor.

Atenção também para o ganho "mágico" de flexibilidade: "Por conta da relaxina, hormônio que amolece as articulações pélvicas e dá flexibilidade para o parto, as mães costumam alcançar maiores amplitudes de movimento, mas se o músculo não está preparado para tanto alongamento isso pode gerar lesão", alerta a personal trainer Cloe Celentano.

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SÉRIE MAMÃE EM FORMA

2- Cirurgia plástica após o parto, pode?

A publicitária Amanda Agostini, 28, com a filha, Lara, de três meses. Foto: Letícia Moreira/Folhapress
Quem engravida depois dos 35 pode encontrar mais dificuldade para voltar ao peso anterior. Mulheres que deram à luz ao primeiro filho lá pelos 20 anos e voltam a engravidar depois dos 30 costumam sentir a diferença.

Como Lucila Figueiredo, 39. Teve seu segundo filho há um ano e dois meses e ainda não recuperou a forma. "Engordei 17 quilos na gravidez, nunca me senti tão imensa." Ela, 1,60 m, pesava 70 quilos quando engravidou.

"Na gestação mantive os meus hábitos. Nunca fui de comer porcarias, frituras, mas uma segunda gravidez com 38 anos contribuiu para ganhar tudo isso de peso." Quando teve a primeira filha, aos 29, engordou nove quilos.

"Não fiz e não faço atividade física. Durante a amamentação perdi dez quilos. Passei o ano oscilando entre 75 e 77 quilos até que, em dezembro, resolvi encarar uma dieta. Até agora perdi dez quilos", conta Lucila.

RISCO AUMENTADO

Uma lenda urbana que circula entre novas mães diz que celebridades saem da mesa de parto diretamente para a mesa de lipoaspiração.

O procedimento, embora não seja ilegal, é de alto risco. O organismo leva seis semanas para voltar ao normal depois do parto. Nesse período, a mulher ainda tem anemia relacionada ao sangramento do parto e seus hormônios ainda não voltaram ao normal, o que pode influenciar na coagulação. Coração, fígado e rins ainda estão se recuperando da sobrecarga da gravidez.

"Tudo isso gera um risco aumentado para a anestesia e para a cirurgia", explica o obstetra Paulo Nowak. Para o médico, a lipo só deveria ser feita depois do desmame.

"A amamentação interfere na liberação hormonal, o que gera impacto na coagulação e eleva muito o risco de trombose", afirma o médico.

Recuperar a boa forma ajuda a ter a resistência física necessária para carregar o bebê e todo o aparato que surge junto com ele. A ansiedade em relação a isso, no entanto, pode se transformar em inimiga da nova mãe.

A pressa para voltar ao peso é uma "loucura descabida", na opinião da nutricionista Andrea Santa Rosa. "A indústria da imagem tem gerado desequilíbrio na cabeça das mulheres. Em vez de criar laços com o filho, muitas ficam com a obsessão de aparecer magras na foto. É focar no ponto errado. Nessa fase, o corpo diz para a mulher que é hora de focar na cria", diz.

Ela destaca ainda a importância do parto normal no processo de volta à forma: "Já passei por ambos; é inegável que o natural ajuda a mulher a se recuperar mais cedo".

Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Conhecendo melhor as mães americanas

2 - Mala de Maternidade


Hoje vou falar da mala da maternidade da Katie, a mamãe americana que está grávida do seu segundo bebê e está me mostrando várias novidades. Como mãe de dois filhos, senti saudades dessa época maravilhosa e vi que aqui, também se curte preparar a tão conhecida mala da maternidade.
www.carters.com – 2 pack Blankets – USD20.00
Halloween Hat – USD15.00 (entrega no Brasil)
Como nosso pequeno, que só vamos saber o nome no dia que nascer, nasce próximo ao Halloween (Dia das Bruxas), adorei a escolha do gorrinho laranja com cara de abóbora, já entrando no clima. Junto, o pijaminha atoalhado, um conjuntinho de calça e casaquinho para sair da maternidade, e dois cobertores de algodão. Tudo da marca Carters. Um dos meus favoritos é o Baby Gown, ele lembra as roupinhas de recém-nascidos de antigamente, bem vintage. É igual a um macacão, muito confortável para o bebê dormir, pois pode se espreguiçar à vontade.
www.carters.com – baby gown set of 2 –
USD20.00 (entrega no Brasil)

























Como o bebê vai nascer no outono, que por aqui já é frio, Katie comprou o JJ Cole Original Bundleme. Consiste em uma capinha que é adaptada ao bebê conforto ou ao carrinho, e o bebê sai do hospital para o carro bem quentinho. Perfeito para passear com o bebê no inverno.                                                               

www.amazon.com – JJ Cole Original Bundleme – USD42.95 (entrega no Brasil)
Para ela, comprou um conjunto de calça e casaquinho da linha de maternidade da Old Navy, sapatilhas da marca Isotoner que são conhecidas pelo solado extremamente macio, e a bolsa Miller Bag da marca Vera Bradley, que é linda, macia e serve tanto para colocar as coisas como para usar depois.

Todos os cremes, shampoo, condicionador, desodorante, ela comprou no Target, na parte de viagem, onde se encontram nossas marcas favoritas em tamanhos menores para viagem.

Por último, protetores de seio e pomada da famosa marca Lansinoh, para auxiliar na amamentação.

www.totes-isotoner.com – Isotoner Slippers – USD22.00
www.verabradley.com – Miller Bag – USD85.00 (não entregam no Brasil)
www.toysrus.com – Lansinoh Disposable Nursing Pads – USD10.99
Lansinoh Breast Cream – USD12.99 (entrega no Brasil)
Katie está de mala pronta, entrando na 38ª semana, e um sorriso radiante no rosto, daqueles que só nós, mulheres prestes a serem mães, conseguimos dar! Minha lição da semana é na verdade um acréscimo a algo que eu já sabia. Gerar um filho é algo mágico, algo que nos modifica para sempre, nunca mais somos as mesmas depois da maternidade. E isso, é em qualquer lugar do mundo. 

Por: Paula Aloy - correspondente da Petit Polá nos Estados Unidos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Amor não é biscoito


Como tem sido difícil para muitas mães ensinar aos filhos a importância da boa alimentação. Há pouco tempo para preparar a comida em casa, para estar com os filhos nos horários das refeições, para fazer o lanche que levarão à escola etc.

No mundo da velocidade, ensinar a criança a comer e a conviver com a família em torno da mesa tem sido tarefa quase impossível.

Precisamos reconhecer: a oferta de porcarias deliciosas dirigidas às crianças está muito grande. E esses alimentos são muito, muito sedutores. Lanches dos mais variados tipos, biscoitos coloridos com ou sem recheio, salgadinhos crocantes de todos os formatos e cores, frituras mil, chocolates, refrigerantes e muitos, muitos doces.

Temos tentado resolver essa questão principalmente porque a saúde infantil tem reclamado. Sobrepeso e obesidade, hipertensão, taxas altas de colesterol, doenças do aparelho digestivo e distúrbios alimentares --problemas antes restritos ao mundo adulto-- agora marcam presença na vida de muitas crianças.

Em função desse panorama, vários Estados brasileiros já elaboraram leis para obrigar cantinas escolares a vender exclusivamente alimentos saudáveis e proibir a comercialização de itens gordurosos e industrializados, por exemplo.

Muitas escolas também já começam a oferecer alguns recursos para colaborar com o enfrentamento do problema: contratam nutricionistas, oferecem lanches balanceados, orientam pais e professores, realizam atividades culinárias com as turmas e abordam o tema da alimentação com seus alunos.

A questão é difícil tanto para as famílias quanto para as escolas. Afinal, como ajudar a criança a aprender a comer bem? Vamos tentar localizar alguns focos dessa questão.

O relacionamento entre pais e filhos mudou muito nas últimas décadas. Uma dessas mudanças foi radical: os pais têm receio, hoje, de perder o amor de seus filhos. Antes era o oposto: os filhos obedeciam por medo de perder o amor dos pais.

Dá para entender essa virada: em um mundo de relacionamentos afetivos extremamente frágeis, precisamos ter a garantia da permanência de alguns vínculos. Numa época em que o prefixo "ex" se multiplica na frente de palavras como marido, sogra, cunhado etc., nada como tentar assegurar que o bom relacionamento com os filhos permanecerá.

O problema é que isso tem se concretizado de maneiras equivocadas. Uma delas é a atitude de muitos pais de tentar dar ao filho tudo o que ele quer.

E o que a criança quer comer? Aquilo que achamos gostoso e que oferecemos a ela justamente por esse motivo. Vamos falar a verdade: queremos que as crianças se alimentem bem por questões de saúde, não é verdade? Mas elas logo percebem que o que lhe oferecemos porque consideramos gostoso não coincide com o que queremos que comam porque faz bem.

A mãe de uma garota de menos de dois anos me disse que estava bem difícil fazer a filha almoçar, porque ela só queria biscoito.

Perguntei à essa mãe como a criança descobrira os tais biscoitos e ela me respondeu que ela mesma é que havia introduzido esse alimento em casa. "Por que eu deveria privar minha filha de comer coisas gostosas? Eu só não sabia que ela iria gostar tanto a ponto de passar a recusar as refeições."

E devo dizer: essa mãe permite que a sua filha substitua o almoço e o jantar por biscoitos. "Vou deixar que ela chore de fome?", perguntou ela.

A maior parte das dificuldades alimentares de uma criança tem, portanto, origem no tipo de relação que seus pais estabelecem com ela e também com as escolhas que nós, adultos, fazemos do que consideramos gostoso. É ou não é?

Por: Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação.